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Um remate de Mazraoui, que desviou em Grimaldo e traiu Vlachodimos, aos 90+2 minutos, custou ao Benfica um desaire por 1-0 no reduto do Ajax, deixando as contas de qualificação para os 'oitavos' da Liga dos Campeões mais difíceis para os encarnados.

Quando o empate, bem positivo, parecia assegurado, um tiro feliz do lateral-direito dos locais manteve os holandeses na frente do grupo E, com os mesmos sete pontos do que o Bayern Munique e mais quatro do que os 'encarnados'.

O Benfica voltou a ter na baliza um grande Vlachodimos - que fez defesas 'enormes' aos 22 e 74 minutos e só foi batido por um desvio.

O Benfica esteve personalizado e equilibrou o jogo em muitos momentos, teve várias ocasiões para marcar, faltando-lhe eficácia.

 

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O Benfica na terceira jornada da Liga dos Campeões de futebol, tem uma difícil deslocação ao campo do Ajax, num duelo que pode ser determinante para o futuro da equipa de Rui Vitória na competição.

Com o Bayern Munique como principal candidato a vencer o agrupamento, os holandeses aparecem como adversários diretos do clube da Luz na luta pelos oitavos de final, num grupo em que o AEK Atenas é cada vez mais 'outsider', com duas derrotas em dois jogos.

O Benfica desloca-se a Amesterdão após um triunfo sobre o Sertanense, por 3-0, para a Taça de Portugal, num jogo que permitiu ao técnico Rui Vitória poupar grande parte dos habituais titulares.

Por seu lado, na última jornada, o Ajax alcançou um surpreendente empate na casa do Bayern Munique (1-1), num encontro em que os holandeses até protagonizaram as melhores oportunidades de golo do encontro.

Um triunfo em Amesterdão, e uma derrota ou empate do Bayern em Atenas, deixa o Benfica no topo do grupo e com o caminho aberto para chegar aos 'oitavos'.

Rui Vitória convocou 22 jogadores para o jogo frente ao Ajax.

Guarda-redes: Svilar, B. Varela e Odysseas;

Defesas: Conti, Grimaldo, Yuri Ribeiro, Jardel, André Almeida e Ferro;

Médios: Fejsa, Gabriel, Cervi, Alfa Semedo, Zivkovic, Salvio, Pizzi, Rafa, João Félix e Gedson;

Avançados: Jonas, Seferovic e Ferreyra.

O início do desafio está marcado para as 20h00 de terça-feira no Johan Cruijff Arena.

 

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Eusébio da Silva Ferreira e Johan Cruyff são duas das principais figuras do futebol mundial e marcaram eras distintas na história de Benfica e de Ajax na Taça dos Clubes Campeões Europeus. O 'Pantera Negra' coincidiu com ascensão do Benfica no panorama do futebol mundial na década de sessenta e deixou a sua marca em várias finais europeias e tornando-se assim numa das referências máximas do futebol português.

Johan Cruyff por outro lado foi fundamental para a hegemonia do Ajax no futebol europeu no início da década de setenta ao levar o clube de Amesterdão a três títulos europeus consecutivos, antes de rumar ao Barcelona para se tornar numa das figuras míticas do clube catalão como jogador e mais tarde como treinador.

Depois de Di Stéfano e Pelé entrarem para o panteão dos mitos do futebol mundial, Eusébio surgiu em destaque no início da década de sessenta ao serviço do Benfica e da Seleção Nacional de 1966, mas no início da década de setenta, o 'Pantera Negra' passou o testemunho de melhor do mundo a um jovem holandês do Ajax que brilhou na Luz com dois golos em 1969.

E a poucas semanas do 'reencontro' entre Ajax e Benfica na Liga dos Campeões, o SAPO Desporto marcou um encontro com a história para recordar essa primeira eliminatória dos dois clubes que coincidiu com o passar de testemunho entre dois 'deuses do futebol' para uma nova era do futebol europeu.

Benfica europeu da década de 60: Uma máquina temível de fazer golos

"Lembro-me bem da caminhada do Benfica até à conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus pois era presença assídua nesses jogos", começa por recordar Vítor Cândido, antigo jornalista do jornal A Bola e antigo jogador da formação do Sporting.

