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Galardões Cosme Damião em votação

por João Silva, em 19.02.16

SLB_Clube_GalardãoCosmeDamiao.jpg

Estão em votação no site do Benfica sete categorias dos Galardões Cosme Damião. Não deixe de participar com as suas preferências, até ao próximo dia 22! Por atribuição direta serão ainda atribuídos os galardões "Carreira", "Homenagem", "Mérito e Dedicação", "Projeto do Ano", "Parceiro" e "Casas do Benfica".

No dia 28 - data em que o SL Benfica assinala o 112.º aniversário da fundação do Clube -, às 21h00, no Teatro Camões (Lisboa), serão conhecidos os vencedores dos Galardões Cosme Damião 2016, com transmissão exclusiva na BTV.

Os nomeados

No prémio Revelação do Ano estão Marisa Vaz de Carvalho, Alexandre Cavalcanti, Gonçalo Guedes e Renato Sanches. Começando pelo fim, dizer que os futebolistas são a imagem da nova aposta. A mudança de paradigma trouxe um Benfica a olhar mais para dentro, para o que germina em torno do Caixa Futebol Campus. No Atletismo, Marisa Vaz de Carvalho tem-se destacado com vários recordes nacionais e pessoais. Na modalidade de Andebol, Alexandre Cavalcanti tem sido um das muitas apostas da Formação protagonizadas por Mariano Ortega e o rosto do futuro da modalidade.

No prémio Formação estão nomeadas as equipas Sub-16 e Sub-20 de Basquetebol, os Juniores masculinos no Atletismo e o Futsal. Não é só no Futebol que a aposta na Formação é uma prioridade. O futuro do Sport Lisboa e Benfica passa por estendê-la às modalidades e os resultados estão à vista com vários títulos nacionais e regionais.

O Caixa 360º, a ativação Emirates jogo entre o Benfica e o Sporting e aCampanha “Período de Descontos à Benfica” são os nomeados na categoria Inovação. O sistema de treino não mais será o mesmo desde que o Clube criou o Caixa 360º no Seixal. No dérbi de 25 de outubro surgiu a ativação Emirates no relvado. A iniciativa não deixou ninguém indiferente, arrancou aplausos e o vídeo da iniciativa tornou-se viral; a campanha “Período de Descontos à Benfica” foi um caso de sucesso. Mediante os minutos de descontos dados pela equipa de arbitragem num jogo do Benfica, esse número seria o valor dos ingressos no jogo seguinte para pessoas entre os 13 e os 25 anos.

Nos Seniores: modalidades e Futebol

No prémio Modalidade estão o Voleibol, o Futsal, o Hóquei em Patins e o Basquetebol. O Voleibol e o Basquetebol venceram tudo a nível nacional; o Futsal e o Hóquei em Patins lograram a “dobradinha”.

Para Atleta de Alta Competição Carlos Nicolia, Carlos Andrade e Dulce Félix estão em votação. Cada um distinguiu-se na sua modalidade pelos desempenhos individuais e pelos títulos coletivos.

Pedro Nunes (Hóquei em Patins), Joel Rocha (Futsal) e Renato Paiva (Juvenis A) estão nomeados para o prémio de Treinador do Ano. Os dois primeiros lideraram os respetivos grupos à “dobradinha”; o último conquistou o Campeonato Nacional.

Duelo sul-americano no prémio de Futebolista do Ano. Jonas e Júlio César estreiam-se entre os nomeados, e Gaitán, que venceu no ano transato, voltar a estar na lista. Ajudaram a vencer a Liga e Taça da Liga.

Os prémios Carreira, Mérito e Dedicação, Projeto do Ano, Casas do Benfica, Parceiro e Homenagem só serão conhecidos no dia. 

Vote aqui nos seus preferidos!

