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O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, manifestou-se no final do jogo “severamente preocupado” com a arbitragem portuguesa, revelando que há juízes que estão a ser “ameaçados” e que “ninguém quer apurar a verdade”.

 

“O que se passou deixa-nos preocupados e de que maneira. (…) Quando assistimos alguém com câmara de televisão à frente, é arbitro e não consegue distinguir em lance de TV se é fora de jogo ou não… se não consegue distinguir, no lance do primeiro golo do FC Porto, se é falta ou não, este homem não pode arbitrar mais”, sentenciou.

 

O Presidente do Benfica, que falava após a derrota com o FC Porto, por 3-1, em Braga, nas meias-finais da Taça da Liga, manifestou-se cáustico com a equipa de arbitragem liderada por Carlos Xistra, bem como com o videoárbitro Fábio Veríssimo.

 

“Quando [videoárbitro] ainda tem a lata de dizer ao árbitro para anular o primeiro golo do Benfica - curiosamente depois o arbitro teve a coragem de o validar – fico preocupado. Um homem destes com duas, três, quatro câmaras não consegue distinguir um fora de jogo ou não… Na dúvida, hoje é fácil castigar o Benfica, penalizar o Benfica”, lamentou.

 

Luís Filipe Vieira aludiu ainda à expulsão de Rui Costa do banco do encarnado, quando o administrador já estava a substituir como delegado Tiago Pinto, a cumprir castigo.

“Depois assistimos impávidos e serenos ao que é o banco num lado e no outro. Alguém que é expulso não sei se é castigado ou não. O que é certo é que qualquer pessoa nossa é castigada severamente. Mas vamo-nos distraindo”, completou.

 

Revelou ainda que já disse “cara a cara” ao presidente do conselho de arbitragem, José Gomes, que a culpa é do órgão que dirige.

“Basta ver o que se passou com a história dos emails para ver que há determinados árbitros que foram praticamente escorraçados, corridos da arbitragem. Nem sabemos porquê. Hoje ele sabe e eu sei que há árbitros que estão condicionados. Foram ameaçados e as suas famílias também. Eles sabem. Não querem descobrir a verdade não sei porquê. Agora alguma coisa se está a passar em todo o lado que é penalizante. Estamos a ficar severamente preocupados”, insistiu.

 

Luís Filipe Vieira, que lembrou que o clube foi condenado na praça pública, mas que até ao momento nenhum tribunal o castigou, garante que “ninguém vai vergar o Benfica”.

“Não podemos ter papas na língua: ninguém nos vai vergar e hoje ficou aqui demonstrado neste campo que a tal equipa que era para abater levantou-se novamente. Deu show de bola nos primeiros 30 minutos e não virou o resultado por má sorte”, opinou.

 

O presidente asseverou que o Benfica não precisa de reforços, pois considera que o atual plantel tem todo o “valor para subir muito mais”.

“Todos temos falhas, eu também, como todo o ser humano. No caso do apoio ao Benfica, há um chapéu por cima que é uma bandeira, que representamos e tenho de defender. Tenho orgulho tão grande de ser do Benfica, da obra feita invejada por muita gente. Querem destruir-nos, mas fiquem cientes que vamos crescer ainda mais, fazer muito mais e ganhar muito mais”, concluiu.

O Benfica vai pedir ao Conselho de Arbitragem a divulgação pública das comunicações entre a equipa de arbitragem no jogo com o FC Porto, das meias-finais da Taça da Liga.

 

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O #PortoAoColo derrotou ontem por 3-1 o Benfica e qualificou-se pela terceira vez na sua história para a final da Taça da Liga em futebol, na primeira meia-final, em Braga.

Num jogo vibrante e intenso, que o árbitro Carlos Xistra não conduziu da melhor forma, Brahimi, aos 24 minutos, Marega, aos 35, e Fernando Andrade, aos 86, selaram o triunfo dos portistas, que bateram pela primeira vez o clube da Luz, na única prova do calendário nacional que nunca conquistaram.

RAFA_BENFICA.jpg

Por seu lado, Rafa apontou, aos 31 minutos, o golo do Benfica, que construiu várias oportunidades claras, mas falhou na hora de finalizar, sendo que ainda marcou um segundo tento, anulado a Pizzi, no final da primeira parte.

O jogo ficou marcado por alguns erros de arbitragem e com muitos protestos dos benfiquistas.

