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Durante seis horas, o presidente do Benfica respondeu às questões de 18 sócios que não viram as suas dúvidas esclarecidas na assembleia geral de 7 de junho passado.

Eis os principais destaques:

Mudança de emblema

O Benfica está a estudar a possibilidade de alterar o emblema do clube. Segundo o “Record”, no encontro no Seixal, foi revelada a existência de três alternativas. Esta não seria a primeira vez que as águias alteravam o emblema. Em 1999, a águia deixou de estar a agarrar a divisa - "E pluribus unum" - e passou a estar em cima da roda.

Rúben Dias não sai… já

A SAD do Benfica chegou a um entendimento com Jorge Mendes, o agente de Rúben Dias, pelo jogador. Os encarnados pretendem manter o central por mais tempo no plantel.

De acordo com o desportivo, o super-agente português comprometeu-se a não oferecer Dias a grandes europeus. No mesmo encontro, foi confirmada a intenção de subir a cláusula de rescisão do internacional português para 88 milhões de euros.

Jesus não volta com Vieira

Jesus veio à Luz uma única vez com Luís Filipe Vieira. Assim poderá ficar inscrito nos livros de história a decisão anunciada pelo Presidente do Benfica no Seixal. Se depender dele, JJ não regressará às águias.

Apesar de manter uma boa relação com o atual treinador do Flamengo, Vieira disse não pensar ser possível que JJ regresse alguma vez ao Benfica enquanto ele for presidente do clube.

Modernização do Estádio da Luz

O Estádio da Luz vai sofrer obras de modernização que irão centrar-se na iluminação e no reforço da rede dos telemóveis nos dias de jogo. Este foi um assunto focado na reunião com os sócios. A direção benfiquista pretende colocar iluminação LED mais eficiente e ecológica, a curto prazo.

 

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Com os golos madrugadores sobre o Santa Clara na Luz, o Benfica deixou de se preocupar muito cedo com aquilo que acontecia no relvado do Dragão, focando as suas atenções e energias na festa que estaria para vir. Das muitas figuras felizes, o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, mostrou particularmente o seu contentamento pelo 37.º campeonato na história do clube. Em exclusivo ao PÚBLICO, o dirigente reafirmou a justiça do título que, na sua opinião, reforça o domínio do emblema da Luz em Portugal.

“O título de campeão nacional conquistado esta época foi inteiramente justo, premeia indiscutivelmente a melhor equipa da Liga e consolida a hegemonia do nosso clube no futebol português, em que nos últimos seis anos, conquistámos cinco campeonatos”, afirmou Luís Filipe Vieira ao PÚBLICO, após o apito final da partida deste sábado.

Para o presidente do Benfica, esta conquista serve para confirmar o sucesso do plano delineado nas últimas épocas, que passa por aumentar o investimento no futebol de formação da academia do Seixal: “[Este título] vem dando razão à visão e rumo estratégico que definimos de dar prioridade à aposta na formação como factor decisivo e crítico para a formação e consolidação do Benfica no futuro”.

Com esta conquista, Luís Filipe Vieira celebra o sétimo campeonato enquanto dirigente das “águias”, número que o torna o presidente com mais títulos nacionais ao serviço do Benfica.

 

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No dia em que o Benfica comemora 115 anos de história, Luís Filipe Vieira falou em exclusivo ao Jornal O Benfica, e o resultado é um misto de convicção e esperança. A convicção de que a obra feita restabeleceu a grandeza do Clube, e a esperança de que o futuro seja de muitas vitórias e equivalente benfiquismo.

 

A devolução do estádio ao Clube, as promessas cumpridas, um clube moderno e lucrativo e uma aposta crescente na formação foram temas aos quais o Presidente do Benfica respondeu com abertura e clareza.

 

Em tempo de aniversário, a primeira pergunta só poderia ser esta: que prenda gostaria de oferecer, desta vez, a todos os benfiquistas? E, já agora, porquê?

A melhor prenda que neste aniversário todos nós, benfiquistas, vamos ter é que, graças ao processo de recuperação e consolidação da nossa situação financeira, a posse da titularidade do nosso estádio e da BTV passam para o nosso clube e deixam de estar na SAD, conforme vai ser objeto de decisão na próxima Assembleia Geral Extraordinária da SAD do Benfica marcada para o próximo dia 15 de março.

