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David Marques, jornalista do Mais Futebol

Vimos o Benfica a jogar em 4-3-3 na primeira parte e em 4-4-2 na segunda. Já tem a ideia concreta sobre o plano preferencial que quer para esta época? Nos próximos dias vai privilegiar de igual forma os dois sistemas táticos para depois tomar uma decisão conforme o rendimento da equipa?

Vamos privilegiar nos próximos jogos estes dois sistemas que utilizámos em 45 minutos cada parte. Não com o propósito de querermos saber qual é o melhor, mas sim com o propósito de preparação dos dois sistemas.

Portanto, passa muito por uma estabilização e por uma consolidação destas duas formas de estar em campo. Esta questão dos sistemas é um assunto ao qual as pessoas não se devem agarrar. O sistema não é mais do que a disposição dos jogadores em campo, mas depois há uma dinâmica muito própria.

Antes destes sistemas há os princípios que a nossa equipa consegue ter. Isso tanto pode ser alicerçado em 4-4-2, em 4-3-3, em 3-5-2… Na realidade, vamos trabalhar nessas duas disposições táticas porque queremos estar preparados para as duas situações. A grande maioria destes jogadores já trabalhou num e noutro. Estamos identificados e aquilo que queremos é poder utilizar um destes sistemas a qualquer momento.

Rui Vitória

Filipe Pedras, jornalista do Jornal Record

Depois do teste no jogo com o Napredak em que experimentou o 4-3-3 no arranque e o 4-4-2 na segunda parte. Qual dos sistemas em que vê a equipa ser mais dominadora?

A equipa tem de ser e quer ser dominadora nos dois sistemas. Essa é uma das nossas grandes visões. A equipa tem de chegar ao campo, impor a sua forma de jogar, ser uma equipa que faça com que a outra equipa se adapte à nossa. Um jogo são 90 minutos e há momentos em que isso não acontece.

Mas o nosso propósito é esse: a equipa estar implementada em campo de forma a controlar as operações, que domine o jogo e o adversário. Independentemente de um sistema e de outro, o que queremos implementar é essa nossa visão do jogo. Não devemos olhar apenas para essas questões fundamentais do 4-3-3 ou do 4-4-2.

Hoje em dia, quantas vezes não estamos a jogar e a nossa equipa acaba por ter três homens na fase de construção, que são os dois centrais e o médio mais recuado? Aí os laterais sobem e estamos a jogar num 3-4-3. No início do jogo temos uma disposição no 4-3-3 normal e a atacar jogamos de uma maneira e a defender jogamos de outra. 

No próprio jogo há dinâmicas muito especificas. O que queremos é um jogo fluído, bola a circular com velocidade, a bola a percorrer os três corredores, que se procure constantemente um espaço livre para podermos atacar. Esta é a nossa visão. Temos de procurar constantemente espaços livres porque as equipas que nos defrontam, jogam de forma densa. Tudo isto traz três palavras que são quase regras: atrair, libertar espaço, acelerar.

Rui Vitória

Paulo Alves, jornalista do Jornal A Bola

Conti foi usado na primeira parte no lado direito do eixo defensivo; Lema foi utilizado na segunda no lado esquerdo do eixo defensivo. Poderá estar aqui a futura dupla de defesas-centrais do Benfica?

Diria que nem é cedo, nem é tarde. Não se pode tirar essa conclusão. A dupla que acabou por estar a jogar mais vezes o ano passado foi uma dupla de enorme qualidade e que se irá manter. Portanto, tendo Rúben Dias e Jardel, que foram os centrais que tiveram mais minutos o ano passado, é inegável que estamos a falar de uma dupla de muita qualidade.

Quando se vai buscar qualquer jogador, o que queremos é que se faça um grupo de defesas-centrais forte, que esteja preparado para as várias competições, que estejam preparados para as incidências que, por norma, acontecem com os centrais: castigos, lesões e densidade competitiva que temos. Por exemplo, só no mês de agosto vamos ter muitos jogos com um curto intervalo de tempo.

A razão para se ir buscar um central ou outro não é com o propósito de tirar um dos defesas-centrais que temos. Há um trabalho que todos estes jogadores vão ter de ter, os que já estão, continuar; os que chegaram, adaptarem-se rapidamente. Há 50 jogos para fazer durante uma época e temos de estar preparados. Isto serve para os defesas-centrais e para os outros também.

Quando se vai buscar um jogador, muitas vezes não tem a ver com necessidades efetivas, mas sim com o compor o nosso grupo de soluções que possam ser utilizadas a qualquer momento e que tenham valor. Jogar à direita e à esquerda? Temos defesas-centrais que podem estar mais rotinados a jogar num lado ou no outro, mas à medida que o tempo vai passando é natural possam jogar à direita e à esquerda com a mesma naturalidade como aconteceu com Rúben Dias o ano passado.