Aos 24 minutos o #PortoAoColo inaugurou o marcador, num lance onde o Benfica pediu falta de Óliver sobre Gabriel no início da jogada. Xistra, após conversa com o vídeo-árbitro, optou por validar a jogada e dar golo.

O Benfica empatou aos 31 minutos por Rafa, em recarga a uma defesa de Vaná. O golo só foi validado depois de Carlos Xistra ter visto a jogada num dos monitores, após alerta do VAR. Havia a dúvida se Seferovic tinha dominado a bola com a mão antes de rematar para defesa de Vaná, mas Xistra entendeu que foi com o peito. 

O lance mais polémico aconteceu aos 47 minutos da 1.ª parte, na compensação. O Benfica fez o 2-2 num lance de contra-ataque de três para um,  mas o árbitro auxiliar assinalou fora-de-jogo. Xistra, após conversa com o VAR na cidade do futebol, acabou por aceitar a decisão do seu árbitro auxiliar e anular a jogada por fora-de-jogo.

 

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Rumo à reconquista da Taça da Liga

por João Silva, em 22.01.19

O Benfica tem sete triunfos na Taça da Liga e vai disputar a 10ª meia-final em 12 edições da prova - só não esteve entre os quatro primeiros na edição de arranque e na época passada. O FC Porto vai para a oitava presença na meia-final mas só chegou por duas vezes à final e nunca ganhou.

A história comum de ambos na Taça da Liga é vermelha. Foram até agora três duelos, duas vitórias do Benfica, na final de 2010 (3-0) e na meia-final de 2011/12 (3-2) e um empate na meia-final de 2014 (0-0) que acabou decidido nos penáltis a favor das águias.

Taça da Liga Benfica 2010.jpg

O clássico chega no meio de um ritmo alucinante de jogos para ambas as equipas, que até agora fizeram alguma gestão na Taça da Liga, uma prova que tem condicionantes em relação à utilização de jogadores, nomeadamente a obrigatoriedade de utilizar em cada partida dois atletas formados localmente, mas que terão seguramente outra abordagem para um duelo que tem outra dimensão e uma final em jogo.

O Benfica tem cinco golos marcados e dois sofridos até agora na Taça da Liga, o FC Porto marcou sete e sofreu quatro. Ambos têm como melhores marcadores na competição dois avançados que estão em maré alta. De um lado Seferovic, que marcou quatro golos nos últimos quatro jogos, três rondas seguidas a marcar na Liga, do outro Soares, que acaba de assinar um hat-trick na vitória sobre o Desp. Chaves na última jornada. Dois jogadores com registos goleadores semelhantes esta época: cada um com oito golos apontados no campeonato, sendo que Soares tem 12 no total da época e Seferovic 11.

Seferovic, que decidiu o clássico de campeonato, o 1-0 de outubro na Luz, deverá ser opção no duelo desta terça-feira, num Benfica que, com Bruno Lage, voltou a jogar em 4x4x2 e tem como principal novidade a aposta em João Félix, titular desde a chegada do novo treinador. Fejsa está seguramente fora, por lesão, tal como Jonas, que é o atual jogador do Benfica com mais golos em absoluto na Taça da Liga, 10 no total.

Seferovic Porto.jpg

O Benfica tem esta noite a possibilidade de dar um passo importante rumo à concretização de um dos seus objetivos para a temporada em curso: a conquista da Taça da Liga, agora denominada Allianz Cup.

Na realidade, o verdadeiro propósito é, também aqui, a Reconquista – porque se trata de uma prova que o Benfica não ganha desde 2015/16.

Bruno Lage convocou 19 jogadores para o clássico com o FC Porto referente às meias-finais da Taça da Liga.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Svilar e Odysseas;

Defesas: Conti, Grimaldo, Rúben Dias, Jardel e André Almeida;

Médios: Gabriel, Cervi, Alfa Semedo, Zivkovic, Salvio, Pizzi, Samaris, Rafa e Gedson;

Avançados: Seferovic, Castillo e João Félix.

O pontapé de saída está marcado para as 19h45 desta terça-feira, no Estádio Municipal de Braga.

 

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Bruno Lage

Em conferência de Imprensa no Caixa Futebol Campus, Bruno Lage, treinador do Benfica, fez a antevisão do jogo frente ao FC Porto, das meias-finais da Taça da Liga, que se disputa às 19h45 de terça-feira no Estádio Municipal de Braga. Prevê um clássico equilibrado e quer uma equipa focada e determinada para aceder à decisão da prova.

