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O Maior Clube do Mundo

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Processo do "Apito Dourado" relativo ao jogo Beira-Mar/Porto

03.03.09, João Silva


O Tribunal de Gaia inicia hoje o julgamento do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, e de mais dois arguidos no âmbito do chamado "caso do envelope", um processo do "Apito Dourado" relativo ao jogo Beira-Mar/Porto.

Jorge Nuno Pinto da Costa e o co-arguido António Araújo - um empresário de futebol - estão pronunciados pelo crime de corrupção activa desportiva.
Ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva na forma passiva.
O julgamento ocorre cerca de um ano depois da juíza Anabela Tenreiro, do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, ter decidido, num despacho de 50 páginas, que o caso iria mesmo à barra judicial.
Este processo reporta-se ao encontro Beira Mar-FC Porto, da 31 jornada da Superliga de 2003/2004, que foi realizado em 18 de Abril de 2004 e terminou com um empate sem golos.
Dois dias antes daquele jogo, o árbitro Augusto Duarte e António Araújo visitaram Pinto da Costa na sua casa na Madalena, Gaia.
O presidente portista terá alegadamente dado então um envelope com dinheiro ao árbitro, acusa o Ministério Público (MP).
O montante em causa seria 2.500 euros, segundo afirmações de Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, repetidas já no TIC do Porto, num depoimento que a juíza de instrução acabou por credibilizar.
Na sua decisão instrutória, a juíza de instrução Anabela Tenreiro desvalorizou o argumento de falta de credibilidade da testemunha Carolina Salgado, cujo depoimento serviria, na tese das defesas, apenas para se vingar e humilhar publicamente o ex-companheiro.
O processo, que chegou a ser arquivado pelo Ministério Público de Gaia, foi reaberto pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD), liderada pela magistrada Maria José Morgado, e a acusação foi deduzida em 19 de Junho de 2007.
O processo "Apito Dourado", que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional português e na arbitragem, foi desencadeado a 20 de Abril de 2004 com a detenção para interrogatório de vários dirigentes e árbitros de futebol. Lusa

 

Subornar, traficar, comprar influências ou mesmo opiniões..
Lamentavelmente a nossa justiça Portuguesa já nos deu indicações que este tipo de crimes compensa.
"inexplicavelmente", por muito que os nossos magistrados tentem com afinco apurar a verdade, são muitas vezes mal sucedidos, pois o poder dos arguidos (um poder obscuro) eleva-se...
Neste julgamento que está a decorrer, Infelizmente será mais um processo, quase de certeza, que não irá dar em nada, seja por falta de credibilidade das testemunhas ou mesmo por falta de legalidade nas escutas telefónicas.
Até ao momento ainda ninguém me explicou se as vozes das "pessoas" escutadas não eram verdadeiras...estamos à espera de quê???

Resta-nos continuar a estar atentos, denunciando sempre que se verifiquem situações anómalas e ter esperança que mais tarde ou mais cedo, estas "pessoas" possam ter o devido castigo.