"Vi todos os jogos do Benfica no Estádio da Luz nessa caminhada europeia. Eu jogava nas camadas jovens do Sporting e o nosso cartão de jogador da Associação de Futebol de Lisboa dava para nós irmos ver os jogos ao Estádio da Luz. Lembro-me de ver noites de futebol fantásticas das 'papoilas saltitantes', como ainda hoje se ouve no hino; do José Augusto a cruzar para o Águas para golo num ambiente fantástico. Golos com fartura", acrescenta Vítor Cândido em entrevista ao SAPO Desporto.

José Águas com o troféu da conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961
José Águas com o troféu da conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961 créditos: DR

Mas se hoje em dia a caminhada gloriosa do Benfica na Taça dos Campeões Europeus de 1961 e 1962 já não é novidade, na altura, era um feito inédito, e até surpreendente, para quem acompanhava de perto a realidade futebolística em Portugal.

"Até àquela altura, o Benfica nunca tinha ganho uma eliminatória nas competições europeias. Portugal era um país pequeno em tudo; estávamos atrasados em tudo e no futebol também. Havia cá as nossas rivalidades, as nossas grandes equipas, mas era cá para o consumo interno. Mas nunca passou pela cabeça que o Benfica fizesse uma carreira daquelas. E à medida que ia passando as eliminatórias ficava tudo cada vez mais estupefacto", recorda Vítor Cândido.

A primeira Taça dos Clubes Campeões da Europa, sem Eusébio!

Com mais de 20 golos marcados na prova, o Benfica chegou à sua primeira final europeia frente ao Barcelona de jogadores como László Kubala, Luis Suárez, Sándor Kocsis ou Zoltán Czibor. Em Berna, os 'encarnados' eram encarados pelos catalães como um adversário acessível e Béla Guttmann, mítico treinador das 'águias' nesse período, aproveitou essa subestimação do adversário para fazer história no Benfica e conquistar o primeiro troféu europeu com golos de José Águas, Mário Coluna e um auto-golo do guardião adversário. E isto tudo sem Eusébio, que ainda não estava na equipa principal do Benfica.

"O Benfica tinha uma 'equipona'", recorda Vítor Cândido antes de enumerar alguns dos jogadores que fizeram história e que preparam o 'terreno' para o surgimento de jogadores como Eusébio e Simões.

"Germano, Ângelo, Cruz, Cavém, o Neto, do Montijo, e depois à frente Coluna, José Águas, Santana. O Santana teve de sair quando chegou o Eusébio", conta-nos Vítor Cândido.

"O Santana era um jogador fantástico e teve de sair um. Como dizia o Béla Guttman quando viu o Eusébio a fazer os exercícios e os primeiro treinos: 'Isto é ouro, isto é ouro!'. E pronto, alguém tem de sair da equipa e foi o Santana; e no ano seguinte foi o que se sabe. Ganham 5-3 ao Real Madrid na final de Amesterdão com uma grande equipa, já com o Simões, que era junior", atira o antigo jornalista em declarações ao SAPO Desporto.

A segunda Taça dos Clubes Campeões em Amesterdão e as finais perdidas seguintes

Depois de vencer o Barcelona por 3-2 em Berna, o Benfica ganhou o estatuto de campeão europeu e no ano seguinte a história parecia repetir-se à boleia de dois 'fenómenos' do futebol português: Eusébio e Simões. Na final de 1962, em Amesterdão, os 'encarnados' golearam o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano por 5-3 e revalidaram o título europeu de clubes contra todas as expectativas, novamente. Ao derrotar o 'poderoso' Real Madrid, o Benfica garantiu desta forma um lugar no panteão dos grandes clubes europeus, e seguiram-se várias finais nas épocas seguintes. A reputação do Benfica de Eusébio na Europa ia crescendo de ano para ano, e apesar das derrotas nas finais de 1963, 1965 e 1968 toda a Europa do futebol estava encantada com a qualidade da equipa portuguesa, nomeadamente Eusébio. E mesmo com a guerra colonial a decorrer em vários pontos de África, as finais europeias do Benfica eram acompanhadas de perto pelos soldados, como nos conta Vítor Cândido, antigo combatente do ultramar.