Mais uma promessa cumprida e assim o Sport Lisboa e Benfica e os seus sócios passam a deter, repito, na íntegra, a titularidade do nosso estádio e da BTV, situação diferente da que ocorria na SAD, onde o clube e os seus associados só têm uma posição maioritária. O valor da operação está avaliado em 99 milhões e 270 mil euros de acordo com avaliações independentes, e o pagamento será diferido por 25 anos.

Após se cumprir a promessa do pagamento de todas as dívidas bancárias, esta nova decisão reforça e consolida a imagem de um clube cada dia mais autónomo, credível e reputado em todas as avaliações feitas à sua gestão.

Luís Filipe Vieira

A redução do passivo e o aumento do património (Caixa Futebol Campus no Seixal, mas não só) são hoje realidades cada vez mais consolidadas. Paralelamente, existe esta decisão de passar a titularidade das sociedades detentoras do estádio e da BTV a 100% para o Clube, tudo isso torna legítima aquela ideia de que o Benfica é cada vez mais dos benfiquistas...

Essa ideia é legítima e cada dia mais concreta e real. Desde a primeira hora em que iniciámos este projeto, que numa primeira fase foi de urgente salvação e reestruturação do Clube a todos os níveis, tínhamos como pretensão, logo que possível, devolver ao Clube o seu mais valioso património que por uma questão de gestão e capacidade de financiamento passou para a posse da SAD.

Cada dia, o Clube está mais sólido e robusto, cada vez mais autónomo. Hoje já não temos de efetuar vendas inadiáveis para equilibrar as nossas contas. O Benfica é hoje apontado como um case study a nível internacional de boa gestão e inovação, apesar de não estar integrado no top cinco das principais ligas europeias. Desse ponto de vista, o nosso mérito é redobrado.

E quando hoje falamos que, dentro do possível, temos como objetivo segurar os nossos maiores talentos pelo maior número de anos, isso acontece porque já vivemos com outra estabilidade e segurança financeira.

Luís Filipe Vieira

Quer dizer que para o Benfica perder uma das suas pérolas, só mesmo caso exista quem pague as suas cláusulas de rescisão?

Reafirmo que não temos nenhum objetivo de vender os nossos principais jogadores que chegaram agora do Seixal. A cada dia que passa, estes jovens talentos estão mais valorizados e provam a boa visão, rumo e estratégia que tivemos, quando percebemos que a aposta na formação e na criação de uma escola sólida, coerente, de autêntica filosofia própria com ADN de jogador à Benfica seria a opção mais acertada. É muito relevante observar como já chegam à primeira equipa preparados para os mais exigentes níveis competitivos.

Vejam a quantidade de jovens formados que temos no plantel principal. Veja que a grande maioria dos convocados nos diferentes escalões da nossa seleção é do Benfica tal como previ que iria acontecer. Na Europa, ninguém ficou indiferente ao recorde assumido pelo Benfica, de utilizar a equipa com a mais baixa média de idades em muitos anos como apresentou nestes jogos desta última eliminatória da Liga Europa. Vejam a quantidade de jogadores que se estão a afirmar internacionalmente nos principais clubes europeus e com formação made in Benfica.

Tudo isto obedeceu a uma estratégia de fundo. Numa primeira fase, a necessidade de ultrapassar constrangimentos financeiros levou à necessidade de efetuar e aproveitar algumas oportunidades de venda. Hoje só perante exigências legais definidas pelos valores de cláusulas de venda nos poderão levar a que isso ocorra. A prioridade é garantir que estas fornadas sejam a base das nossas equipas principais de futuro. E o futuro, acredito, é radioso.

Luís Filipe Vieira

O primeiro aniversário que celebrou como presidente foi precisamente o centenário: em 28 de fevereiro de 2004. O Benfica está a comemorar agora 115 anos. Quais as memórias mais fortes que guarda destes 15 anos?