Como perspetiva este clássico com o FC Porto?

Estamos a encarar o jogo como uma final. É uma final para chegarmos a uma final e é com esta determinação que vamos encarar o jogo.

O Benfica já venceu o FC Porto nesta época. O adversário, porém, poderá partir com alguma vantagem para este encontro tendo em conta que tem vindo a realizar uma época mais sólida?

Cada jogo tem a usa história. Este será um jogo diferente, numa competição diferente. É, como disse, uma final para chegar a uma final. A determinação, o foco e a atitude vão estar nos dois lados.

O Benfica encontra aqui alguma vantagem por Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, conhecer menos daquilo que é o Benfica de Bruno Lage?

Penso que não. Neste tipo de situações não há vantagens nem desvantagens. As análises às equipas são profundas, vão ao máximo detalhe. O conhecimento de ambas as equipas é mútuo.

Que detalhes podem fazer a diferença neste clássico?

Os detalhes são parte da base daquilo que é a nossa estratégia para o jogo. Aproveito para refletir sobre aquilo que é o nosso trabalho ao termos três dias para preparar um jogo. Se numa equipa os comportamentos já estão solidificados, ou seja, já há uma base de trabalho, para nós é mais difícil e é isso que temos vindo a fazer ao longo destes 12 dias em que estamos à frente da equipa, em que temos de, primeiro, tentar evoluir o que é nosso e, simultaneamente, preparar uma estratégia para o jogo. Passámos de uma base de um 4x3x3 para um 4x4x2 e o que pretendemos fazer é construir jogo de uma maneira diferente daquela que se fazia anteriormente. Não quer dizer que seja melhor ou pior, mas tem de ser diferente para termos mais bola, mais jogo, mais controlo com bola e domínio.

Tentamos defender de outra maneira, porque estamos a jogar em 4x4x2. E também queremos ter uma transição defensiva diferente. São comportamentos que queremos dar à equipa. Paralelamente, temos de preparar uma estratégia. Este tem sido o desafio, tendo a preocupação de fazer uma recuperação adequada dos jogadores que jogam e, após isso, como foi o caso do dia de hoje, não lhes tirar energia para o encontro de amanhã [terça-feira]. O nosso jogo, neste momento, está em processo de evolução. Fundamental é dar tranquilidade e conforto aos jogadores, para que estes se sintam confortáveis nas posições e nas decisões a tomar dentro de campo.

Bruno Lage

Que dinâmicas de jogo vai apresentar neste jogo? E, neste particular, o que espera do FC Porto?

Passámos de um 4x3x3 para um 4x4x2, logo aí o posicionamento é diferente. Em função disso, queremos que a nossa construção seja feita de maneira diferente. Volto a repetir: diferente não é melhor nem pior, é diferente. Acredito que o FC Porto também se apresente em 4x4x2 e o desafio vai ser nós tentarmos explorar as fraquezas do FC Porto, tendo em atenção os seus pontos fortes, e o nosso adversário certamente vai fazer o mesmo. Acredito que vai ser um jogo muito equilibrado. Acima de tudo, que seja um bom jogo de futebol.

Fejsa e Jonas já estão aptos para este jogo?

Não, nenhum deles está disponível.

É ingrato para um treinador que acaba de chegar ter desafios tão importantes como este com o FC Porto e os que se seguirão com o Sporting para o Campeonato e para a Taça de Portugal?

É o que temos. Ao mesmo tempo, é uma experiência gratificante, porque já passei por isto enquanto adjunto. Agora, como treinador principal, é tentar evoluir aquilo que é nosso, preparar a estratégia e, ao mesmo tempo, conhecer o plantel e a equipa. É verdade que são competições muito importantes e, por aquilo que é a nossa condição no Campeonato e pelo facto de os primeiros quatro classificados estarem a disputar as duas Taças, todos os jogos têm de ser encarados como finais. É pensar treino a treino, jogo a jogo, aquilo que podemos controlar, que é o nosso trabalho, e ir a jogo com muita determinação.

Bruno Lage

Gedson não tem jogado muito ultimamente. Por alguma questão física, ou porque Gabriel ganhou o lugar?

Eu já sabia que você me ia fazer essa pergunta... Não podemos jogar com 12. Mas Gedson está a fazer um trabalho fantástico.

Como é que os jogadores têm reagido às mudanças?