Bobby Charlton e Mário Coluna trocam galhardetes antes da final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1968
Bobby Charlton e Mário Coluna trocam galhardetes antes da final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1968. créditos: Manchester United

"Lembro-me dessa final de 1968 em Wembley com o Manchester United porque acompanhei o relato no norte de Moçambique durante a guerra colonial. Acompanhei o relato, já era assim tarde e tinha que ter o rádio muito baixinho para não fazermos barulho. Nós a apanharmos a onda curta, ou como é que se chamava aquilo, e a ouvir o relato do jogo em que o Eusébio não conseguiu marcar um golo aos 90 minutos e depois no prolongamento os jogadores do Benfica foram-se a baixo. E depois foi o descalabro no prolongamento, penso que os jogadores do Benfica não estiveram à altura dos ingleses físicamente", recorda Vítor Cândido.

O 'fenómeno' chamado Cruijff e a 'passagem de testemunho' entre dois 'deuses do futebol'

Na época de 1968/1969, o Ajax chegava à Taça dos Clubes Campeões Europeus com um currículo europeu ainda modesto. A primeira participação na prova da equipa de Amesterdão aconteceu em 1957 com uma derrota frente aos húngaros do Vasas SC que acabou por eliminar o Ajax nos quartos de final.

Três épocas depois, o Ajax regressa à principal prova europeia de clubes, mas acaba por ser eliminado ainda na primeira eliminatória frente aos noruegueses do Fredrikstad por 4-3. Na temporada de 1966/1967, o Ajax chega aos quartos de final mas acaba por ser eliminado pelos checos do FK Dukla Dejvice. Apesar das derrotas, no conjunto holandês há um jovem de 19 anos de nome Johan Cruyff que começa a dar que falar. Na época seguinte, o Ajax é eliminado na primeira ronda com o Real Madrid depois de um empate a 1-1 em Amesterdão, com um golo do jovem prodígio holandês, e de uma derrota por 2-1 em Madrid após prolongamento.

O momento em que José Augusto se prepara para marcar um golo em Amesterdão na vitória por 3-1 do Benfica
O momento em que José Augusto se prepara para marcar um golo em Amesterdão na vitória por 3-1 do Benfica. créditos: AFP/AP/D.R.

Em 1968/1969, o Benfica entra na Taça dos Clubes Campeões Europeus com o estatuto de vice-campeão e defronta pela primeira vez o Ajax nos quartos de final da prova. Depois de uma vitória por 3-1 em Amesterdão num relvado coberto de neve, o Benfica regressa a Lisboa com uma vantagem confortável. Em entrevista ao SAPO Desporto, José Augusto e António Simões recordaram essa eliminatória e o 'fenómeno' chamado Cruyff.

"É o aparecimento do Johan Cruijff, em que a partir daí o Ajax domina a Europa e se torna campeão Europeu três vezes consecutivas. É a primeira vez na história que o valor do futebol holandês aparece em pleno com uma geração fantástica de jogadores com Keizer, Cruijff, Haan, Swart ou Neeskens", afirma António Simões ao SAPO Desporto.

"O Ajax tinha uma equipa formidável nessa altura com o Cruyff, depois de ganharmos em Amesterdão perdemos 3-1 aqui em Lisboa. Não estávamos tão habituados a jogar na neve. Eles sim, estavam mais habilitados a jogar naquele campo cheio de neve, mas nós jogámos bastante bem, apesar de termos o gelo a um palmo de altura, mas nós estivemos bem, lá para o fim já se jogava à bola, picávamos a bola ligeiramente para cima, batíamos a bola para onde queríamos que ela fosse", recorda José Augusto.

Eusébio em ação no relvado coberto de neve do Estádio Olímpico de Amesterdão
Eusébio em ação no relvado coberto de neve do Estádio Olímpico de Amesterdão. créditos: AFP/AP/D.R.

"Naquela altura, na Europa, sobretudo no norte, jogos com neve eram perfeitamente naturais, agora, eles estavam muito mais habituados a jogar, mas não tinham o talento que nós tínhamos. Embora tivessem jogadores talentosos, era uma equipa excelente e isso comprovou-se depois em Lisboa, num estádio que tinha uma relva que era um espectáculo, e aí o Cruyff mostrou-se mais e foram melhores", acrescenta o antigo extremo direito do Benfica ao SAPO Desporto.

Com a derrota no Estádio da Luz por 3-1, o Benfica era obrigado a jogar um terceiro jogo em Paris para seguir em frente na prova. O Ajax acabou por vencer por 3-0 em França e apurar-se para as meias-finais onde derrotou Spartak Trnava. Na final de 1968/1969, Cruyff e companhia acabariam por ser goleados pelo AC Milan por 4-1, mas a glória do Ajax estava perto.

