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Eusébio da Silva Ferreira e Johan Cruyff são duas das principais figuras do futebol mundial e marcaram eras distintas na história de Benfica e de Ajax na Taça dos Clubes Campeões Europeus. O 'Pantera Negra' coincidiu com ascensão do Benfica no panorama do futebol mundial na década de sessenta e deixou a sua marca em várias finais europeias e tornando-se assim numa das referências máximas do futebol português.

Johan Cruyff por outro lado foi fundamental para a hegemonia do Ajax no futebol europeu no início da década de setenta ao levar o clube de Amesterdão a três títulos europeus consecutivos, antes de rumar ao Barcelona para se tornar numa das figuras míticas do clube catalão como jogador e mais tarde como treinador.

Depois de Di Stéfano e Pelé entrarem para o panteão dos mitos do futebol mundial, Eusébio surgiu em destaque no início da década de sessenta ao serviço do Benfica e da Seleção Nacional de 1966, mas no início da década de setenta, o 'Pantera Negra' passou o testemunho de melhor do mundo a um jovem holandês do Ajax que brilhou na Luz com dois golos em 1969.

E a poucas semanas do 'reencontro' entre Ajax e Benfica na Liga dos Campeões, o SAPO Desporto marcou um encontro com a história para recordar essa primeira eliminatória dos dois clubes que coincidiu com o passar de testemunho entre dois 'deuses do futebol' para uma nova era do futebol europeu.

Benfica europeu da década de 60: Uma máquina temível de fazer golos

"Lembro-me bem da caminhada do Benfica até à conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus pois era presença assídua nesses jogos", começa por recordar Vítor Cândido, antigo jornalista do jornal A Bola e antigo jogador da formação do Sporting.

"Vi todos os jogos do Benfica no Estádio da Luz nessa caminhada europeia. Eu jogava nas camadas jovens do Sporting e o nosso cartão de jogador da Associação de Futebol de Lisboa dava para nós irmos ver os jogos ao Estádio da Luz. Lembro-me de ver noites de futebol fantásticas das 'papoilas saltitantes', como ainda hoje se ouve no hino; do José Augusto a cruzar para o Águas para golo num ambiente fantástico. Golos com fartura", acrescenta Vítor Cândido em entrevista ao SAPO Desporto.

José Águas com o troféu da conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961
José Águas com o troféu da conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961 créditos: DR

Mas se hoje em dia a caminhada gloriosa do Benfica na Taça dos Campeões Europeus de 1961 e 1962 já não é novidade, na altura, era um feito inédito, e até surpreendente, para quem acompanhava de perto a realidade futebolística em Portugal.

"Até àquela altura, o Benfica nunca tinha ganho uma eliminatória nas competições europeias. Portugal era um país pequeno em tudo; estávamos atrasados em tudo e no futebol também. Havia cá as nossas rivalidades, as nossas grandes equipas, mas era cá para o consumo interno. Mas nunca passou pela cabeça que o Benfica fizesse uma carreira daquelas. E à medida que ia passando as eliminatórias ficava tudo cada vez mais estupefacto", recorda Vítor Cândido.

A primeira Taça dos Clubes Campeões da Europa, sem Eusébio!

Com mais de 20 golos marcados na prova, o Benfica chegou à sua primeira final europeia frente ao Barcelona de jogadores como László Kubala, Luis Suárez, Sándor Kocsis ou Zoltán Czibor. Em Berna, os 'encarnados' eram encarados pelos catalães como um adversário acessível e Béla Guttmann, mítico treinador das 'águias' nesse período, aproveitou essa subestimação do adversário para fazer história no Benfica e conquistar o primeiro troféu europeu com golos de José Águas, Mário Coluna e um auto-golo do guardião adversário. E isto tudo sem Eusébio, que ainda não estava na equipa principal do Benfica.

"O Benfica tinha uma 'equipona'", recorda Vítor Cândido antes de enumerar alguns dos jogadores que fizeram história e que preparam o 'terreno' para o surgimento de jogadores como Eusébio e Simões.

"Germano, Ângelo, Cruz, Cavém, o Neto, do Montijo, e depois à frente Coluna, José Águas, Santana. O Santana teve de sair quando chegou o Eusébio", conta-nos Vítor Cândido.

