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Os dois golos apontados no jogo deste domingo somam-se aos que haviam sido conseguidos nas receções ao Sporting e ao Aves, tudo isto em oito presenças na Liga NOS 2018/19. João Félix tem uma média de 0,5 golos por jogo, só superada por Suleymanov (Krasnodar) entre os Sub-19 das 10 melhores ligas da Europa.

O jovem do Benfica já leva cinco ações para o golo (quatro tentos e uma assistência) em menos de 250 minutos na Liga NOS, o que dá uma média de uma ação decisiva a cada 50 minutos de jogo. João Félix faturou, ainda, na Taça da Liga e regista 15 jogos pela equipa principal do Clube.

A atuar na frente de ataque, no apoio a Seferovic, fez mossa na defesa do Rio Ave. Para além dos golos, participou com um pormenor delicioso – abriu as pernas e deixou o esférico seguir para o avançado suíço – no primeiro tento das águias.

Os dois golos trazem à tona, segundo o portal Playmakerstats, algumas marcas: João Félix é o mais jovem de sempre a bisar pelo Benfica no novo Estádio da Luz; há 55 anos que ninguém tão jovem bisava em representação dos encarnados em casa. Félix Guerreiro, em 1964, fora o último.

Os quatro golos apontados nesta edição do Campeonato Nacional colocam o atacante formado no Caixa Futebol Campus entre os cinco melhores marcadores da equipa na prova, atrás de Jonas, Seferovic, Pizzi e Rafa.

 

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Liga NOS: Benfica 4-2 Rio-Ave

por João Silva, em 07.01.19

Duas estreias no banco e muita história para contar neste grande espetáculo de futebol. Bruno Lage do lado do Benfica, Daniel Ramos do lado do Rio Ave. Quem sorriu primeiro foi mesmo o novo técnico dos vilacondenses. Para surpresa de muitos, aos 20 minutos, o Rio Ave já vencia por 2-0.

Gabrielzinho e Bruno Moreira entraram de rompante em cena e marcaram aos 17’ e aos 20’, gelando ainda mais aquela que já era uma tarde fria no estádio da Luz. Muita passividade da defesa encarnada, muita raça do lado da formação de Vila do Conde. O que era certo é que o Benfica estava frágil e os adeptos quiseram empurrar a equipa para a frente – apesar de existirem também alguns assobios. 

Apoiados pelos milhares nas bancadas, o Benfica deu início a uma reviravolta fantástica. Depois de dois golos sofridos em tempo relâmpago, a equipa da Luz, que alinhou num 4x4x2, viu a sua dupla atacante fazer grandes estragos.

João Félix e Seferovic foram os protagonistas da reviravolta, e que bem que se entenderam os dois. Aos 27 minutos, o camisola 79 das águias deu início à jogada, simulou de forma perfeita e o suíço fez o resto com pormenores de fino recorde. Aos 31’ foi Seferovic a devolver a simpatia ao jovem do Benfica. Lance de insistência do avançado benfiquista, cruzamento para o coração da área e lá apareceu Félix, endiabrado, para o empate.

João Félix_Seferovic.jpg

O Rio Ave não facilitou a vida ao Benfica, mas é difícil parar esta equipa das águias quando está embalada. Com a confiança dos dois golos marcados no 1.º tempo, a formação da Luz entrou com toda a força na segunda parte. Grimaldo quis ser protagonista, mas apesar do momento mágico ao driblar cinco defesas, o espanhol ficou com o papel secundário. Um remate ao poste deixou-o de mãos na cabeça.

As luzes da ribalta estavam mesmo destinadas aos protagonistas da primeira parte: João Félix e Seferovic. E é caso para dizer que Bruno Lage teve a sua aposta mais que confirmada. João Félix bisou na partida e consumou a reviravolta do Benfica aos 64 minutos. O jovem encarnado acabou por sair pouco depois, tendo recebido a maior ovação da noite.

Antes disso ainda houve tempo para o 4-2. Seferovic fechou as contas e selou um feito inédito no novo estádio da Luz. É que desde 2002 que o Benfica não conseguia recuperar de uma desvantagem de dois golos. Seferovic foi considerado o melhor jogador desta partida.

Com este resultado, o Benfica sobe provisoriamente ao 2.º lugar do campeonato. As águias somam 35 pontos e ficam a quatro da liderança, onde está o FC Porto com menos um jogo.

 

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O miúdo João Félix

por João Silva, em 24.09.18

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Estádio da Luz. Benfica-Aves. Minuto 34. Pizzi serve João Félix e este, com toda a calma e classe dos seus dezoito anos, atira para a baliza, a “grande”, a preferida de jogadores e adeptos. Estes saltam de alegria. Festejam o primeiro golo porque o primeiro golo em casa contra uma equipa de José Mota vale quase sempre três pontos. Os aplausos são, claro está, para o miúdo, o “mágico” Félix, como dizem os comentadores na televisão. Mas os adeptos aplaudem mais do que o talento e eficácia de um puto de aparelho ortodôntico. Aplaudem uma ideia. Aplaudem o futuro.

O que o Benfica tem de mais português, mais do que a fixação nas glórias passadas, é a espera sebastiânica e prolongada por esse Messias, vindo das nebulosas camadas jovens, que chegue para guindar o clube ao lugar que, em tempos remotos, já foi seu. Essa espera tem a sombra de se saber que, nos dias de hoje, um talento capaz de, por si só, arrastar uma equipa para a glória dificilmente permanece no clube o tempo suficiente para levar a cabo a tarefa. Por isso, o aplauso efusivo a Félix é mais pungente porque é feito de esperança e de saudade antecipada, da certeza de que daqui a dois ou três anos, se tanto, estará a brilhar longe, noutros palcos, com outra camisola. De certa forma, os benfiquistas começaram no último jogo a despedir-se de João Félix.

Para os benfiquistas, a esperança não é que o Seixal traga um novo período de domínio, mas que ofereça aos adeptos o “Escolhido”, aquele que sozinho possa levar o clube de novo aos píncaros do futebol. Esqueçam os presidentes. O benfiquista não é de pôr a vida nas mãos de presidentes, nem sequer de treinadores. O Benfica é uma questão de jogadores e quando eles são como Félix, criados em casa, a mistura de sebastianismo com a megalomania benfiquista resulta numa euforia de que os adversários gostam de troçar, mas que para o benfiquista é a reafirmação da crença que o salvador não será encontrado ao fim de uma noite eleitoral, mas provavelmente a meio de um jogo contra o Aves no estádio da Luz. 

 

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