Johan Cruijff discute com José Henrique no Estádio da Luz no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus
Johan Cruijff discute com José Henrique no Estádio da Luz no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus.créditos: AFP/AP/D.R.

"O Ajax foi sempre uma equipa muito difícil, especialmente naquela década de 70, em que foram campeões europeus três vezes consecutivas e isso justifica o que fizeram na Luz [em 1969]. Impressionaram a Europa porque tinham jogadores extraordinários, especialmente o Cruyff, que era um jogador das características de um Eusébio, do Puskas ou do Di Stefano de uns anos antes. Era um jogador dessa craveira", atira José Augusto.

"O Cruijff foi um fenómeno. Com 17 anos já era titular do Ajax. Era o Cruijff que era a maravilha, foi ele que acabou por substituir o Eusébio e o Pelé nessa designação de 'melhor do mundo'. O Pelé e o Eusébio estavam a terminar a sua carreira e começou a era Cruijff que veio antes da era Maradona", frisa Vítor Cândido.

Johan Cruijff em ação no jogo em Paris no jogo entre Ajax e Benfica em 1969
Johan Cruijff em ação no jogo em Paris no jogo entre Ajax e Benfica em 1969. créditos: AFP/AP/D.R.

"Isto tem tudo a ver com os deuses do futebol. E quando digo deuses do futebol estou a referir-me a Pelé, Eusébio, Cruijff, Maradona, e tal. A ascensão dos deuses do futebol numa equipa ocasionam que a sua equipa ande cá em cima, suplantando tudo. O Eusébio, o deus Eusébio, que já está numa fase de menos fulgor, já tinha sido operado ao joelho uma seis ou sete vezes e passava muito tempo fora dos jogos a recuperar das operações", acrescenta Vítor Cândido, considerando que a ascensão de Cruijff marcou o início de outra era no futebol europeu.

"Em sentido contrário, no Ajax está a aparecer o deus deles no início da década de setenta: o Cruijff. A desembrulhar as situações todas e com uma grande equipa a seu lado. Como o Eusébio também tinha porque o Benfica tinha uma 'equipona' tanto nos anos 60 como nos anos 70", sentenciou Vítor Cândido.

José Torres celebra um golo do Benfica frente ao Ajax
José Torres celebra um golo do Benfica frente ao Ajax no jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus de 1969.créditos: AFP/AP/D.R.

Já António Simões considera que "o aparecimento do Ajax faz com que o Benfica não volte a ser campeão Europeu" no final da década de sessenta e início da década de setenta.

"É com o aparecimento do Ajax que o Benfica número um da Europa passa para número dois. É o aparecimento do Cruijff, é o Eusébio a passar o testemunho ao Cruijff, é o Simões a passar o testemunho ao Keizer, é o Jaime Graça a passar ao Haan, o Torres a passar ao Rep. É inacreditável que haja características tão semelhantes dos jogadores do Benfica que estão nos seus últimos 4/5 anos e os jogadores do Ajax que estão nos seus primeiros 4/5 anos. Nós teríamos preferido passado o nosso testemunho a portugueses, não aos holandeses", afirmou o antigo jogador do Benfica ao SAPO Desporto.

O 'futebol total' do Ajax que dominou a Europa na década de 70

Mas o sucesso do Ajax no futebol europeu não se resumiu apenas ao talento de Cruijff. O conjunto de Amesterdão apresentou uma nova filosofia nos relvados e que ainda hoje é encontra 'discípulos' em toda Europa: o futebol total.

"O Ajax foi a primeira equipa a jogar um 'futebol total', uma coisa impressionante. Chamavam à seleção da Holanda de 'Laranja Mecânica' porque aquilo era praticamente a equipa do Ajax. Mas também havia o Feyenoord que era uma equipa fantástica", diz Vítor Cândido.

