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Fejsa e Jardel estão em dúvida para o jogo com o Tondela, sábado, na Luz, a contar para a 32.ª jornada da Liga. O médio sérvio, 29 anos, e o central brasileiro, 32 anos, trabalharam condicionados na sessão de quinta-feira. Ambos estiveram em gestão de esforço e, tendo em conta que a partida com o Tondela é já amanhã, estão em dúvida. Tudo dependerá da evolução do estado físico dos dois jogadores no treino desta manhã, o último antes do jogo.

É provável, contudo, que Fejsa e Jardel sejam convocados por Rui Vitória e que as dúvidas em torno da utilização sejam dissipadas amanhã de manhã, se for necessário um teste físico.

Além disso, Fejsa e Jardel são dois dos jogadores em risco de exclusão no Benfica, além de Rúben Dias e Grimaldo. Rui Vitória pode optar por poupar os dois atletas e contar com ambos no derby com o Sporting, em Alvalade, marcado para 5 de maio.

Se Fejsa e Jardel falharem o Tondela, Samaris e Luisão estão preparados para serem titulares.

Se Fejsa e Jardel estão em dúvida para o Tondela, o mesmo já não sucede com Alejandro Grimaldo e Franco Cervi. Tanto o lateral-esquerdo espanhol como o extremo argentino estarão às ordens de Rui Vitória.

 

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O "Polvo Azul e Verde" começa a ser exposto!

por João Silva, em 26.04.18

Reproduzo uma transcrição de um excelente artigo do "Benfica Eagle" no blog NGB.

Esta semana começaram a ser conhecidos alguns dos nomes que estão ligados ao "Polvo Azul & Verde" que envolve o FC Porto e o Sporting CP, que uniram esforços para lançar uma campanha de difamação ao Benfica, com base em e-mails roubados por "hackers", e na denúncia anónima que ficou conhecida esta semana aparecem os NOMES dos principais responsáveis desportivos, judiciais, policiais e na comunicação social ligados às estruturas do Porto e do Sporting!
 
Para quem ainda não conhece a denúncia anónima que expõe os responsáveis pelo "POLVO Azul & Verde" recomendo a leitura dos posts deste blogue de 24 de Abril 2018,  publicados pelo BenficaByGB (GRAVÍSSIMO! Mentiras anti-Benfica orquestradas pelo FCPorto e elementos da PJ) e pelo Shadows (A tal denúncia, na versão integral).
 
Começam a vir a público muitos factos confirmados que já tinha adiantado a 7 de Março e a 18 de Março de 2018, neste mesmo blogue!
 
Já há várias semanas tinha exposto a ligação dos "blogues" envolvidos no caso dos e-mails às estruturas de Porto e Sporting, e respectivas agências de comunicação e respectivos "avençados"(ESCÂNDALO: Benfica apresenta queixa-crime contra Blogues "alegadamente" financiados por rivais - 18 de Março 2018). Também tinha referido que as investigações ao Blogue "Mercado de Benfica Polvo" tinham de ser direccionadas a norte, enquanto que Mister do Café e outros blogues do Sporting estarão alegadamente ligados e a serem financiados pela estrutura do Sporting CP / YoungNetworkA denúncia desta semana confirma isso mesmo!
 
Também referi a 7 de Março 2018 no post (BASTA! A "pouca vergonha" no futebol português vai ter de acabar!), que esta campanha de difamação ao Benfica tem como principal objectivo esconder e tirar a atenção dos inúmeros "escândalos" que envolvem o Porto e o Sporting (actualização da lista, com factos que vieram a público nas últimas semanas):
 
(1) Ameaças a Artur Soares Dias, no Centro de Estágio da Maia - árbitro que poderá ter "oferecido" este campeonato ao Porto, analisando-se as suas intervenções nos principais jogos em que arbitrou, onde se inclui o Benfica-Porto desta época.

(2) Justiça do Porto que permitiu que o Porto Canal andasse a divulgar e-mails privados do Benfica, resultantes de um ROUBO organizado por "hackers" ... e que ao que parece já "identificados".