Quando acontece uma mudança é normal que as pessoas tentem acordar um pouco para criar uma dinâmica positiva, e é isso que tenho sentido da parte de toda a gente. Sinto que estão agradados com a nossa forma de trabalhar, treinar e de preparar os jogos.

Rui Vitória trouxe o Benfica até à final four da competição. Bruno Lage quer levar a equipa até onde?

Até à final, para já. É jogo a jogo. Primeiro temos de passar esta meia-final. Não posso dizer que vou ganhar uma competição sem passar esta semifinal. É o meu foco, jogo a jogo. Quem representa este emblema tem implícita a ambição de vencer sempre. Aquilo que me interessa agora é preparar o jogo da melhor maneira possível, como já o fizemos com os jogadores, e amanhã [terça-feira] estarmos focados e determinados para vencer esta final e no sábado podermos estar noutra final.

Pode constituir uma desvantagem jogar esta final four da Taça da Liga no terreno de um dos competidores [Braga] pelo triunfo?

Não, não creio que isso seja uma desvantagem.

 

Fonte: SLBenfica.pt

 

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Estádio Municipal de Braga vai ser o palco do 14.º clássico entre Benfica e FC Porto em campo neutro. E, pela primeira vez, não será uma final, pois esta terça-feira (19.45 horas) disputa-se a meia-final da Taça da Liga, que dá direito a discutir o troféu no sábado.

A história diz-nos que os encarnados levaram a melhor por sete vezes, contra seis dos dragões, sendo que os lisboetas têm mais dez golos marcados nestas partidas disputadas em "terra de ninguém" (21-11). Estes duelos estão cheios de histórias que marcaram o futebol português.

Um dos mais emblemáticos confrontos entre Benfica e FC Porto em terreno neutro foi a final da Taça de Portugal de 1982/83, que acabou por ser disputado no início da época seguinte no... Estádio das Antas. Sim, nessa tarde, aquela que era a casa do dragão virou terreno neutro por ordem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). E tudo porque a direção portista, já liderada por Pinto da Costa, se recusou a jogar no Estádio Nacional, o habitual palco da final da Taça.

O problema começou quando a FPF marcou as Antas como palco do jogo decisivo, bem antes de saber quais seriam as equipas que iriam disputá-lo. Quando Benfica e FC Porto eliminaram, respetivamente, Portimonense e Académica nas meias-finais, estava criado um problema. Os dirigentes federativos resolveram então remarcar a final para o Jamor, uma decisão causou revolta entre os portistas, que em Assembleia Geral decidiu não comparecer à partida se a FPF mantivesse o Estádio Nacional como palco. Pois bem, a federação demorou depois bastante tempo a emitir uma decisão final e quando o fez os jogadores das duas equipas já tinham ido de férias, optando então marcar a final para as Antas no dia 21 de agosto, uma semana antes da 1.ª jornada do campeonato da época seguinte.

Na Luz, Sven-Göran Eriksson, treinador dos encarnados, afirmou para não se preocuparem que o Benfica ia ao Porto para trazer o troféu. E assim foi. Um remate de Carlos Manuel a 30 metros da baliza bateu o guarda-redes Zé Beto aos 20 minutos e valeu a conquista do troféu.

A fuga de José Pratas

Bem quentes foram as Supertaças disputadas no início dos anos de 1990. Na altura, o troféu era disputado a duas mãos e nas três épocas que os dois rivais disputaram este troféu foi sempre necessário realizar uma finalíssima, que é como quem diz um terceiro jogo para desempatar.

Foi assim em 1992, pois o Benfica tinha ganho na Luz por 2-1 e o FC Porto nas Antas por 1-0. Como os golos fora não contavam para o desempate, reencontraram-se a 9 de setembro, em Coimbra. A partida estava a ser bastante quentinha no relvado, mas o caldo entornou-se definitivamente aos 72 minutos quando Isaías abriu o marcador, na recarga a uma defesa de Vítor Baía nas alturas perante Rui Águas. De imediato, os jogadores portistas correram na direção do árbitro José Pratas, que não foi de modas e fugiu deles a sete pés.

18 anos depois, numa entrevista, o árbitro de Évora justificou aquele momento caricato. "Não foi uma fuga, foi uma reação natural de quem se sente atacado e ameaçado. Devia ter acabado com o jogo por insubordinação da equipa do FC Porto", explicou José Pratas que terá mesmo ficado marcado por aquela perseguição: "Nem preguei olho! Cada vez que fechava os olhos lá vinham o Couto e o Paulinho Santos direitos a mim..."