Mundial_1974_Holand#143DC57 • West German goalkeeper Sepp Maier catches the ball in front of Dutch forward Johan Cruyff as defender Franz Beckenbauer (L) looks on, 07 July 1974 in Munich, during the World Cup soccer final. Host West Germany beat The Netherlands 2-1 to earn its second World Cup title, twenty years after its first win over Hungary (3-2), 04 July 1954 in Bern. AFP PHOTO • STAFF

"Era futebol total porque todos os jogadores defendiam e todos jogadores atacavam. E para nós que estávamos habituados a ver os defesas em funções defensivas exclusivas isso era uma novidade. Antigamente os jogadores não tinham autorização para passar do meio-campo, agora os laterais vão até ao outro lado para cruzar. Às vezes falo disso com o meu amigo Hilário [ex-internacional português, glória do Sporting e lateral esquerdo] e ele diz-me que 'o nosso treinador não nos deixava passar do meio-campo'", recorda Vítor Cândido.

"A equipa do Ajax era realmente muito à frente com o seu futebol total. Ainda hoje há equipas que jogam assim, como o Bayern. A equipa que vimos aqui do Bayern em Lisboa [no jogo inaugural do Grupo E da Liga dos Campeões] foi precisamente isso: do futebol total. Com três jogadores a pontificar no ataque que são preponderantes, que possam jogar sistematicamente a defender e a atacar", frisa José Augusto.

"O Robben pelo lado direito, o Lewandowski, e o Ribéry no lado esquerdo. São jogadores que integram e que fazem mover todo aquele jogo no meio campo. Os defesas laterais a subir e a recuperarem as bolas, sobretudo. As táticas são o que são, mas quem as aplica em campo são os jogadores. Os jogadores é que transportam sectorialmente as ideias para o campo e fazem com que o sistema tático possa evoluir de uma forma. E em qualquer época a velocidade é uma componente importantíssima no futebol. E quando temos jogadores talentosos como é o caso [do Cruijff], isso vem sempre ao de cima", sentencia José Augusto.

O 'reencontro' entre dois 'gigantes' na Europa do futebol

Benfica e Ajax reencontram-se nas próximas jornadas da Liga dos Campeões em dois jogos que vão ser decisivos para o apuramento dos oitavos de final da prova. Os holandeses lideram neste momento o Grupo E depois de um empate a 1-1 em Munique frente ao 'poderoso' Bayern Munique e no plantel do Ajax continua a reinar a filosofia de um clube formador que já deu alguns dos maiores talentos do futebol holandês. O Benfica seguiu o exemplo de outros clubes formadores na Europa e procura, tal como o Ajax, recuperar o prestígio europeu que lhe valeu a hegemonia no 'velho continente'.

Benfica-Juventus: International Champions Cup
João Félix reage depois de ter falhado um penalti @Adam Hunger/Getty Images/AFP créditos: AFP

"Há uma escola holandesa que assenta sobretudo no Ajax e parece-me que desta vez está a reaparecer essa escola numa quantidade e numa persistência daquilo que é o seu próprio modelo. Ou seja, os holandeses nunca abandonaram esse modelo mas nunca tiveram uma fornalha com tanto potencial como esta [atual]. E agora nós [no Benfica] temos de nos confrontar com essa escola, com essa tradição, com esse modelo, mas com o reaparecimento da qualidade. O Benfica vai ter de se confrontar com tudo isso", afirmou António Simões sobre os próximos jogos com o Ajax.

"Penso que é importantíssimo para a qualidade do futebol que estes clubes com tradição de formação continuem. O Benfica tem várias escolas em vários sítios onde tem as casas do clube, 284 casas do Benfica para ser mais preciso, e neste momento há muitas que têm escolas de jogadores e que o Benfica vai acompanhando porque as casas vão mantendo o clube informado do surgimento de novos talentos", começou por dizer José Augusto antes de fazer a antevisão dos próximos jogos do Benfica com o Ajax.

"Penso que vão ser jogos equilibrados, apesar de tudo o Ajax também tem uma escola e bons jogadores e é um clube de produção, como o Benfica agora o é. Estou convencido que estes dois jogos com o Ajax vão ser realmente importante para as nossas possibilidades de continuar na Liga dos Campeões porque o Ajax será o nosso adversário direto na disputa pelo segundo lugar. Mas não será fácil, nem para nós nem para o próprio Ajax uma vez que são duas equipa de nível idêntico e com muitos jogadores talentosos", sentenciou José Augusto.

Fonte: Sapo Desporto

 

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Benfica na Grécia à procura da vitória

por João Silva, em 02.10.18

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O Benfica volta a jogar na Grécia para a Liga dos Campeões de futebol, defrontando esta terça-feira o AEK em Atenas, a partir das 20h00, em jogo do Grupo E da Liga dos Campeões, um mês depois de ter assegurado em Salónica a presença na fase de grupos, com um triunfo sobre o PAOK (4-1).