 

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O retrato da história do Sporting!

por João Silva, em 27.11.12

Um tratado maior de literatura da autoria do Lá Em Casa Mando Eu  que devia ser de leitura obrigatória nas escolas deste país para que se perceba melhor como é que chegaram a LOL. Os sinais são claros e estavam lá todos…

Sífilis Clube de Portugal

Segunda feira jogamos a época em Alvalade. Um derby que, sendo decisivo, será mais um marco na lenda do derby de Lisboa. No Benfica - Sporting jogam-se duas histórias feitas em paralelo. Paralelo não será bem o termo, porque a direcção do insucesso do Sporting estava escrita nos seus genes. As rectas separaram-se cedo. Quero dizer: não é bem isto, porque o Sporting só teve equipa de futebol quando conseguiu roubar jogadores ao Benfica. 
Quem são, então, os nossos vizinhos? Quem é este clube que nos irrita tanto, a quem damos uma importância que, claramente, não tem? Quem é, de onde veio o Sporting? Por que é que lhes chamamos Viscondes com ar de gozo? O que é aquilo dos prémios Stromp?
A foto acima é quase um retrato de uma história com muitos anos. Cosme Damião, fundador do Benfica, exibe uma elegantíssima jaqueta vermelha, bordada com um emblema que o Mundo inteiro conhecerá e admirará. Cosme Damião enche a fotografia. É como se só víssemos vermelho. A fotografia, a bem dizer, é sobre ele, e todos os outros são figurantes. Os outros dois senhores de facto admiram-no, como que impressionados. Cosme Damião, que cometeu apenas um pecado na vida - ter sido suficientemente cavalheiro para disputar um jogo amigável com a camisola dos eternos rivais (momento mais alto da história do Sporting) - tem um ar educado sem ser snob, um ar confiante sem ser malcriado. E está de vermelho. De um vermelho enormíssimo, belíssimo, aquele vermelho que me preenche. 
E a outra figura, quem é? Francisco Stromp? Stromp? Que raio de nome é esse? Para já, vários pormenores me saltam à vista: Stromp está a mais na fotografia. Sente-se a mais. Stromp está incomodado com o à vontade de Cosme Damião. Está incomodado com aquele vermelho que apaga tudo à volta. Reparo ainda que Stromp não tem emblema na sua camisola, que é, aliás, horrorosa. Uma junção de meia camisa branca com meia camisa verde. Sem emblema. Vê-se na sua cara, na sua expressão incomodada, que Stromp sabe que está mal vestido, que não está à altura. Ou então, pelo gesto da mão esquerda, tem as cuecas enfiadas no rabo e está a ver se safa. Cosme Damião finge que não vê - que educação, senhores!
Mas, correndo o risco de ser injusto para com os nossos vizinhos, investiguemos mais acerca de Stromp, cuja fotografia horrível pode ter sido um momento mau único na carreira, nódoa numa vida imaculada. Estudemo-lo, então. Segundo a Wikipédia, Francisco Stromp é sócio fundador do Sporting. Juntamente com nomes como José Maria Gavazzo, Alfredo Augusto das Neves Holtreman e João H. Scarlet. Uma pessoa vê logo pelos nomes que aquilo era coisa de gente fina e distinta, que subiu a custo e a pulso na vida. Este Holtreman, pelos vistos, era o avozinho do José de Alvalade e resolveu oferecer-lhe terrenos da própria quinta para o netinho brincar com os amigos. 
Criava-se assim, neste clima de enormes dificuldades financeiras e logísticas, o Sporting Clube de Portugal.
Mas este Francisco Stromp, cujo nome já baptizou curvas em Alvalade e equipamentos, quem foi? Era um homem orgulhoso de ser do Sporting? Viveu até aos cem anos nas quintas do avô, a tempo de viver os 5 violinos ou a final Taça UEFA em casa?
Segundo a Wikipédia, Francisco Stromp "era a alma da equipa, apelava ao Sportinguismo de todos, e fazia-o de tal forma que conseguia sempre unir o grupo viveu quase exclusivamente para o Sporting, o clube era a sua grande e única paixão."
Epá, o tipo era um lagarto à séria. Já estou a ver porque é que os verdes gostam tanto dele. E, segundo a Wikipédia, era um atleta e tanto: jogava disco e falam de um jogo em que até jogou à baliza.
Mas será que isto faz sentido? Estará nos genes do Sporting ter um atleta distinto, cavalheiro? Ganhador?! Bem, Cazal Ribeiro ficaria orgulhoso de saber que Stromp chegou a estar preso por estar "envolvido na preparação do golpe para a restauração da monarquia", não fossem os Holtremans ficar sem as suas regalias. 
Bom, como terão sido então, os últimos anos deste grande emblema do Sporting?
"Mas a doença" - epá, a doença?! Mas o homem ficou doente? Um atleta destes? Um cavalheiro? Mas o que é que lhe aconteceu? Foi uma lesão, fruto do excesso de desporto? Foi num duelo à pistola porque alguém ofendeu o Sporting ou o rei? O que é que aconteceu? Que doença foi? Que doença apanhou este modelo de virtudes?!
"a sífilis, seria a sua sentença de morte."
A sífilis? O gajo tinha sífilis? Mas... Mas... A sífilis não é aquela doença que se transmite... quando se vai às... Epá, sífilis... Mas então... Sífilis? Mas então o Stromp, que era tão bom rapaz e desportista, monárquico e tudo, apanhou sífilis? Querem ver que o bom do Stromp, em linguagem futebolística moderna, comeu fruta?