O certo é que o FC Porto acabou por empatar essa finalíssima aos 84 minutos graças a um penálti marcado pelo capitão João Pinto, remetendo a decisão para as grandes penalidades. E aí o Benfica chegou a ter uma vantagem de 3-0. Com o presidente portista Pinto da Costa ajoelhado junto à linha lateral, os dragões treinados por Carlos Alberto Silva acabariam por vencer por 4-3 e levantaram o troféu.

Dois anos depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se em Coimbra para mais uma finalíssima da Supertaça decidida no desempate por penáltis, voltando os portistas a levar a melhor. Isto depois de um final de jogo emocionante em que Domingos Paciência marcou aos 85 minutos e Tavares empatou aos 89. No prolongamento, Carlos Secretário voltou a adiantar os dragões, mas a dois minutos do fim César Brito voltou a colocar igualdade no marcador, numa altura em que os portistas Aloísio e Rui Barros já tinham sido expulsos pelo árbitro Veiga Trigo. Os penáltis voltaram a ser malditos para os encarnados que perderam outra vez por 4-3.

Foi preciso esperar nove meses para atribuir a Supertaça de 1994. Após dois empates (1-1 e 0-0) nas duas mãos realizadas em agosto e setembro, eis que a finalíssima só se disputou a 20 de junho de 1995 e, desta vez, a Federação Portuguesa de Futebol escolheu o Parque dos Príncipes, em Paris, para que fosse feita uma festa de final de época para os emigrantes. Só que as duas equipas apresentavam-se sem algumas das suas principais estrelas como por exemplo João Pinto, Drulovic e Yuran (já tinha terminado contrato) por parte do FC Porto, Preud'Homme, Isaías, Vítor Paneira, Mozer, Edilson e João Vieira Pinto por parte do Benfica.

A organização do jogo, para poupar nas despesas, chegou a propor aos dois clubes que viajassem no mesmo avião, algo logo descartado por ambos... afinal, as relações era péssimas. O jogo, que marcou o fim da carreira do capitão benfiquista António Veloso, lá se realizou sem incidentes, com a vitória do FC Porto por 1-0 graças a um golo de Domingos Paciência no início da segunda parte. Os emigrantes, que encheram o histórico estádio parisiense, fizeram uma festa portuguesa durante a primeira e única vez que o clássico se disputou foram das fronteiras portuguesas.

No total foram cinco clássicos em campo neutro para a Supertaça, todos favoráveis ao FC Porto, mas foi na Taça de Portugal que estas equipas mais se defrontaram fora dos respetivos estádios. Das sete vezes que se enfrentaram, sempre em finais, o Benfica venceu seis vezes e os dragões apenas uma.

A última vez que houve um duelo no Jamor foi a 16 de maio de 2004. Dez dias antes de o FC Porto conquistar o segundo título de campeão europeu frente ao Mónaco, em Gelsenkierchen. Contudo, essa final da Taça de Portugal sorriu ao Benfica, acabando por ser um marco para o clube da Luz, uma vez que assinalava o fim de um longo jejum e daqueles que foram os piores anos da sua história. Os portistas eram amplamente favoritos nessa tarde e quando Derlei abriu o marcador à beira do intervalo tudo se conjugava para que José Mourinho conquistasse mais um troféu antes da final da Liga dos Campeões.

Só que no início da segunda parte, o grego Fyssas empatou o jogo, que acabou por ir para prolongamento numa altura em que Jorge Costa já tinha sido expulso. Aos 104 minutos, Simão Sabrosa bateu o guarda-redes Nuno Espírito Santo e devolveu os sorrisos aos benfiquistas que há oito anos que não sabiam o que era conquistar um troféu.

O primeiro jogo de sempre entre os dois rivais em campo neutro foi também no Estádio Nacional, em junho de 1953. Era a primeira final da Taça de Portugal em que participava o FC Porto, enquanto o Benfica já tinha no seu currículo seis troféus. A falta de experiência terá ditado o descalabro da equipa, que acabou goleada por 5-0, graças a três golos de Arsénio, e os outros dois apontados por Rogério Pipi e José Águas. O Benfica levantava mais uma vez o troféu, agora pela quarta fez consecutiva.

