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A verdadeira cartilha

por João Silva, em 13.04.17

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Aparentemente, tem provocado grande ruído o facto de o Benfica enviar informação circunstanciada a alguns comentadores, pasme-se, afetos ao clube. Ainda não consegui perceber qual é exatamente o problema com este facto.

A semana passada, quando confrontado com a existência de tal informação, quer no Record, onde escrevo vai para quatro anos, quer na Sport TV+, onde comento desde o início do canal, fui claro na resposta, que recupero: "Cartilha só conheço a Maternal do João de Deus e o facto de um clube enviar informação sistemática é sinal de organização e de profissionalismo". Acrescentei que escrevo aquilo que penso e digo o que me apetece e que, para mim, é muito mais importante para formar a minha opinião as conversas quotidianas que tenho com outros grandes benfiquistas, os meus amigos Bernardo Azevedo, João Tomaz e Manuel Castro.

Este ponto é fundamental porque ajuda a perceber a verdadeira cartilha que rege os benfiquistas. Uma cartilha que firma um clube que não só existe para além de qualquer direção, por natureza transitória no tempo e limitada no seu poder, como recusa qualquer tipo de culto da personalidade do Presidente, quem quer que ele seja. O Benfica de que me habituei a gostar, e que sinto como meu, é mesmo uma agremiação de inclinação popular, pluralista e com adeptos hipercríticos e de pendor pessimista face à performance desportiva. Quando no nosso estádio os cânticos forem a Presidentes ou nas bandeiras se vir a face de dirigentes, é a identidade do Benfica, clube de espírito democrático e nascido nos meios populares de Lisboa, que estará a ser afrontada. Bem sei que isto custa a perceber a todos aqueles que veem os outros à sua imagem e que, por isso, não hesitam em utilizar epítetos como 'avençados'. Tudo o que devo ao Benfica, e não é pouco, é do domínio imaterial: angústias diárias e emoção incontida nas vitórias.

Quem quiser fazer o exercício, que julgo penoso, de recuperar todos os meus textos no Record, concluirá que está perante um olhar não isento sobre o futebol e o Benfica em especial (afinal sou o sócio 8001 do Glorioso), mas também perante uma visão livre. Bem sei que para o lúmpen que pulula em redor do mundo do futebol seja difícil perceber que é possível ter uma filiação clubística inegociável, vibrar com as vitórias da nossa equipa, mas manter espírito crítico sobre a forma como a equipa joga ou até sobre as opções estratégicas que o clube toma. Não há opinião neutra e muito menos comentário higienizado. Os que me leem e ouvem sabem que sou – e, posso garantir, serei sempre –, com orgulho desmedido, benfiquista.

Autor: Pedro Adão e Silva

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Há dois anos, pelo menos, que a pergunta-chave da Liga Portuguesa tem de ser "como desestabilizar o Benfica?" Não é daquelas interrogações que se possa pôr em público, embora o Sporting tenha chegado a ser quase tão flagrante como isso, mas faz parte dos manuais. A maior vantagem do Benfica para os adversários é a estabilidade, diretiva, desportiva e social. Já era quando Jesus saiu de lá bicampeão e desde então, com um contributo generoso do ex-treinador e de Bruno de Carvalho, só aumentou. Desde maio de 2015, o Sporting deu ao Benfica anticorpos para tudo, do grau de camaradagem com os árbitros até às finanças duvidosas, passando pela tolerância do público ao ruído, que agora é quase total. Hoje, qualquer um de nós consegue ler o jornal (ou até escrevê-lo) ao pequeno-almoço a dois palmos do motor de um Boeing. O melhor de tudo é que a desestabilização, numa equipa de futebol, é inevitável e não precisa de intervenções externas. Demasiados suplentes, demasiadas diferenças salariais, demasiados egos, demasiadas expectativas frustradas, demasiados treinadores de bancada, etc. As lamúrias de Luisão, no início da época, são um exemplo dessa inevitabilidade. E ajuda muito ter uma espécie de provisão infindável de Xanax na pessoa de Rui Vitória. A renovação de contrato, apalavrada recentemente, significa que o Benfica está bem ciente de qual tem sido a sua principal força.