Futebol

Marco Gonçalves, jornalista do Jornal O Jogo

Na sequência do jogo com o Napredak, a diferença entre um Benfica mais controlador e com posse de bola em 4-3-3 e um Benfica mais rápido e direto no 4-4-2 se deve às características dos jogadores ou se serão duas marcas bem distintas em 2018/19?

Queremos que isto seja aplicado em cada um dos jogos e em cada um dos sistemas. A equipa estar disposta num 4-3-3, que foi a forma como acabámos o ano transato deu-nos segurança na circulação de bola, controlo na circulação da bola e do jogo e controlo maior do adversário.

Temos dados concretos em que o adversário teve menos oportunidades de golo, nós tivemos mais e controlámos o jogo mais facilmente. Hoje em dia, nós, treinadores, procuramos estar preparados da melhor maneira para as várias fases do jogo. Isso passa por saber como vamos estar organizados a defender, e quando estivermos a defender temos de ser uma equipa compacta, coesa, que dá pouco espaço entrelinhas para o adversário, que defende em bloco, que tem uma grande dinâmica e velocidade defensiva, que tem zonas de pressão perfeitamente definidas e que os jogadores sabem em que zonas vamos defender.

Quando estamos a atacar, temos de perceber que é preciso atrair os adversários para um determinado espaço para depois atacarmos por outro corredor, reagir à perda da bola e quando a ganhar, saber o que fazer. Se há espaço para ataque rápido, fazemo-lo; não há, tiramos a bola da pressão, recuamos e jogamos em ataque organizado.

Os treinadores trabalham para que isto funcione. Pretendemos jogar com maior circulação de bola, jogar rápido, defender bem e estes momentos de perder e ganhar a bola são, para nós, determinantes. No futebol atual, os jogadores que estiverem preparados para mudar rapidamente o chip para o ataque ou para a defesa é determinante. Trabalhamos muito esta parte do jogo.

 

 

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Lembra-se onde estava quando soube que a revolução estava na rua?

Se a memória não me falha, estávamos a acabar o treino da manhã, no Estádio da Luz. Apareceu alguém a dizer que havia uma revolução. Gerou-se uma enorme curiosidade e euforia em relação ao que se estava a passar. Depois recordo-me perfeitamente de ir para casa e de assistir na RTP à informação da Junta de Salvação Nacional, liderada pelo General António Spínola. Senti, como todos aqueles que me rodeavam, um enorme contentamento. Todos percebemos que era o fim da ditadura e da queda de um regime que estava indiscutivelmente podre.

Os jogadores falavam entre si de política?

Em 1972 foi criado o Sindicato Nacional dos Profissionais de Futebol. Eu fui um dos jogadores que mais se empenhou na construção do sindicato, que foi o único criado antes do 25 de Abril. Até aí não existiam sindicatos em Portugal, mas organizações clandestinas que tentavam pressionar e representar os trabalhadores na clandestinidade. Nada disso era permitido ou estava na Constituição.

Fez parte da Comissão Instaladora do Sindicato que teve como primeiro presidente Artur Jorge...

Exatamente. Fui dirigente sindical durante muitos anos e sou aquele que desperto os jogadores para a direitos que não nos assistiam na altura. Em 68, tinham 20 e tal anos, dou uma entrevista ao jornal "A Bola", e perguntam-me qual eram os direitos dos jogadores de futebol. Respondi: nenhuns.

Quais eram as principais reivindicações? O fim da Lei da Opção?

Sim. A nossa maior luta era a liberdade contratual, como hoje existe. A Lei Bosman aparece muito mais tarde, mas o fim da Lei da Opção foi o primeiro sinal. Pela primeira vez na história do futebol português, os clubes são obrigados a pagar 70% do valor da oferta do clube que pretende contratar o jogador. Ou seja, se um clube pretendesse contratar um jogador em final de contrato por mil contos, o clube de origem tinha de pagar 700 contos.

Mas isso já em 74...

A reivindicação era anterior, mas só se concretizou depois da revolução. Depois do 25 de Abril, até se exagerou porque o jogador podia rescindir se alegasse que se encontrava sem condições psicológicas para permanecer no clube. À portuguesa, passou-se do oito para o oitocentos. Nesta terra é sempre assim. Os jogadores tinham direito a ter essa liberdade contratual pela qual eu e outros lutaram durante muitos anos, mas não era preciso exagerar. Parecia que havia uma atitude compensatória, após tantos anos a jogar sem direitos nenhuns. Estamos a falar de uma atividade que não era um negócio, de um futebol que era paixão e não indústria. De uma sociedade que vivia com essa emoção, mas exercida respeitosamente. Hoje, é completamente diferente.