"O Santana era um jogador fantástico e teve de sair um. Como dizia o Béla Guttman quando viu o Eusébio a fazer os exercícios e os primeiro treinos: 'Isto é ouro, isto é ouro!'. E pronto, alguém tem de sair da equipa e foi o Santana; e no ano seguinte foi o que se sabe. Ganham 5-3 ao Real Madrid na final de Amesterdão com uma grande equipa, já com o Simões, que era junior", atira o antigo jornalista em declarações ao SAPO Desporto.

A segunda Taça dos Clubes Campeões em Amesterdão e as finais perdidas seguintes

Depois de vencer o Barcelona por 3-2 em Berna, o Benfica ganhou o estatuto de campeão europeu e no ano seguinte a história parecia repetir-se à boleia de dois 'fenómenos' do futebol português: Eusébio e Simões. Na final de 1962, em Amesterdão, os 'encarnados' golearam o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano por 5-3 e revalidaram o título europeu de clubes contra todas as expectativas, novamente. Ao derrotar o 'poderoso' Real Madrid, o Benfica garantiu desta forma um lugar no panteão dos grandes clubes europeus, e seguiram-se várias finais nas épocas seguintes. A reputação do Benfica de Eusébio na Europa ia crescendo de ano para ano, e apesar das derrotas nas finais de 1963, 1965 e 1968 toda a Europa do futebol estava encantada com a qualidade da equipa portuguesa, nomeadamente Eusébio. E mesmo com a guerra colonial a decorrer em vários pontos de África, as finais europeias do Benfica eram acompanhadas de perto pelos soldados, como nos conta Vítor Cândido, antigo combatente do ultramar.

Bobby Charlton e Mário Coluna trocam galhardetes antes da final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1968
Bobby Charlton e Mário Coluna trocam galhardetes antes da final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1968. créditos: Manchester United

"Lembro-me dessa final de 1968 em Wembley com o Manchester United porque acompanhei o relato no norte de Moçambique durante a guerra colonial. Acompanhei o relato, já era assim tarde e tinha que ter o rádio muito baixinho para não fazermos barulho. Nós a apanharmos a onda curta, ou como é que se chamava aquilo, e a ouvir o relato do jogo em que o Eusébio não conseguiu marcar um golo aos 90 minutos e depois no prolongamento os jogadores do Benfica foram-se a baixo. E depois foi o descalabro no prolongamento, penso que os jogadores do Benfica não estiveram à altura dos ingleses físicamente", recorda Vítor Cândido.

O 'fenómeno' chamado Cruijff e a 'passagem de testemunho' entre dois 'deuses do futebol'

Na época de 1968/1969, o Ajax chegava à Taça dos Clubes Campeões Europeus com um currículo europeu ainda modesto. A primeira participação na prova da equipa de Amesterdão aconteceu em 1957 com uma derrota frente aos húngaros do Vasas SC que acabou por eliminar o Ajax nos quartos de final.

Três épocas depois, o Ajax regressa à principal prova europeia de clubes, mas acaba por ser eliminado ainda na primeira eliminatória frente aos noruegueses do Fredrikstad por 4-3. Na temporada de 1966/1967, o Ajax chega aos quartos de final mas acaba por ser eliminado pelos checos do FK Dukla Dejvice. Apesar das derrotas, no conjunto holandês há um jovem de 19 anos de nome Johan Cruyff que começa a dar que falar. Na época seguinte, o Ajax é eliminado na primeira ronda com o Real Madrid depois de um empate a 1-1 em Amesterdão, com um golo do jovem prodígio holandês, e de uma derrota por 2-1 em Madrid após prolongamento.

O momento em que José Augusto se prepara para marcar um golo em Amesterdão na vitória por 3-1 do Benfica
O momento em que José Augusto se prepara para marcar um golo em Amesterdão na vitória por 3-1 do Benfica. créditos: AFP/AP/D.R.

Em 1968/1969, o Benfica entra na Taça dos Clubes Campeões Europeus com o estatuto de vice-campeão e defronta pela primeira vez o Ajax nos quartos de final da prova. Depois de uma vitória por 3-1 em Amesterdão num relvado coberto de neve, o Benfica regressa a Lisboa com uma vantagem confortável. Em entrevista ao SAPO Desporto, José Augusto e António Simões recordaram essa eliminatória e o 'fenómeno' chamado Cruyff.

"É o aparecimento do Johan Cruijff, em que a partir daí o Ajax domina a Europa e se torna campeão Europeu três vezes consecutivas. É a primeira vez na história que o valor do futebol holandês aparece em pleno com uma geração fantástica de jogadores com Keizer, Cruijff, Haan, Swart ou Neeskens", afirma António Simões ao SAPO Desporto.