A desforra portista deu-se cinco anos depois. Quando um golo de Hernâni permitiu aos dragões vencer o Benfica por 1-0, conquistando assim a segunda Taça de Portugal da sua história. Essa foi, aliás, a única vez que o FC Porto venceu o rival em finais da Taça.

Há apenas um duelo em campo neutro para a Taça da Liga, foi precisamente na final de 2009/10, no Estádio do Algarve. O Benfica vivia em estado de graça causado pelas boas exibições da equipa no primeiro ano de Jorge Jesus à frente da equipa, enquanto o FC Porto de Jesualdo Ferreira sofria, provavelmente, do desgaste de um ciclo de quatro anos consecutivos em que foi campeão nacional.

Rúben Amorim, Carlos Martins e Cardozo construíram um triunfo claro que assinalou o primeiro de muitos troféus de Jesus como treinador dos encarnados. Aliás, o clube da Luz já contabiliza sete troféus daquela que é a mais nova competição do calendário futebolístico nacional. Ao contrário, a Taça da Liga é a única prova que o FC Porto não conseguiu vencer até ao momento, sendo esse mais um aliciante para o jogo desta terça-feira em Braga. É que quem vencer dá um passo importante para a primeira conquista da temporada.

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Benfica-FC Porto, 1-0 (destaques das águias)

por João Silva, em 08.10.18

Figura: Seferovic

Se há um mês alguém dissesse que iria ser o avançado suíço a decidir o Clássico com o FC Porto, provavelmente seria apelidado de maluco. Mas a verdade é que foi isso que aconteceu, num merecido prémio para um jogador que se fartou de trabalhar e a quem faltou melhor acompanhamento para aproveitar aquilo que de bom foi fazendo. Na primeira parte, sozinho, deu muito trabalho aos centrais do FC Porto. Quando recuava para receber e tabelar com os companheiros criava muito espaço nas costas da defesa portista.

Momento: um canivete suíço para desatar o Clássico (61')

Tinha decorrido uma hora de jogo e a partida estava fechada como no início. O cofre das ideias de jogo parecia impenetrável e tudo era feito em esforço. E foi assim que Gabriel recuperou uma bola a meio-campo, bombeou para o ataque onde Pizzi ganhou de cabeça e assistiu Seferovic que de pé direito, no único remate que fez, marcou o golo que dá a liderança às águias.

Outros destaques

Gabriel: a presença do médio brasileiro em campo acrescenta critério com bola ao jogo do Benfica. Gabriel sabe quando contemporizar, quando progredir e quando soltar. É ele quem recupera a bola e lança Pizzi para este assistir Seferovic para o único golo do jogo. Dois minutos antes, tinha obrigado Casillas a uma excelente defesa, com um remate de pé esquerdo à entrada da área.

Ruben Dias: a jogar com um companheiro com quem ainda não tinha feito dupla em jogos oficiais, o central respondeu da melhor forma à expulsão em Atenas. Na primeira parte limpou todas as jogadas de possível perigo do FC Porto, sem se preocupar em jogar bonito, a preocupação foi sempre afastar a bola. Pareceu talvez demasiado preocupado em cobrir espaços que não eram do seu raio de ação, mas nunca descurou o seu lado. Fez uma das melhores exibições que já se lhe viram. Sempre certinho e sem despiques desnecessários.

Rafa: a entrada do extremo português foi uma pedrada no charco de futebol parado que estava a ser o Clássico. Na primeira intervenção, arrancou um cartão amarelo a Herrera e avisou logo ao que vinha. A sua ausência do onze titular foi uma meia surpresa, com Rui Vitória a dar preferência à maior capacidade defensiva de Cervi, mas foi Rafa a inscrever o seu nome entre os melhores do jogo.

Lema: com a lesão de Jardel e a expulsão de Conti na partida com o Desp. Chaves, não havia grandes alternativas à titularidade do central argentino ex-Belgrano, pelo que a estreia a titular, logo num Clássico, não surpreendeu. Sabendo da falta de rotinas do adversário, Sérgio Conceição colocou sempre um homem para lhe atrapalhar as ações, mas era quando o FC Porto procurava a profundidade pelo lado de Lema que as limitações do central sobressaiam. Foi assim que Marega lhe arrancou um cartão amarelo logo à meia-hora. Na segunda parte parecia ter acalmado, mas acabou expulso a sete minutos dos 90 numa entrada imprudente sobre André Pereira.

Fonte: maisfutebol.iol.pt

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