Já se podia de falar de futebol profissional ou ter jogadores a tempo inteiro era um exclusivo dos três grandes?

O profissionalismo era dominado pelos três grandes, embora todas as equipa da I Divisão treinassem todos os dias....

Nos outros clubes, alguns jogadores acumulavam o futebol com outras profissões?

Havia uma fatia de jogadores, talvez mais atentos à vida pós futebol, que fazia questão de manter uma profissão alternativa para quando acabassem de jogar e nunca abandonaram os seus empregos, principalmente no funcionalismo público ou nos bancos. O que acontecia é que os clubes punham uma cunha para que conciliassem as duas atividades. Como no serviço militar, arranjava-se uma forma de o jogador não trabalhar a tempo inteiro para não faltar aos treinos. Havia um certo privilégio em relação aos profissionais de futebol.

Os jogadores já descontavam para a Segurança Social, que julgo era outras das reivindicações do sindicato?

Quando se fundou o sindicato, pagávamos imposto profissional e imposto complementar, que os clubes descontavam do salário. Curiosamente, quando chegou à altura da reforma, houve muitos casos em não apareciam os descontos feitos. No meu caso, durante os primeiros quatro ou cinco anos, nada aparece. Um seja, não havia um histórico de descontos da Segurança Social, embora a entidade patronal nos tivesse retirado essa verba. Muitos queixaram-se que descontaram 15 anos e só figuravam sete ou oito, o que se refletia no valor das reformas...

Os clubes não entregavam os descontos ao Estado?

Acontecia pela irresponsabilidade dos dirigentes. No fundo, até agora sucedem muitas destas coisas nas empresas. A fuga ao fisco é uma tentação que permanece. Até me apetece dizer que é genético. A malandrice está enraizada. O cidadão, ou cidadã, que tem brio em ser honesto não é bem encarado por parte da sociedade. O honesto é visto quase como um pateta, um parvo: “Então, pá, estás a pagar isso? Não tens nada que pagar”. Há uma certa cultura do não cumprimento da regra.

O treinador do Benfica em abril de 74 era Jimmy Hagan?

Era, mas saiu no decurso da época e foi substituído pelo Fernando Cabrita. E em 74/75 chega Milorad Pavic.

Da parte do treinador ou do presidente Borges Coutinho foi feita nos dias da revolução alguma comunicação aos jogadores? Os treinos e jogos mantiveram-se?

Não me recordo que tenha existido da parte da direção qualquer atitude ou posicionamento em relação ao golpe militar ou ao novo regime. O que percebe na altura é que a partir daquele dia nada seria igual. É um facto. E os primeiros a perceberem isso foram os jogadores. Vinham de uma luta não totalmente conseguida e, a partir daquele momento, sentem que será completamente conseguida. E também há essa perceção por parte dos dirigentes. Todos tentaram percorrer o seu caminho, adaptando-se a uma situação nova.

Sentia-se a lufada de liberdade...

Sentia-se, dentro e fora dos clubes. Estavam criadas todas as condições para que finalmente houvesse total liberdade contratual. Tanto quanto me lembro, o calendário de treinos e jogos manteve-se.

É justo dizer-se que o Benfica era o clube do regime?

São equívocos históricos criados na altura e que repudio completamente. É uma tentativa de retirar valor, até orgulho, a uma geração espontânea de grande qualidade que conquistou a Europa e o mundo através da sua arte e talentol. Para que se esclareça a situação, a única vez que fui recebido por António Oliveira Salazar ao longo de todos os anos que joguei no Benfica foi em 1966, no regresso do Mundial de Inglaterra.

O Benfica tinha mais títulos nacionais (20 até 1974) porque tinha as melhores equipas e Eusébio?

Sem dúvida. Fomos recebidos por Salazar unicamente nesse dia, após a conquista do terceiro lugar no Mundial. Nunca antes nem depois estive na sua presença. Devo dizer, aliás, que Salazar nunca foi um fã de futebol, nunca deu um tostão aos clubes. Não digo que odiasse futebol, mas não perdia tempo com o futebol. Ao ponto de quando lhe fomos apresentados por Américo Tomás – que gostava imenso de futebol - ele confunde o Coluna com o Vicente e o Vicente com o Hilário. Não conhecia sequer os jogadores da seleção.

Mas impediu o Eusébio de ir para o estrangeiro...