"O Ajax tinha uma equipa formidável nessa altura com o Cruyff, depois de ganharmos em Amesterdão perdemos 3-1 aqui em Lisboa. Não estávamos tão habituados a jogar na neve. Eles sim, estavam mais habilitados a jogar naquele campo cheio de neve, mas nós jogámos bastante bem, apesar de termos o gelo a um palmo de altura, mas nós estivemos bem, lá para o fim já se jogava à bola, picávamos a bola ligeiramente para cima, batíamos a bola para onde queríamos que ela fosse", recorda José Augusto.

Eusébio em ação no relvado coberto de neve do Estádio Olímpico de Amesterdão
Eusébio em ação no relvado coberto de neve do Estádio Olímpico de Amesterdão. créditos: AFP/AP/D.R.

"Naquela altura, na Europa, sobretudo no norte, jogos com neve eram perfeitamente naturais, agora, eles estavam muito mais habituados a jogar, mas não tinham o talento que nós tínhamos. Embora tivessem jogadores talentosos, era uma equipa excelente e isso comprovou-se depois em Lisboa, num estádio que tinha uma relva que era um espectáculo, e aí o Cruyff mostrou-se mais e foram melhores", acrescenta o antigo extremo direito do Benfica ao SAPO Desporto.

Com a derrota no Estádio da Luz por 3-1, o Benfica era obrigado a jogar um terceiro jogo em Paris para seguir em frente na prova. O Ajax acabou por vencer por 3-0 em França e apurar-se para as meias-finais onde derrotou Spartak Trnava. Na final de 1968/1969, Cruyff e companhia acabariam por ser goleados pelo AC Milan por 4-1, mas a glória do Ajax estava perto.

Johan Cruijff discute com José Henrique no Estádio da Luz no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus
Johan Cruijff discute com José Henrique no Estádio da Luz no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus.créditos: AFP/AP/D.R.

"O Ajax foi sempre uma equipa muito difícil, especialmente naquela década de 70, em que foram campeões europeus três vezes consecutivas e isso justifica o que fizeram na Luz [em 1969]. Impressionaram a Europa porque tinham jogadores extraordinários, especialmente o Cruyff, que era um jogador das características de um Eusébio, do Puskas ou do Di Stefano de uns anos antes. Era um jogador dessa craveira", atira José Augusto.

"O Cruijff foi um fenómeno. Com 17 anos já era titular do Ajax. Era o Cruijff que era a maravilha, foi ele que acabou por substituir o Eusébio e o Pelé nessa designação de 'melhor do mundo'. O Pelé e o Eusébio estavam a terminar a sua carreira e começou a era Cruijff que veio antes da era Maradona", frisa Vítor Cândido.

Johan Cruijff em ação no jogo em Paris no jogo entre Ajax e Benfica em 1969
Johan Cruijff em ação no jogo em Paris no jogo entre Ajax e Benfica em 1969. créditos: AFP/AP/D.R.

"Isto tem tudo a ver com os deuses do futebol. E quando digo deuses do futebol estou a referir-me a Pelé, Eusébio, Cruijff, Maradona, e tal. A ascensão dos deuses do futebol numa equipa ocasionam que a sua equipa ande cá em cima, suplantando tudo. O Eusébio, o deus Eusébio, que já está numa fase de menos fulgor, já tinha sido operado ao joelho uma seis ou sete vezes e passava muito tempo fora dos jogos a recuperar das operações", acrescenta Vítor Cândido, considerando que a ascensão de Cruijff marcou o início de outra era no futebol europeu.

"Em sentido contrário, no Ajax está a aparecer o deus deles no início da década de setenta: o Cruijff. A desembrulhar as situações todas e com uma grande equipa a seu lado. Como o Eusébio também tinha porque o Benfica tinha uma 'equipona' tanto nos anos 60 como nos anos 70", sentenciou Vítor Cândido.

José Torres celebra um golo do Benfica frente ao Ajax
José Torres celebra um golo do Benfica frente ao Ajax no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus de 1969.créditos: AFP/AP/D.R.

Já António Simões considera que "o aparecimento do Ajax faz com que o Benfica não volte a ser campeão Europeu" no final da década de sessenta e início da década de setenta.