E como é que souberam que ele tinha sífilis? Caiu estoirado no meio do chão a meio de um jogo, já com o coração afectado? Como foi o diagnóstico? Terá ele desmaiado a meio de um chá com os seus amigos, aterrorizados com a vinda da República, quando subitamente Stromp diz: "Estou a sentir uma certa comichão na virilha" (será que é esse o prurido que incomoda Stromp na fotografia, e que o pobre tenta defender com uma discreta coçadela com a mão esquerda?)? Como viveram os Stromp e o Sportinguismo o drama? 
"O seu pai, médico famoso, detectou-lhe o mal quando ele o surpreendeu a querer comer a sopa com um garfo"
Vamos todos fazer uma pausa para ler isto outra vez. (sopa com um garfo? Foda-se, estavas todo queimadinho, ó Stromp)
Portanto, o "capitão-geral do futebol" do Sporting comia sopa com um garfo. Deixa-me lá ver se entendi: viram-no a comer sopa com um garfo e foi aí que o seu pai lhe disse "Chico, quantas vezes já lhe expliquei que esse garfo é o da salada!", foi? Este tipo era o capitão - geral? Era ele que dava a táctica, fazia os discursos empolgantes? Um gajo que comia sopa com um garfo? 
E ninguém estranhou antes? Quando ele começou a dizer: "Rapazes, hoje vamos tentar uma coisa nova: eu, que sou avançado, jogarei a guarda - redes!" ninguém sussurou no balneário: "Porra, o Stromp deve andar cheio de sífilis naqueles cornos"? Não? Pelos vistos não. 
Mas pronto, Francisco Stromp, segundo rezam as crónicas, era um cavalheiro cheio de valores e estou certo que aguentou estoicamente o facto da doença não ter cura, atribuindo à loucura da sífilis os sucessivos insucessos que o seu clube foi sofrendo. Vamos continuar a ler a Wikipédia, vamos ler a condigna morte no leito de um sócio - fundador do Sporting:

A 1 de Julho de 1930, com trinta e oito anos, faleceu por vontade própria, na agonia da sua doença, escolhendo o dia em que o Sporting festejava o seu 24º aniversário. Levantou-se cedo, mas em vez de ir para o Banco Ultramarino, como sempre ia, tomou o caminho da Estação de Comboios de Sete-Rios, quando se apercebeu do comboio, despiu o casaco e correu para ele de braços abertos, assim se suicidou o primeiro grande capitão e treinador do Sporting.
Portanto, o tipo dos prémios Stromp, do equipamento Stromp e que até tem um busto e que era o maior da rua dele... matou-se? Suicidou-se? Bem, isto é tão à Sporting! Agora já percebemos porque é que o Rogério falhou aquela bola na final da UEFA e aquilo acaba com um golo do CSKA: o Sporting fez um Stromp! 
Reparem, eu não levo mal o pobre do Francisco-que-foi-às-meninas. Se a mim me dissessem: o que é que fazias se inventasses o Sporting? "Por-me debaixo de um comboio em Sete Rios" ia estar nas minhas primeiras 3 respostas. No fundo, para quem comia sopa com o garfo, o homem teve um instante de lucidez! E no próprio aniversário do clube! Isto é de um simbolismo mágico, está tudo lá! 
Portanto, a grande figura mítica do Sportinguismo é um tipo nobre que ia à meninas e que acabou a comer sopa com um garfo e que se matou no dia do aniversário do Sporting. Isto não tem preço. Mas melhor, melhor, só esta citação que cita o próprio site dos nossos vizinhos:
"Conta quem com ele conviveu de perto que Francisco Stromp ‘não tinha namoros, nem vida política’. A sua amante era o Sporting Clube de Portugal."
Amante? Amante? É melhor o Sporting ir fazer análises.