É tudo conversa. Desminto que alguma vez o regime tenha impedido Eusébio de sair do país. Foi um aproveitamento dos homens de esquerda para dizer que até o desgraçado do Eusébio foi uma vítima de Salazar. Portugal ainda vive com esse complexo. Criaram uma história, uma mentira, que tantas vezes contada passou a ser verdade. O senhor Eusébio não vai para Itália porque, nesse ano, a Itália proibiu a entrada de estrangeiros.A ser eliminada pela Coreia do Norte, os jogadores são recebidos com tomates e hortaliças em cima deles. É a Federação do calcio que resolve proibir a entrada de estrangeiros para dar oportunidade aos italianos e para que pudessem formar uma nova seleção. Esta é a verdade. Nós servimos o regime involuntariamente e não nego que o regime se aproveitou da grandeza dessa geração. Foi o Benfica e a seleção que voltaram a colocar Portugal no mapa. E o novo regime não se serviu e serve do futebol?

As vitórias dos desportos de massa são propaganda?

Não tenho dúvidas em dizer que foram os novos políticos que mais se serviram do futebol. Quantos milhões foram dados ao futebol sem fiscalização? Quantos milhões deram as câmara municipais ao futebol? E para fazer o quê? Onde está a utilidade dos milhões que foram tirados ao povo para dar ao futebol após o 25 de Abril? É a questão que deixo.

A época da revolução foi pintada de verde, com o Sporting a fazer a dobradinha...

Sim, tirou-nos o título. No meu tempo, nunca o Benfica foi tetra porque o Sporting roubava-nos sempre o quarto campeonato. Foi a razão pela qual a geração Eusébio, Simões, Mário Coluna e companhia nunca foi tetra. Em 74/75 o Benfica volta a ganhar o campeonato.

Nessa altura, a hegemonia da I Divisão estava na região Lisboa/Setúbal, casos da CUF, Oriental, Barreirense e Montijo. O FC Porto até 74 tinha cinco títulos nacionais. A deslocalização para o norte deve-se ao desaparecimento do eixo industrial em torno da capital?

Deve-se mais uma vez ao tal complexo de esquerda, que tudo fez para destruir empresas como a CUF e os Mellos. Tudo o que estava ligado ao antigo regime não prestava. Houve muita gente que foi vítima disso. Vou dar um caso concreto: em 1976, era eu deputado da Assembleia da República, eleito pelos imigrantes fora da Europa...

Na lista do CDS...

Nas listas do CDS, mas eu concorri como independente. Nunca fui filiado num partido. A minha filiação é a minha independência, que é a minha cor político-partidária. Digo-o com toda a convicção. Até hoje. A minha carreira está toda para trás, não preciso de nada, só de afecto, que felizmente tenho.

Estava a recordar que foi eleito à Assembleia da República...

Fiz uma viagem com o doutor Mário Soares, na altura Primeiro-Ministro, ao Brasil, para convencer alguns dos que foram empurrados do país a regressar, entre eles António Champalimaud. Mário Soares fez muitas reuniões por todo o lado para os trazer de volta. É preciso não esquecer que Portugal estava numa situação económica desastrosa. A resposta foi não. É curioso verificar que o senhor Champalimaud, depois de todos esses anos, deixou uma obra extraordinária porque gostava do país. Ainda bem que houve o 25 Abril, mas houve muitas injustiças. Fiquei e estou feliz por vivermos em liberdade, sem dúvida, não me peçam é para ignorar injustiças cometidas em nome da revolução. Quando tomei a minha liberdade política de votar e concorrer por quem quis, fui vítima disso. Não ser de esquerda após o 25 de Abril era não montar o cavalo certo.

Sentiu que estava do lado errado entre colegas?

Tive colegas que tiveram esse tipo de atitude. Sempre fui coerente com aquilo em que acredito. Ainda hoje voto em pessoas e não em partidos. O meu conceito de vida, de honestidade e de servir o país não tem cor política. Gosto de pessoas e de justiça social. O problema é que sempre que se fala em justiça social é sinónimo de esquerda. Não há gente de grande valor e que preza a justiça social que não seja de esquerda?

Em 1976 ainda estava a jogar no Benfica?

Já vivia nos EUA. Fiz o último jogo pela Benfica a 11 de maio de 1975 e fui para os EUA logo a seguir. Faço o meu primeiro jogo lá com o Eusébio. Fomos os dois. Tinha mais dois anos de contrato mas pedi para não os cumprir. Querem fazer-me uma festa de homenagem, garantida com 650 contos, mas não quis. Abdiquei porque depois de ter liberdade para concorrer à Assembleia Constituinte e depois à Assembleia da República por um partido que não era de esquerda foi suficiente para ser pessoa non grata. Quando percebo que não me querem, não preciso que me mandem embora. Vou-me embora.

Jogou e treinou vários clubes nos EUA. Quantos anos esteve fora do país?

Entre ir e vir, foram quase 20 anos. Foi uma experiência riquíssima. Ao longo da vida temos de tomar decisões que não são fáceis. E essa foi uma decisão feliz. Há uma parte de mim, no que diz respeito à cidadania, que devo a esses 20 anos fora. Abriram o meu horizonte.