"É com o aparecimento do Ajax que o Benfica número um da Europa passa para número dois. É o aparecimento do Cruijff, é o Eusébio a passar o testemunho ao Cruijff, é o Simões a passar o testemunho ao Keizer, é o Jaime Graça a passar ao Haan, o Torres a passar ao Rep. É inacreditável que haja características tão semelhantes dos jogadores do Benfica que estão nos seus últimos 4/5 anos e os jogadores do Ajax que estão nos seus primeiros 4/5 anos. Nós teríamos preferido passado o nosso testemunho a portugueses, não aos holandeses", afirmou o antigo jogador do Benfica ao SAPO Desporto.

O 'futebol total' do Ajax que dominou a Europa na década de 70

Mas o sucesso do Ajax no futebol europeu não se resumiu apenas ao talento de Cruijff. O conjunto de Amesterdão apresentou uma nova filosofia nos relvados e que ainda hoje é encontra 'discípulos' em toda Europa: o futebol total.

"O Ajax foi a primeira equipa a jogar um 'futebol total', uma coisa impressionante. Chamavam à seleção da Holanda de 'Laranja Mecânica' porque aquilo era praticamente a equipa do Ajax. Mas também havia o Feyenoord que era uma equipa fantástica", diz Vítor Cândido.

Mundial_1974_Holand#143DC57 • West German goalkeeper Sepp Maier catches the ball in front of Dutch forward Johan Cruyff as defender Franz Beckenbauer (L) looks on, 07 July 1974 in Munich, during the World Cup soccer final. Host West Germany beat The Netherlands 2-1 to earn its second World Cup title, twenty years after its first win over Hungary (3-2), 04 July 1954 in Bern. AFP PHOTO • STAFF

"Era futebol total porque todos os jogadores defendiam e todos jogadores atacavam. E para nós que estávamos habituados a ver os defesas em funções defensivas exclusivas isso era uma novidade. Antigamente os jogadores não tinham autorização para passar do meio-campo, agora os laterais vão até ao outro lado para cruzar. Às vezes falo disso com o meu amigo Hilário [ex-internacional português, glória do Sporting e lateral esquerdo] e ele diz-me que 'o nosso treinador não nos deixava passar do meio-campo'", recorda Vítor Cândido.

"A equipa do Ajax era realmente muito à frente com o seu futebol total. Ainda hoje há equipas que jogam assim, como o Bayern. A equipa que vimos aqui do Bayern em Lisboa [no jogo inaugural do Grupo E da Liga dos Campeões] foi precisamente isso: do futebol total. Com três jogadores a pontificar no ataque que são preponderantes, que possam jogar sistematicamente a defender e a atacar", frisa José Augusto.

"O Robben pelo lado direito, o Lewandowski, e o Ribéry no lado esquerdo. São jogadores que integram e que fazem mover todo aquele jogo no meio campo. Os defesas laterais a subir e a recuperarem as bolas, sobretudo. As táticas são o que são, mas quem as aplica em campo são os jogadores. Os jogadores é que transportam sectorialmente as ideias para o campo e fazem com que o sistema tático possa evoluir de uma forma. E em qualquer época a velocidade é uma componente importantíssima no futebol. E quando temos jogadores talentosos como é o caso [do Cruijff], isso vem sempre ao de cima", sentencia José Augusto.

O 'reencontro' entre dois 'gigantes' na Europa do futebol

Benfica e Ajax reencontram-se nas próximas jornadas da Liga dos Campeões em dois jogos que vão ser decisivos para o apuramento dos oitavos de final da prova. Os holandeses lideram neste momento o Grupo E depois de um empate a 1-1 em Munique frente ao 'poderoso' Bayern Munique e no plantel do Ajax continua a reinar a filosofia de um clube formador que já deu alguns dos maiores talentos do futebol holandês. O Benfica seguiu o exemplo de outros clubes formadores na Europa e procura, tal como o Ajax, recuperar o prestígio europeu que lhe valeu a hegemonia no 'velho continente'.

Benfica-Juventus: International Champions Cup
João Félix reage depois de ter falhado um penalti @Adam Hunger/Getty Images/AFP créditos: AFP

"Há uma escola holandesa que assenta sobretudo no Ajax e parece-me que desta vez está a reaparecer essa escola numa quantidade e numa persistência daquilo que é o seu próprio modelo. Ou seja, os holandeses nunca abandonaram esse modelo mas nunca tiveram uma fornalha com tanto potencial como esta [atual]. E agora nós [no Benfica] temos de nos confrontar com essa escola, com essa tradição, com esse modelo, mas com o reaparecimento da qualidade. O Benfica vai ter de se confrontar com tudo isso", afirmou António Simões sobre os próximos jogos com o Ajax.