Fonte: OJogo.pt

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Rui Gomes da Silva fez o balanço da 31ª jornada da I Liga na crónica que assina no jornal A Bola, onde destacou a vitória do Benfica sobre o Rio Ave… sem esquecer as ‘farpas’ ao ‘velho rival’. “Um Benfica inteligente, sobretudo na intensidade que imprimiu ao jogo, e na maneira como encostou o adversário ao seu meio-campo, de onde raramente saiu (talvez não quisesse, face ao que estava em jogo), que aproveitou bem as substituições, numa leitura perfeita das necessidades da equipa, nesses momentos. O que, para quem “não é treinador”, não é mau de todo” atirou, em referência às provocações de Jorge Jesus a Rui Vitória.

O vice-presidente ‘encarnado’ rejeita que a equipa tenha tido a “estrelinha da sorte” para levar de vencido os vila-condenses, virando as atenções para “os mais variados tipos de jogos psicológicos, uns com mais ruído do que outros – quase tão grande como aquele que fizeram com a garantia de participação na Liga dos Campeões na próxima época – numa clara e inegável tentativa de desestabilizar a equipa do Benfica”.

Ai se fosse o Benfica a jogar contra um adversário que se apresentasse sem dez (!) dos seus jogadores titulares… cairia, estou certo, o Carmo e a Trindade e lá voltaria ao Facebook a tese do defraudar da “verdade desportiva” (a deles, claro)”, escreveu, a propósito das poupanças do União da Madeira em Alvalade.

Esses mesmos que, curiosamente, querem o vídeoárbitro, mas não conseguem justificar como ganharam na jornada anterior (a ideia de pôr alguém – que não consegue explicar nada – a explicar que não houve fora de jogo, num fora de jogo escandaloso, foi de gargalhada)”, rematou Rui Gomes da Silva.

 

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Da coragem

por João Silva, em 25.04.14

Somos merecidamente campeões nacionais pela 33ª vez. Não fazendo o balanço da época, mas apenas do campeonato, importa fazer duas ou três considerações que, pela justiça, não posso esquecer.

Olho para este campeonato como aquele que se conquistou sob o signo da coragem. A coragem de um presidente que, contra quase todos, decidiu pelas suas convicções e não pelas encomendas externas e internas manter um treinador que se ficara pelo “quase” na época anterior. Ter a coragem de saber que uma convicção não é uma teimosia é um mérito. Ter a capacidade de não “emprenhar pelos ouvidos” (peço desculpa pelo plebeísmo, mas não estamos em tempos de floreados linguísticos) numa terra de alcoviteiras é um acto de coragem. Luís Filipe Vieira teve esse mérito. Jorge Jesus teve, além da coragem de enfrentar de peito feito as facas que já não lhe eram apenas espetadas nas costas, o talento de conseguir impor, pela qualidade, uma ideia de jogo, uma metodologia de treino e um conceito de futebol. Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus vivem e não precisam de se colocar em bicos de pés para que se saiba que vivem. Outros há que, ou porque “já foram algo” ou porque “aspiram a ser algo” no mundo do Benfica, fazem prova de vida nos momentos em que as coisas não correm bem. Note-se que não falo dos que exercem a crítica desinteressada, genuína, justificada e apaixonada. Essa crítica é essencial no nosso Benfica. Falo dos que ao sabor dos resultados, dos interesses pessoais ou das passageiras tendências de opinião surgem, sempre e apenas nos momentos de ausência de vitória, a cavalgar a derrota, para que, como anões de salto alto, a multidão benfiquista se lembre da existência deles.

Nesta diferença entre a convicção e o interesse, a crítica genuína e o ‘bota-abaixismo’, vai a diferença entre a coragem e a cobardia. Esta vitória no campeonato deve-se à coragem.

 

Pedro F. Ferreira

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Sim, digo brilhante prestação, porque o Benfica eliminou uma das melhores equipas do campeonato alemão.

 

Não fosse o campeonato português estar a entrar numa fase decisiva, onde a disputa pelo título com o FCPorto exigir que a equipa esteja num nível competitivo alto - qualquer deslize pode ser fatal - e poderiamos estar a analisar com um pouco mais de calma esta eliminatória com o Bayer Leverkusen.

 

Segue-se o Paços de Ferreira no domingo para o campeonato, uma equipa que está a fazer uma excelente prova, a jogar um futebol muito positivo, não sendo por acaso que ocupa o 3º lugar.

 

O jogo de quinta-feira passada foi exigente para os jogadores, o tempo de recuperação não é o ideal, mas por outro lado terem percebido que perante um adversário forte, conseguiram com todo o mérito ultrapassar esse obstáculo, só pode contribuir para subir os indices de confiança.

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