O que o fez apoiar a recandidatura de Bernardino Soares, pela CDU, em Loures?

Votei em Freitas do Amaral, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva... Eu escolho o meu candidato, não é a cor política que me escolhe. Decidi apoiar Bernardino Soares por ser competente e porque o PCP, em Portugal, é o partido melhor preparado e mais transparente na gestão autárquica. Confio nos autarcas da CDU, mesmo não sendo comunista, nem partilhando determinados princípios do partido. Defendo pessoas sérias, como é o caso de Bernardino Soares. E mais do que isso: estou cansado, já nem desilusão é, da discussão do que é a competência em Portugal. Por amor de Deus, já não quero mais competência, quero honestidade. Quero é menos corrupção.

É para si o problema mais grave do país?

O problema de Portugal não é uma questão de competência, mas de desonestidade, de falta de brio em servir o país. É onde tem tem de existir reformas.

Falou em Jorge Sampaio, que julgo foi o vosso advogado quando foi fundado o Sindicato.

Foi, conheço-o desde então. Tenho um programa de televisão quinzenal, à quinta-feira, na SportTV e um dos últimos que gravei foi com o doutor Jorge Sampaio, meu advogado durante 25 anos. Temos uma amizade extraordinária. Foi o primeiro advogado da fundação do Sindicato, mas como era um jovem advogado contestatário, conotado com a oposição ao regime, passou a bola ao doutor Jorge Santos para evitar problemas.

Após 44 anos de democracia, o futebol continua a ser um mundo à parte. Há enorme falta de liberdade, por exemplo, dos jornalistas no contacto com jogadores no ativo. Há uma certa ditadura no futebol?

Não tenho a mínima dúvida. E essa falta de liberdade informativa tem vindo a piorar nos últimos tempos. Penso, aliás, que o futebol era mais democrático no tempo da ditadura do que atualmenete.

A que acha que se deve a blindagem aos profissionais de futebol? Ao seu mediatismo ou ao excessivo controlo por parte dos dirigentes?

Os responsáveis são os dirigentes. Os modelos de gestão dos clubes em Portugal são presidencialistas, é um modelo ditatorial. Criado e inspirado por gente que ainda continua no futebol e que se agarrou a um completo controle dos seus clubes, tirando a voz aos próprios sócios. Mais grave ainda é que a maioria dos sócios gosta disso. Até parece que gostam que mandem neles.

É um modelo de presidencialismo inspirado em Pinto da Costa?

O presidente do FC Porto formatou o dirigente português e também o adepto de futebol. Há uma quantidade de dirigentes que ainda tem o sonho de imitar Pinto da Costa...

Como Bruno de Carvalho?

Ele e vários. E não vejo que tão cedo isso se altere. Recordo-me de ouvir adeptos do Benfica dizerem que o que o clube precisava de um Pinto da Costa. Num clube em que a democracia era exercida pelos sócios nas assembleias-gerais, no tempo da ditadura. Assisti a algumas. Hoje, o futebol é menos democrático do que no tempo da ditadura.

Costuma ir à Luz?

Afastei-me por não me rever em muitas coisas que têm acontecido ultimamente. Não me revejo em quem aparece a falar em representatividade do clube...

Está a referir-se a Pedro Guerra?

Não é só esse, são vários, numa hipocrisia tremenda, num faz de conta com o qual não alinho. Sou muito desalinhado em relação à atual conjuntura. É assim que sempre fui, sou e serei. Não sei se tenho razão, mas quero ser feliz comigo próprio.

Esta época passou-se dos limites no caso dos e-mails, dos ataque às arbitragens ou ao VAR?

Ultrapassaram-se muitos limites. Quem tem responsabilidade no futebol português, nos EUA não seria dirigente desportivos de nada. Zero. No desporto profissional nos EUA, há regras de transparência e de respeito para com o espetador, algo que aqui não existe. É por isso que há sucesso em todos os desportos nos EUA: há qualidade e credibilidade. Aqui quase todos os clubes têm défices tremendos, mas o curioso é que não conheço nenhum dirigente que esteja mal na vida. Há um clube, além de outros, que respeito muito: o Paços de Ferreira. Quem sai tem de deixar contas em dia e exige-se regras a quem entra.

O futebol português precisa de um 25 de Abril?

Urgentemente. Precisa de mais transparência, credibilidade e maior liberdade de comunicação para os seus profissionais.

Fonte: http://tribunaexpresso.pt

 

 

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Jardel completou 200 jogos de águia ao peito

por João Silva, em 07.02.18

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Com uma exibição de mão-cheia, Jardel completou 200 jogos pelo Benfica no último sábado, no triunfo por 5-1 sobre o Rio Ave, tendo apontado o primeiro golo das águias e feito a assistência para o terceiro.