"Penso que é importantíssimo para a qualidade do futebol que estes clubes com tradição de formação continuem. O Benfica tem várias escolas em vários sítios onde tem as casas do clube, 284 casas do Benfica para ser mais preciso, e neste momento há muitas que têm escolas de jogadores e que o Benfica vai acompanhando porque as casas vão mantendo o clube informado do surgimento de novos talentos", começou por dizer José Augusto antes de fazer a antevisão dos próximos jogos do Benfica com o Ajax.

"Penso que vão ser jogos equilibrados, apesar de tudo o Ajax também tem uma escola e bons jogadores e é um clube de produção, como o Benfica agora o é. Estou convencido que estes dois jogos com o Ajax vão ser realmente importante para as nossas possibilidades de continuar na Liga dos Campeões porque o Ajax será o nosso adversário direto na disputa pelo segundo lugar. Mas não será fácil, nem para nós nem para o próprio Ajax uma vez que são duas equipa de nível idêntico e com muitos jogadores talentosos", sentenciou José Augusto.

Fonte: Sapo Desporto

 

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O Benfica é TetraCampeão!

por João Silva, em 14.05.17

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PARABÉNS!!!

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Rui Vitória está perto de fazer história

por João Silva, em 17.03.17

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Rui Vitória está perto de fazer história no Benfica. Caso vença no sábado o Paços de Ferreira, o técnico será o mais rápido de sempre a alcançar 50 triunfos na liga portuguesa. Os três pontos também valem a maior percentagem de sempre de vitórias obtidas por um treinador ao serviço do Benfica. De acordo com contas do jornal A Bola, Jimmy Hagan - técnico entre 1970 e 1973 - foi o mais rápido de sempre a atingir essa marca das 50 vitórias, precisando apenas de 62 partidas para alcançar esse feito. Rui Vitória tem cerca 59 jogos ao serviço do Benfica no campeonato, ou seja, basta que o treinador vença uma das duas próximas partidas (frente ao Paços ou frente ao FC Porto) para garantir esse feito. Jorge Jesus precisou de 68 partidas para atingir a meia centena de triunfos. Em termos de percentagem de vitórias ao serviço do "glorioso", o atual técnico ocupa a segunda posição, com 83,1 %, atrás de Jimmy Hagan. Jorge Jesus alcançou o registo de 75,5 % de triunfos ao serviço do Benfica.

 

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Mais um feito inédito de Rui Vitória

por João Silva, em 30.12.16

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Ao bater o FC Paços de Ferreira no último jogo do ano de 2016, o Benfica igualou o recorde máximo de vitórias de sempre num ano, um recorde nacional partilhado com o FC Porto.

As águias chegaram às 44 vitórias no ano civil de 2016, o mesmo número que os dragões conseguiram no ano de 2010 sob o comando de Jesualdo Ferreira, primeiro, e André Villas-Boas, depois.

Num olhar exclusivo ao presente, o número de triunfos conseguidos pelo Benfica em 2016 só encontra paralelo no FC Barcelona, a outra equipa a ganhar 44 encontros no ano que agora termina.

Um feito com dedo de Rui Vitória. O treinador das águias acaba por se tornar no primeiro português a alcançar tantas vitórias num ano, superando os 42 triunfos de Jorge Jesus em 2014.

 

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LISTA DE TODOS OS JOGOS:

23/07/1957 – Santos FC 3-2 SL Benfica – Vila Belmiro – Amistoso
15/06/1961 – Santos FC 6-3 SL Benfica – Paris, França – Torneio de Paris
19/09/1962 – Santos FC 3-2 SL Benfica – Maracanã – Mundial Interclubes
11/10/1962 – SL Benfica 2-5 Santos FC – Lisboa – Mundial Interclubes
21/08/1966 – Santos FC 4-0 SL Benfica – New York, Estados Unidos – Torneio de New York
18/08/1968 – Santos FC 4-2 SL Benfica – Buenos Aires, Argentina – Pentagonal de Buenos Aires
01/09/1968 – Santos FC 3-3 SL Benfica – New York, Estados Unidos – Amistoso

 