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Mística

por João Silva, em 12.09.12
"A camisola e as botas do médio centro que deu a mística ao Benfica"
Quando, há uns anos, me deparei com as botas de Cosme Damião, apostei comigo que as chuteiras de hoje seriam facilmente consideradas no tempo dele sapatilhas de ballet.
Acredito por contraponto, que um Ronaldo com as botas de Cosme teria provavelmente a mesma sensação que um bailarino de socas. Mais recentemente, admirei de perto a camisola do homem que representa como ninguém a alma benfiquista. Igualzinha às primeiras que o clube comprou num alfaiate em Alcântara. Fabricadas em flanela, garantiam o efeito de sauna durante o verão e o de esponja nos dias chuvosos e lamacentos do Inverno.
Com o futebol do século XXI em mente, a primeira coisa que me ocorre quando olho para uma camisola como a de Cosme Damião é a de que ela se encontra despida. Despida de tudo o que veste hoje uma camisola de futebol. Despida do emblema. Despida do número. Do nome. De todo e qualquer signo mercantil. Despida, tal como veio ao mundo em 'mil novecentos e troca o passo'. Simplesmente, despida. Mas toda vestida de alma!
Tenho de admitir que as camisolas modernas trouxeram o conforto, eliminando problemas como a 'sauna' e a 'esponja', mas, ainda que respeite outras ideias e compreenda as exigências da indústria futebolística, confesso que gostaria de ver jogar o Benfica sempre de vermelho e sem reclames, bem como gostaria que se (re)adoptasse exclusivamente o branco para o alternativo. As nossas cores, criteriosamente escolhidas por Cruz Viegas em 1904, foram eleitas por serem 'as que melhor se fixam na retina dos jogadores nos ardores da luta'. Em resumo, as nossas cores vestem a nossa identidade.

Passa-se com as botas mais ou menos a mesma coisa. As clássicas, de cor preta, têm gradualmente vindo a ser substituídas por um arco-íris esquisito, que vai do branco à 'cor-de-burro-quando-foge'. Hoje, os jogadores trocam de botas a toda a hora, ao invés de antigamente, quando eram as botas que trocavam de jogador. As do tempo em que nasceu o Benfica eram dispendiosas, de execução complexa, mas feitas para durar uma vida! Só para se ter uma ideia, o antigo guarda-redes Inglês John Robinson, contemporâneo de Cosme, chegou a fazer mais de 400 jogos, durante oito épocas consecutivas, com o mesmo par! Quando as arrumou, garantiu que estavam em condições de realizar outros tantos.
É, todavia, preciso dizer que estrear umas botas naquele tempo era o mesmo que ter ferrada nos pés uma matilha de cães raivosos. Na literatura técnica do futebol de então constavam avisos como: 'Nunca entres em campo com um par de botas novo!' Sugeria-se que se retirassem os pitons e se utilizassem como calçado normal, se possível em condições atmosféricas adversas e terrenos acidentados. Só depois e que estariam em plena forma.
Quem não esteve para se arreliar com isso foi a selecção de futebol da Índia, que, em 1950, disputou descalça toda a fase de apuramento para o Mundial, no Brasil. Quando tocou a reunir no país da ordem e do progresso, veio a FIFA e estipulou imediatamente a autocracia da bota, colocando em situação condicional o povo de Ghandi:
'Se querem sambar, tratem de vestir os pezinhos'. Ai é? Fiel ao princípio da autodeterminação desportiva, a Índia fincou mais do que nunca os pés no chão e decidiu preservar a sua ideia romântica de futebol com alma.
Mais ou menos a mesma que sustentou o sonho de Cosme e de todos aqueles que o acompanharam no tempo da baliza e do balde de cal às costas. Mais ou menos a mesma que fez de um clube humilde e descalço o mais português de Portugal."

Luís Lapão, in Mística


 

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