Em entrevista à BTV, o central passou em revista vários dos momentos do seu percurso no Clube por quem está "apaixonado".

200 JOGOS
"É um sentimento muito bom, que me faz voltar atrás no tempo, quando era criança e sonhava tornar-me jogador. Várias emoções e nem nos melhores sonhos pensei em realizar 200 jogos pelo Benfica. É o melhor clube português e um dos melhores da Europa. Fiquei arrepiado e espero cumprir ainda mais jogos por este Clube por quem estou apaixonado."

A ESTREIA
"O primeiro jogo foi com o Aves… Quando fiquei a saber do interesse do Benfica, para mim e para a minha família foi uma alegria enorme. Fui muito bem recebido pelos companheiros, pelos brasileiros… o Luisão, o nosso capitão. Isso ajudou na minha estreia. É uma grande responsabilidade defender esta camisola. Fiquei feliz, porque conseguimos vencer. Foi para a Taça de Portugal."

O APELIDO "GUERREIRO DA LUZ"
"Essa partida [jogo número 76] foi uma guerra. Tive um choque muito forte, não sabia da gravidade do corte. Vencemos o jogo, foi um jogo apertado. O Markovic marcou um grande golo com um chapéu ao Douglas. No intervalo fui ao espelho para ver o corte e não me deixaram, porque se visse a gravidade do corte, possivelmente, não voltava. Não me deixaram e voltei. O sangue não estancava, mas fiz o jogo todo. Fiquei feliz por ter feito o jogo todo e por termos saído com a vitória." Leia mais AQUI.

 

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“USARAM OS EMAILS SÓ PARA CRIAR MEDO E CONDICIONAR”

Sem papas na língua, o presidente do Benfica, numa longa entrevista à BTV, varreu toda a atualidade informativa, dos assuntos mais simples aos mais complexos e "revoltantes".

No auditório do Museu Benfica - Cosme Damião, com espaço para perguntas dos adeptos presentes, Luís Filipe Vieira falou demoradamente sobre o caso dos emails e das notícias que dão conta de investigações em curso por suspeita de crimes de corrupção cometidos por pessoas ligadas ao clube. O líder foi contundente nas explicações, denunciando "estratégias" de quem tem somado insucessos nos últimos anos e agora está "desesperado" e "faz de tudo para ganhar", apontando claramente o dedo ao FC Porto, mas também ao Sporting.

Teme ou não que no processo dos emails algo acabe mal para o lado do Benfica?

LFV - Com toda a frontalidade: não há nem nunca haverá corrupção no Benfica. Que fique muito claro para os benfiquistas. O que há é um crime cometido ao Sport Lisboa e Benfica há seis meses. E esse crime tem-se repetido semanalmente. Não estávamos preparados para um crime organizado como este, nem pensávamos que fosse possível suceder. Não estou preocupado com nenhum email.

Há dois clubes em Portugal, um que não ganha um campeonato há 15 anos, outro que estava habituado a ganhar muito, mas nos últimos quatro anos nada ganhou... Nesse espaço quiseram sempre pôr em causa os nossos títulos. Ou era o Vítor Pereira… E deixe-me lembrar que Vítor Pereira esteve vários anos no Conselho de Arbitragem, o FC Porto ganhou seis campeonatos e o Benfica quatro. Quer dizer que quando o FC Porto ganhou, Vítor Pereira era uma pessoa sensacional; quando passou o Benfica a ganhar, Vítor Pereira deixou de ser sensacional.

O FC Porto tem andado um pouco desesperado e ao pontapé para a frente. Fez aquilo que considero um crime: enxovalhou e atentou contra a instituição Sport Lisboa e Benfica. Tentou, e tem conseguido, intimidar e condicionar tudo e todos; criar medo.

Lembro-me do jogo com o Aves, em que tivemos quatro capangas atrás de nós, precisamente identificados com esses senhores. O FC Porto não consegue recriar o Apito Dourado com estes árbitros, porque não são subornáveis, mas conseguiu condicionar tudo e todos. Para nós foi muito importante que houvesse a investigação que houve. Estiveram no Sport Lisboa e Benfica, foram a minha casaLeia tudo sobre o tema aqui.

“PEDRO PROENÇA NÃO PODE ELOGIAR-NOS PELA FRENTE E DEPOIS PERMITIR QUE O BENFICA SEJA HUMILHADO”

Luís Filipe Vieira lamenta incapacidade do líder da Liga para ser o elemento agregador de que o futebol português necessita. "Quando a Polícia Judiciária foi a minha casa, recebi muitas mensagens. E uma que me tocou muito foi a de Pedro Proença, que não apoiámos para presidente da Liga. Apreciei muito. Foi um ato importante. Independentemente de não o apreciar como presidente da Liga, de achar que não tem perfil, não tenho nada contra o homem, a pessoa que é. Fernando Gomes é o melhor presidente de sempre da Federação Portuguesa de Futebol. Nesta confusão toda, quem tem sido prejudicado é o nosso futebol. Está instalado um clima de ódio. Antigamente, quando se vinha ao futebol havia amizade entre as pessoas, as pessoas relacionavam-se. Mas agora qualquer dia uma criança nem vem ao futebol, porque é preparada no meio do ódio, e um dia mais tarde será mais um no conflito." Leia tudo sobre este tema aqui.