São tantas e tão ricas. Construção do novo estádio, do Museu, do Caixa Futebol Campus, o reforço de todas as nossas infraestruturas, o lançamento da BTV, os resultados desportivos com o histórico Tetra, as finais europeias, as vitórias das diferentes modalidades, a aposta nas equipas femininas, na internacionalização e expansão da marca Benfica, do fantástico crescimento em número e no tipo de ofertas das Casas do Benfica.

Mas também poderei destacar o exemplar trabalho da nossa Fundação, o prestígio e reconhecimento da qualidade dos nossos recursos humanos, o respeito pelos nossos antigos atletas, no fundo, a capacidade que houve em reerguer este gigante absolutamente único e imparável, clube do povo e clube de Portugal que está presente em todo o mundo e em todas as latitudes da lusofonia e cada vez mais é uma marca global, internacional e que tem como maior símbolo, vejam bem, Eusébio.

Eusébio que confere toda uma dimensão única e uma mística sem igual ao nosso clube. E um clube que por fim, e será esta a memória que me acompanha todos os dias, tem a sua maior força e essência na sua massa associativa e de adeptos sem qualquer tipo de paralelo, que transformam qualquer deslocação das nossas equipas numa autêntica onda vermelha. Uma massa adepta que todos os dias demonstra que no Benfica as vitórias nunca são contra ninguém. São comemoradas e vividas pela simples felicidade de que ganhámos por nós e para nós.

Luís Filipe Vieira

O Benfica já esteve, durante a sua presidência, em duas finais europeias. Reafirmou recentemente o desejo de voltar a ver o Benfica no topo da Europa. Sente que esse dia acabará mesmo por chegar?

Não só sinto como cada vez mais estou convencido de que essa convicção tem razões de ser. E para isso acontecer, para nós é evidente que só com esta aposta que estamos a fazer na formação e visando criar uma base sólida na equipa principal que ganhe estabilidade e competitividade com base nos nossos principais talentos formados no Seixal é que será possível reequilibrar o jogo de forças com as principais e mais ricas equipas europeias. De outra forma seria absolutamente impossível.

Será pela estratégia, pelo trabalho em profundidade que podemos ombrear com equipas construídas com base no seu potencial em comprar todo e qualquer jogador que queiram. Mas este tem de ser um objetivo para ser assumido como algo estruturante e permanente na cultura do Clube. Estou convicto de que estamos a criar as bases para a afirmação de um longo ciclo de hegemonia no futebol português e de consolidação da nossa presença entre as principais equipas europeias.

Luís Filipe Vieira

Mais títulos (modalidades incluídas). Mais formação nas equipas principais. Mais património (expansão do Caixa Futebol Campus e o novo Centro de Alto Rendimento). Colégio Benfica. Rádio Benfica. Hotel Benfica. Benfica Digital. Foi este o Benfica com que sonhou?

Trata-se efetivamente da concretização de muitos sonhos e projetos que programámos. Falou de alguns projetos, poderia falar de outros. Ainda nesta semana ficámos a saber que ultrapassámos a meta dos 40 mil RED PASS vendidos no nosso estádio. O crescimento do nosso clube tem sido feito a diferentes níveis, procurando sempre estar na vanguarda da inovação, da ciência e do desenvolvimento de marca em termos de marketing e comercial.

Outro exemplo que posso realçar é o ambicioso trabalho que estamos a iniciar de desenvolvimento de projetos de internacionalização nos mercados emergentes de maior potencial para a indústria do futebol como a China, os Estados Unidos e a Índia à cabeça. Tendo a noção de que o sucesso destas operações reside no elemento diferenciador que oferecemos, que tem
como principais bases os bons exemplos da nossa gestão desportiva e da nossa conceituada e reputada escola de formação de jogadores com pouco paralelo no mundo.

Quando olho para trás e vejo o percurso feito, do que no Benfica mais nos orgulhamos é de toda a nossa história centenária que podemos contar, do presente que temos para mostrar e do futuro que estamos a construir. Ganhar o futuro neste clube começa sempre todos os dias. E sinto, confesso, em todos os meus colegas dos órgãos sociais e na estrutura que me tem acompanhado ao longo destes anos, um dinamismo, um entusiasmo e uma vontade igual à do primeiro dia em que aqui chegámos.