15/06/1961 – Santos FC 6-3 SL Benfica
Local: Estádio Parc des Princes, em Paris, França.
Competição: Torneio de Paris
Árbitro: Pierre Achinte

Santos: Laércio; Mauro e Décio Brito; Getúlio, Brandão e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Benfica: Barroca; João, Angelo (Mendes) e Germano; Neto e Cruz; José Augusto, Santana (Eusébio), Águas, Coluna e Cavem.
Golos: Pelé [2], Pepe [2], Coutinho e Lima; Eusébio [3]

 

19/09/1962 – Santos FC 3-2 SL Benfica
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.
Competição: Mundial Interclubes
Árbitro: Ruben Cabrera (Paraguai)

Santos: Gilmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Benfica: José Rita; Angelo, Humberto, Raúl e Cruz; Cavem e Coluna; José Augusto, Santana, Eusébio e Simões. Técnico: Fernando Riera.
Golos: Pelé aos 31min do primeiro tempo; Santana aos 14min, Coutinho aos 19min, Pelé aos 41min e Santana aos 42min do segundo tempo.

 

11/10/1962 – SL Benfica 2-5 Santos FC
Local: Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.
Competição: Mundial Interclubes
Árbitro: Pierre Schinter (França)

Santos: Gilmar; Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Benfica: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto, José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões. Técnico: Fernando Riera.
Golos: Pelé aos 17min e aos 27min do primeiro tempo; Coutinho aos 3min, Pelé aos 20min, Pepe aos 32min, Eusébio aos 41min e Simões aos 44min do segundo tempo.

 

21/08/1966 – Santos FC 4-0 SL Benfica
Local: Estádio Randalls Island Stadium, em New York, no Estados Unidos.
Competição: Torneio de Nova York
Árbitro: John Di Salvatore

Santos: Gilmar; Carlos Alberto, Oberdan, Orlando e Lima; Zito (Joel) e Mengálvio; Dorval (Amauri), Toninho, Pelé (Salomão) e Edu. Técnico: Lula
Benfica: Costa Pereira; Raul, Cruz , Caven, Jacinto; Jaime Graça, José Augusto (Iaúca), Torres (Nélson), Eusébio, Coluna e Simões. Técnico: Fernando Rieira
Golos: Toninho aos 16min do primeiro tempo; Edu aos 13min e aos 19min e Pelé aos 31min do segundo tempo.

 

18/08/1968 –  Santos FC 4-2 SL Benfica
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Competição: Pentagonal de Buenos Aires
Árbitro: Aurelio Bozzolini

Santos: Gilmar (Cláudio); Carlos Alberto, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Amauri, Toninho, Pelé (Almiro) e Pepe. Técnico: Antoninho
Benfica: José Henrique; Jacinto, Humberto, Raul e Cruz; Jaime Graça (Toni) e Coluna; José Augusto, Torres, Eusébio (Calado) e Simões. Técnico: Otto Gloria
Golos: Toninho Guerreiro aos 8min e aos 32min do primeiro tempo; Toninho aos 2min e 20min, Toni aos 3min e Calado aos 43min do segundo tempo.

 

01/09/1968 –  Santos FC 3-3 SL Benfica
Local: Yankee Stadium, em New York, Estados Unidos.
Competição: Amistoso

Benfica: Nascimento; Jacinto, Raul, Humberto e Cruz; J. Graça e Coluna; Zé Augusto, Torres, Eusébio e Simões.
Santos: Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima (Orlando) e Negreiros; Edu, Toninho, Pelé e Pepe. Técnico: Antoninho
Golos: Carlos Alberto, Edu e Toninho; Jacinto, Zé Augusto e Eusébio.

Fonte: http://acervosantosfc.com/

 

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A caminhada do Real Madrid de 16 triunfos seguidos na Liga espanhola terminou na quarta-feira, situação que o deixou em 15º na lista das maiores séries vitoriosas de sempre na Europa, liderada pelo Benfica.

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29 jogos – Benfica (Portugal) 1971/73
A série do Benfica que ainda é recorde no plano europeu começou no final de uma temporada em que se sagraria campeão e continuou na seguinte, com as "águias" a vencerem o título em 1972/73 sem perder – algo que nunca acontecera em Portugal. O treinador inglês Jimmy Hagan era o líder de uma equipa que contava com Eusébio. "Ele gostava de disciplina. Os jogadores pensavam que os seus treinos eram muito duros, mas a equipa começou rapidamente a ganhar jogos e vimos que tudo valia a pena. Ele deu-nos uma força extra e essa foi a razão porque ganhámos três campeonatos seguidos", recordeu em tempos o "Pantera Negra".