“BENFICA PODE SONHAR VOLTAR A SER CAMPEÃO EUROPEU”

Líder do Clube acredita que a chave para o título europeu está no Caixa Futebol Campus. "Vamos investir mais no Seixal porque acreditamos que é por ali que o Benfica pode sonhar voltar a ser campeão europeu, porque não podemos competir financeiramente com os outros clubes. Mas o Benfica pode competir em termos de qualidade. Se não tivesse vendido nas últimas cinco épocas, se calhar podíamos sonhar com um título europeu. Hoje é difícil um jogador jovem sair do Benfica. Vamos reter os jovens jogadores formados no Seixal o máximo de tempo possível." Leia tudo sobre o tema aqui.

“QUEREMOS FIXAR O PASSIVO EM 150 MILHÕES”

Presidente do Benfica apontou a um valor estável no passivo que permitirá outra ambição ao Clube em projetos fulcrais para o futuro. "Para sermos um grande clube temos de ter contas saudáveis. Queremos livrar-nos da dívida financeira que temos no mercado. Queremos, ainda, pagar os empréstimos obrigacionistas. Não antecipámos receitas e se o fizermos é para pagar dívidas. Queremos fixar o passivo em 150 milhões de euros"Leia tudo sobre o tema aqui.

“ESTAMOS A PREVER ENTRAR NO FUTEBOL FEMININO”

Esta foi uma das revelações de Luís Filipe Vieira durante a entrevista à BTV. "O ecletismo é para se manter dentro dos parâmetros definidos. Se mais benfiquistas pagarem as quotas das modalidades, haverá mais investimento. Desde que haja autonomia financeira para isso, poderá haver mais modalidades. Posso dizer que estamos a prever entrar no futebol feminino, mas essa decisão terá de ser aprovada em reunião de Direção e temos ainda de ver a viabilidade desse projeto junto do nosso diretor financeiro". Leia tudo sobre o tema aqui.

“MESMO A PERDER, GRITÁMOS O NOME DO BENFICA…”

Luís Filipe Vieira deu o exemplo do jogo em Manchester para pedir aos adeptos que continuem a apoiar a equipa. "Não podemos ganhar sempre, queremos mas não podemos. Nos momentos menos bons, temos a lição de Manchester que, mesmo estando a perder, tivemos todos a gritar o nome do Benfica. É nessas fases que temos de nos unir. Se materializarmos isso, seremos imparáveis". Leia tudo sobre o tema aqui.

EXCLUSIVO COM LUÍS FILIPE VIEIRA (VÍDEO)

Grande entrevista do presidente do Benfica à BTV pode ser vista ou revista aqui.

 

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Goleada na champions: "È olhar em frente"

por João Silva, em 29.09.17

A goleada de 5-0 sofrida pelo Benfica em Basileia entrou diretamente para o lote das maiores humilhações do clube da Luz nas competições europeias. Foi o segundo resultado mais desnivelado sofrido pelos encarnados, igualando o score de um jogo com o Borussia Dortmund em 1963-64, na Taça dos Campeões Europeus.

A exibição e o resultado no terreno do octocampeão suíço fizeram recordar a noite de 25 de novembro de 1999, quando o Benfica sofreu o maior vexame europeu, ao ser derrotado por 7-0 no terreno do Celta de Vigo, na primeira mão da terceira eliminatória da Taça UEFA. Dessa equipa orientada por Jupp Heynckes faziam parte estrelas como João Pinto, Nuno Gomes e Poborsky, que foram incapazes de travar o vendaval ofensivo do ex-benfiquista Mostovoi, Karpin e companhia.

Paulo Madeira alinhou no centro da defesa nessa noite negra de Vigo, fazendo dupla com o brasileiro Ronaldo. Foi um desafio que naturalmente nunca mais esqueceu. "Foi um jogo muito mau e passados tantos anos ainda me custa falar do que aconteceu. Perder é sempre mau para o Benfica, mas ter uma derrota por esses números acaba por fazer perdurar a memória nos adeptos, como se vê pelo facto de já terem passado tantos anos e as pessoas ainda se lembrarem", começa por referir ao DN.