E a cada dificuldade que possa surgir, a cada obstáculo, encaramos sempre como um novo desafio a enfrentar, cientes de que o que melhor pode falar por nós são a obra e os resultados pelos quais respondemos. E é com orgulho que em dia de aniversário, mais do que estar aqui a conversar sobre a obra feita, podemos sobretudo estar a expor a nossa visão, estratégia, rumo e projetos para o futuro.

Texto: José Marinho e Nuno Farinha - SLBenfica.pt

 

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O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, manifestou-se no final do jogo “severamente preocupado” com a arbitragem portuguesa, revelando que há juízes que estão a ser “ameaçados” e que “ninguém quer apurar a verdade”.

 

“O que se passou deixa-nos preocupados e de que maneira. (…) Quando assistimos alguém com câmara de televisão à frente, é arbitro e não consegue distinguir em lance de TV se é fora de jogo ou não… se não consegue distinguir, no lance do primeiro golo do FC Porto, se é falta ou não, este homem não pode arbitrar mais”, sentenciou.

 

O Presidente do Benfica, que falava após a derrota com o FC Porto, por 3-1, em Braga, nas meias-finais da Taça da Liga, manifestou-se cáustico com a equipa de arbitragem liderada por Carlos Xistra, bem como com o videoárbitro Fábio Veríssimo.

 

“Quando [videoárbitro] ainda tem a lata de dizer ao árbitro para anular o primeiro golo do Benfica - curiosamente depois o arbitro teve a coragem de o validar – fico preocupado. Um homem destes com duas, três, quatro câmaras não consegue distinguir um fora de jogo ou não… Na dúvida, hoje é fácil castigar o Benfica, penalizar o Benfica”, lamentou.

 

Luís Filipe Vieira aludiu ainda à expulsão de Rui Costa do banco do encarnado, quando o administrador já estava a substituir como delegado Tiago Pinto, a cumprir castigo.

“Depois assistimos impávidos e serenos ao que é o banco num lado e no outro. Alguém que é expulso não sei se é castigado ou não. O que é certo é que qualquer pessoa nossa é castigada severamente. Mas vamo-nos distraindo”, completou.

 

Revelou ainda que já disse “cara a cara” ao presidente do conselho de arbitragem, José Gomes, que a culpa é do órgão que dirige.

“Basta ver o que se passou com a história dos emails para ver que há determinados árbitros que foram praticamente escorraçados, corridos da arbitragem. Nem sabemos porquê. Hoje ele sabe e eu sei que há árbitros que estão condicionados. Foram ameaçados e as suas famílias também. Eles sabem. Não querem descobrir a verdade não sei porquê. Agora alguma coisa se está a passar em todo o lado que é penalizante. Estamos a ficar severamente preocupados”, insistiu.

 

Luís Filipe Vieira, que lembrou que o clube foi condenado na praça pública, mas que até ao momento nenhum tribunal o castigou, garante que “ninguém vai vergar o Benfica”.

“Não podemos ter papas na língua: ninguém nos vai vergar e hoje ficou aqui demonstrado neste campo que a tal equipa que era para abater levantou-se novamente. Deu show de bola nos primeiros 30 minutos e não virou o resultado por má sorte”, opinou.

 

O presidente asseverou que o Benfica não precisa de reforços, pois considera que o atual plantel tem todo o “valor para subir muito mais”.

“Todos temos falhas, eu também, como todo o ser humano. No caso do apoio ao Benfica, há um chapéu por cima que é uma bandeira, que representamos e tenho de defender. Tenho orgulho tão grande de ser do Benfica, da obra feita invejada por muita gente. Querem destruir-nos, mas fiquem cientes que vamos crescer ainda mais, fazer muito mais e ganhar muito mais”, concluiu.

O Benfica vai pedir ao Conselho de Arbitragem a divulgação pública das comunicações entre a equipa de arbitragem no jogo com o FC Porto, das meias-finais da Taça da Liga.

 

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Vieira vai falar com Mourinho

por João Silva, em 10.01.19

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Luís Filipe Vieira vai, nos próximos dias, encontrar-se com José Mourinho para ouvir da boca do treinador português quais as condições em que colocaria a possibilidade de orientar o Benfica na próxima temporada.