28 – Dinamo Zagreb (Croácia) 2006/07
Eduardo, Luka Modrić e Vedran Ćorluka foram peças-chave na fantástica sequência do Dínamo na Croácia, iniciada com uns 5-1 sobre o Istra em Novembro de 2006 que seria terminada apenas com uma derrota por 4-3 na visita ao Varteks (actual Varaždin), em Setembro de 2007. Na véspera deste jogo, o treinador Branko Ivanković afirmou: "Temos uma grande equipa. Vamos vencer pela 29ª vez seguida e assim igualar o recorde do Benfica de modo a que esta geração do Dínamo fique na história do futebol mundial."

25 – Celtic (Escócia) 2003/04
O Celtic atingiu um novo máximo nas ilhas britânicas de 25 jogos seguidos a ganhar no campeonato entre Agosto de 2003 e Fevereiro de 2004, apontando 86 golos no percurso, numa formação orientada por Martin O'Neill e que conquistou a "dobradinha" na Escócia na última temporada de Henrik Larsson ao serviço do emblema de Glasgow.

25 – Dinamo Tirana (Albânia) 1951/52
O Dínamo fez história durante a série de quatro títulos nacionais seguidos, iniciados em 1950, o ano da fundação, até 1953. Iniciou-se frente ao Puna, a 18 de Abril de 1951, na 17ª jornada, e terminou a 1 de Junho do ano seguinte, quando empatou 0-0 ante o mesmo adversário.

24 – Crvena zvezda (Sérvia) 2015/16

Entre o empate 1-1 em casa frente ao Radnički Niš, a 21 de Julho de 2015 e o 0-0 em Vojvodina, a 2 de Abril de 2016, o Estrela Vermelha de Miodrag Božović venceu tudo e todas, com a sua sequência de 24 jogos rumo ao título a incluir vitórias em casa e fora ante o rival de Belgrado, o Partizan. 

23 – Malmö (Suécia) 1949/50
Depois de ser campeão sueco em 1948/49 com cinco vitórias nas últimas cinco jornadas da temporada, o Malmö manteve o ritmo na temporada seguinte iniciado com uma vitória por 2-0 na visita ao Elfsborg, a 31 de Julho de 1949. Somariam triunfos até um 3-3 na casa do AIK, a 14 de Maio de 1950.

22 – Käpäz (Azerbaijão) 1997/98
O conjunto orientado de Mehman Allahverdiyev de 1997/98 continua a ser a única a ganhar o campeonato sem derrotas, e, durante dez meses, até 23 de Setembro de 1998 ninguém lhe tirou pontos. Diga-se, no entanto, que dois dos 22 jogos ganhos pelo Käpäz o foram na secretaria.

22 – PSV Eindhoven (Holanda) 1987/88

Depois de somar vitórias nas cinco últimas jornadas em 1986/87, o PSV mostrou-se imparável na época seguinte, apesar de ter perdido Ruud Gullit para o AC Milan no Verão. Hans van Breukelen, Ronald Koeman, Eric Gerets, Berry van Aerle, Jan Heintze, Ivan Nielsen, Søren Lerby, Gerald Vanenburg, Wim Kieft e o veterano Willy van de Kerkhof brilhavam sob o comando do estreante treinador Guus Hiddink. Um empate 2-2 com o Twente a 16 de Janeiro de 1988 terminaria essa série, mas o PSV acabaria por vencer sem problemas a "dobradinha" e ainda sagrar-se campeão da Europa.

19 – Bayern München (Alemanha) 2013/14
18 – FH (Islândia) 2004/05
17 – Olympiacos (Grécia) 200506, 2015/16
17 – Internazionale Milano (Itália) 2006/07
17 – Steaua Bucureşti (Roménia) 1988
17 – Dinamo Bucureşti (Roménia) 1988
16
– Real Madrid (Espanha) 2016–17
16
 – Barcelona (Espanha) 2010/11
16 – APOEL (Chipre) 2008/09
16
 – Valur Reykjavík (Islândia) 1978
15 – Bangor City (País de Gales) 2010
15 – Sparta Praha (República Checa) 1999/2000
15
 – Benfica (Portugal) 1963
15 – Real Madrid (Espanha) 1960/61

 

Fonte: pt.uefa.com

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