E afinal de contas, tendo em conta a experiência de há 18 anos, como podem os jogadores superar um resultado tão traumatizante como esse e o de Basileia? "É tentar esquecer o mais rapidamente possível e ter o pensamento no próximo jogo. Pode não ser fácil, mas os jogadores têm de se mentalizar que esse mau jogo já passou e necessitam de olhar em frente", defende. Paulo Madeira coloca de lado qualquer questão relacionada com falta de atitude, sublinhando que "os jogadores são sempre os primeiros a querer ganhar e certamente fizeram tudo o que podiam, mas há noites assim, tal como há noites em que tudo sai bem e se consegue ganhar por margens muito dilatadas sem que se tenha merecido".

Andrade também jogou os 90 minutos de Vigo, jogo que não quer recordar. "Peço desculpa, mas não vou falar de algo que não quero lembrar. Posso é falar de como os jogadores do Benfica devem dar a volta ao resultado. Não tenho a mínima dúvida de que quem joga num clube destes tem de estar preparado para a enorme pressão dos adeptos e da imprensa quando as coisas não correm bem. Por isso, têm é de trabalhar para inverter a situação e estar ansiosos pelo jogo com o Marítimo, no domingo, no qual acho que irão dar uma boa resposta", antevê.

De resto, apesar da pesada derrota em Basileia, do último lugar no grupo da Champions e do terceiro posto no campeonato, a cinco pontos do FC Porto, Andrade recusa-se a falar em crise. "Isso é uma palavra muito forte. O Benfica é tetracampeão! Concordo com Rui Vitória: quem está em crise é quem não ganha há muito tempo", defende, ficando uma das grandes diferenças entre esse 7-0 de Vigo e o 5-0 de Basileia: o contexto. Ler mais.

Fonte: dn.pt

 

 

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Kostas Mitroglou nasceu na Grécia, mas cresceu na Alemanha e tem brilhado em Portugal com a camisola do Benfica. A preparar nesta altura o regresso a “casa” para o decisivo duelo com o Dortmund, o avançado falou ao UEFA.com.

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Emigrou da Grécia para a Alemanha quando ainda era criança, mas regressou como adolescente para jogar no Olympiacos. Como aconteceu tudo isto?

Kostas Mitroglou: Foi difícil deixar a Alemanha, mas era muito importante para a minha carreira. Tive de deixar a família, os amigos e o lugar onde cresci para ir para um local que, embora não sendo um país estrangeiro, não falava sequer a língua. Acho que foi a decisão certa. Os sete anos que passei no Olympiacos foram muito importantes. Foi o primeiro clube onde joguei como profissional. Adaptei-me bem e não foi preciso muito tempo para começar a marcar golos, que é a minha função como atacante. Foi ali que tudo começou para mim.

Estreou-se na UEFA Champions League como suplente num encontro com a Lázio em 2007 e, dois anos depois, marcou o primeiro golo na prova frente ao Standard Liége. O que recorda desses jogos?

Mitroglou: Disputei muitos desafios na Champions League desde esse jogo, mas a minha estreia foi muito importante, pois, como pensa qualquer apaixonado pelo futebol, este é o ponto mais alto que se pode atingir. Largamos tudo para ver um jogo da Champions League na televisão, pelo que jogar é ainda mais especial. Recordo-me desse golo, mas quando estamos a meio de um jogo não paramos para pensar: “Oh, acabo de marcar um golo na Champions League.” Só depois é que damos importância. É muito difícil marcar nesta competição, pois temos de defrontar os melhores do mundo. Tudo se passa de forma muito mais rápida e por vezes só temos meia oportunidade para marcar num jogo.

O encontro da primeira mão entre o Benfica e o Dortmund foi emocionante, não foi?

Mitroglou: Eles jogaram com muita velocidade e têm uma excelente equipa, mas seria sempre muito difícil conseguirem ganhar no nosso estádio. Fizemos um bom trabalho. Não sofremos golos e conseguimos marcar, como pretendíamos, embora tivéssemos passado por alguns momentos difíceis. Claro que gostaríamos de ter marcado um segundo golo, mas 1-0 não está mal. O que senti por marcar o golo? Principalmente alívio, porque o Dortmund estava a jogar muito bem. Foi um bom cruzamento num pontapé de canto que o nosso capitão desviou bem de cabeça, eu só tive de empurrar para a baliza e fazer o golo – foi muito importante para nós.

O regresso à Alemanha para a segunda mão passa a ser ainda mais especial para si?

Mitroglou: Vai ser óptimo ter a minha família e amigos a assistirem ao jogo no estádio – o meu pai, a minha mãe e talvez a minha avó, se tiver vontade de ir. Mas vou tentar não estar com eles antes do jogo, pois tenho de estar calmo. Estamos todos ansiosos por este desafio, tanto mais que vamos contar com o apoio de muito adeptos do Benfica. Vai ser incrível.

Fonte: UEFA.COM

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