É a consequência natural de uma semana que começou com Mourinho a não fechar a porta a essa hipótese - tal como A BOLA revelou na sua edição de sábado - e o presidente encarnado a abrir-lhe a porta da Luz, na entrevista que concedeu a Cristina Ferreira na segunda-feira: «Se Mourinho disser que sim, vem logo. Dinheiro não é problema.»

 

Luís Filipe Vieira sabe que não será fácil convencer José Mourinho a regressar de imediato ao Benfica. Não apenas porque o treinador português continua a ser muito cotado no estrangeiro - ainda nos últimos dias o Real Madrid tem sido apontado como estando muito interessado no seu regresso à capital espanhola -, tendo por isso a possibilidade de abraçar projetos bem mais vantajosos, tanto a nível desportivo como financeiro.


De qualquer forma, pretende conversar com Mourinho para perceber quais são as reais possibilidades de garanti-lo como treinador para a época 2019/2020 - pegar de imediato na equipa é cenário, como escrevemos no sábado, colocado de parte. O local do encontro entre os dois é incerto - Mourinho, sabe o nosso jornal, está em Londres mas não é de descartar a hipótese de vir a Portugal nos próximos dias -, mas certo é que se irá realizar em breve.

 

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Os cânticos vindos da bancada, durante a partida de domingo frente ao Rio Ave, não caíram bem a Luís Filipe Vieira. Convidado na estreia do novo programa de Cristina Ferreira na SIC, admitiu que ficou “magoado” com os adeptos que pediram a demissão do presidente das “águias”.

Vivi e vivo o Benfica de forma intensa. As pessoas vivem muitas emoções e têm reacções que não deviam ter. Porque, não podemos, debaixo de um mau resultado, dar a ideia de que vamos caminhar para um suicídio. Ainda ontem, as pessoas gritaram o meu nome de uma forma que não deviam ter feito. Não tenho de dar provas a ninguém de uma casa que não existia e foi transformada. Uma casa que não pagava salários, atrasava-se nove meses. Hoje paga a tempo e horas”, reiterou Luís Filipe Vieira, reagindo aos cânticos proferidos pelos membros dos No Name Boys, localizados no topo Sul do Estádio da Luz.

Outro dos assuntos abordados por Cristina Ferreira prendeu-se com a mudança de treinador. Rui Vitória deixou o comando técnico e Bruno Lage, treinador da equipa B, assumiu o controlo da equipa principal. Luís Filipe Vieira não escondeu a tristeza pela saída de Rui Vitória, elogiando a forma cordial como o treinador saiu: “As pessoas ainda vão ter muitas saudades dele. O Rui achou que não era a pessoa certa para o Benfica e colocou o lugar à disposição. A saída foi pacífica”.

Quanto a um substituto definitivo, o líder das “águias” preferiu não comentar, garantindo que a decisão será conhecida na próxima semana: “Nunca houve interesse dos treinadores [que têm sido apontados ao Benfica]. Ainda noutro dia telefonei ao presidente do Vitória de Guimarães [para o tranquilizar], por causa do Luís Castro”. Uma das hipóteses apontadas ao clube da Luz foi José Mourinho, recentemente despedido do Manchester United, com Luís Filipe Vieira a afirmar que o “special one” tem portas abertas na Luz: “Mas que equipa não quereria o José Mourinho? Se ele dissesse que sim, vinha já. O dinheiro não é problema”.

O presidente do Benfica abordou ainda a difícil vitória​ frente ao Rio Ave, jogo que marcou a estreia de Bruno Lage no banco dos "encarnados". As "águias" encontraram-se em desvantagem muito cedo na partida, mas, com quatro golos sem resposta, conseguiram dar a volta ao resultado (4-2) e conquistar os três pontos. “A perder por 2-0 ficamos preocupados, mas demos uma boa resposta”, afirmou​ Luís Filipe Vieira.

Bruno Lage, treinador interino, espera para saber se conseguirá ficar como treinador definitivo dos “encarnados”, hipótese que o presidente não põe inteiramente de lado: “Já conheço o Bruno há muitos anos. Se ele tem perfil para ser treinador do Benfica? Sim. Temos um projecto que não queremos alterar. O futuro do Benfica vai passar pela formação”.

Fonte: Publico.pt

 

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