Cinco dias após o empate em casa do Desportivo de Chaves (2-2), para o Campeonato, e após oito derrotas seguidas em jogos da fase de grupos da Champions, o Benfica quer reencontrar o caminho das vitórias, ante um adversário considerado acessível e que perdeu por 3-0 com o Ajax na ronda inaugural.

Além da perda de dois pontos, o encontro de Chaves deixou mais marcas no Benfica, que perdeu, por lesão, Jardel e Gabriel. Ambos ficaram de fora da lista de convocados, a que regressam Ferreyra e Salvio.

Na véspera da partida a equipa benfiquista fez as últimas afinações num ensaio que também serviu de reconhecimento do relvado do Olímpico de Atenas.

Nos 15 minutos de treino abertos à comunicação social, o tapete verde do recinto aparentou estar em razoáveis condições, resistindo à chuva que caiu em Atenas no domingo.

O Estádio OAKA Spiros Louis tem capacidade para 68.069 espetadores, mas, segundo as previsões, são esperados perto de 40 mil adeptos do AEK no desafio com o Benfica, que, por sua vez, vai contar com o apoio de cerca de 1000 apoiantes, prontos para dar tudo nas bancadas e ajudar a equipa.

 

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A equipa de Rui Vitória era cabeça de série neste sorteio e tinha como possíveis adversários ainda o Spartak Moscovo (Rússia), o Standard de Liège (Bélgica) e o Slavia de Praga (Rep. Checa). 

 

Benfica - Fenerbahce

PAOK/Basileia - Spartak de Moscovo

Slavia de Praga - Dínamo de Kiev

Standard de Liège - Ajax/Sturm Graz

 

O Fenerbahce acabou a última edição da liga turca no segundo lugar, a três pontos do campeão Galatasaray. 

Na Liga Europa não passou do play-off, onde caiu às mãos do modesto Vardar, da Macedónia. 

A primeira mão do Benfica-Fenerbahce vai realizar-se a 7 ou 8 de agosto, e a segunda será feita a 14 de agosto. 

Os vencedores da terceira pré-eliminatória terão ainda de disputar o play-off, antes de terem acesso à Fase de Grupos da Liga dos Campeões. 

 

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Liga dos Campeões: SL Benfica 0-2 Basileia

por João Silva, em 06.12.17

A campanha infeliz dos tetracampeões nacionais terminou como começou, somando o sexto desaire no mesmo número de jogos com apenas um golo apontado e catorze sofridos.

Além do último lugar do grupo A, que já estava confirmado à entrada para esta derradeira ronda, o Benfica entrou para história pelos piores motivos, passando a ser a equipa portuguesa com pior registo na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Já sem qualquer objectivo europeu pela frente, a não ser a salvação da honra depois de uma campanha muito aquém do expectável para um campeão nacional e cabeça de série, o Benfica apresentou-se com várias alterações no onze, confirmando-se a estreia a titular de João Carvalho, num meio campo ainda composto por Samaris e Pizzi.

Jardel e Pizzi foram mesmo os únicos sobreviventes do clássico com o FC Porto, sendo que Svilar regressou à baliza e Lisandro López rendeu o capitão Luisão no centro da defesa.

Neste último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, Rui Vitória quis dar oportunidade a alguns dos jogadores menos utilizados, estipulando como objectivo um triunfo na despedida. O propósito do Benfica, no entanto, não foi conseguido: o campeão suíço impôs-se pela força e eficácia do contragolpe, deixando as águias sem pontos no fecho das contas do Grupo A.

No final da partida o treinador do Benfica afirmou que "Não é por este jogo que vou criticar os jogadores. Houve prestações razoavelmente positivas, é evidente que não ganhámos, tentámos ir à procura do resultado, mas o Basileia foi muito eficaz. Em dois ou três lances fez dois golos. Houve quem aproveitasse mais outros nem tanto, mas é como os outros jogos. Jogámos com uma equipa jovem, os miúdos somaram minutos e nisso ganhámos".

Agora, resta à equipa de Rui Vitória focar-se objectivamente nas competições internas. É aí que temos que nos focar, não há outra forma. Ganhar já no sábado ao Estoril. Mostrar empenho na conquista do penta campeonato.

 

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