(3) Alegada "Corrupção" no Estorilgate, que envolveu o Estoril-Porto, com a invasão de campo por parte dos SuperDragões, o adiamento do jogo e o "pagamento" de uma dívida no intervalo do jogo entre os 2 clubes. 

(4) Irregularidades do Porto no licenciamento da UEFA com a ocultação durante anos de dívidas a clubes, onde se incluia a dívida ao Estoril, não referenciada nos R&C's.

(5) Investigações criminais ao principal investidor da Sporting SAD (Alvaro Sobrinho) alegado responsável pelo desvio de mais de 600M€ do BES Angola, que ajudou ao colapso do Grupo BES e GES.

(6) Investigações criminais a Bruno de Carvalho, sobre alegados recebimentos de comissões nas transferências de jogadores, conforme tem sido denunciado por vários empresários.

(7) Escândalo dos VMOC's e o Escândalo das alegadas gravações entre Ricciardi e Sikander Sattar para "controlar" o Sporting (Sikander Sattar, responsável da KPMG Portugal e KPMG Angola com cargos na estrutura do Sporting CP, que auditava o BES Angola e BES Portugal e é responsável máximo pelas auditorias ao Sporting CP até 2012. O Responsável da KPMG Portugal & Angola já está a ser acusado publicamente nos últimos dias de ter ocultado mais de 5.000M€ de prejuízos no BES Angola, nas contas do BES Portugal e que ajudou ao colapso do Grupo BES e GES, com prejuizos de mais de 10.000M€ para o Estado Português e lesados do BES e GES)

(8) Tentativa de "desviar as atenções" para os mais de 150M€ de prejuízos da Porto SAD e os mais de 100M€ de prejuízos da Sporting SAD desde 2010, enquanto a Benfica SAD alcança mais de 75M€ de lucros desde 2010!

(9) Dificuldades do Porto em renovar com 10 jogadores importantes (Casillas, Ricardo, Marcano, Reyes, Maxi Pereira, Dalot, Brahimi, André André, Herrera, Hernâni) com contratos a terminar em 2018 e 2019, que poderão sair todos no próximo verão, além de outras vendas fundamentais para tapar prejuízos.

(10) Crise no Sporting provocada pelo Presidente Bruno de Carvalho, para despachar Jorge Jesus,criticando publicamente os jogadores no Facebook, com o objectivo de forçar uma "ruptura" com Jorge Jesus tentando mandar embora o Treinador no final da época sem pagar qualquer indemnização,  tendo já alegadamente um substituto contratado (treinador do Rio Ave - Miguel Cardoso).

(11) Dificuldades do Porto e do Sporting em renovar financiamentos bancários, seja em Portugal ou no estrangeiro, pelo facto de estarem "FALIDOS", situação que já ficou conhecida nos últimos dias (o "escândalo" público do "default" do Sporting nos 30M€ de empréstimo obrigacionista que vencem em Maio 2018e também as dificuldades do Porto em renovar o empréstimo obrigacionista de 45M€ que também vence a 26 de Maio 2018enquanto que o Benfica facilmente renovou no início de Abril 100M€ de financiamento na Banca estrangeira com melhorias contratuais, por via do contrato com a NOS e sem necessidade de apresentar "garantias" extra.
 
Devido a TODOS estes escândalos GRAVÍSSIMOS que envolvem o Porto e o Sporting, foi lançada uma campanha de manipulação da opinião pública e de ataque ao Benfica, para desviar a atenção de todos estes "ESCÂNDALOS" que já começam a ser conhecidos por parte da opinião pública ... e que já eram conhecidos em certos "círculos" e "corredores" do nosso país!
 
Não é por acaso que este post é publicado no 25 de Abril!
 
Os próximos meses serão ainda mais "interessantes" ;)
 
Fonte: NovoGeraçãoBenfica
 

 

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Lembra-se onde estava quando soube que a revolução estava na rua?

Se a memória não me falha, estávamos a acabar o treino da manhã, no Estádio da Luz. Apareceu alguém a dizer que havia uma revolução. Gerou-se uma enorme curiosidade e euforia em relação ao que se estava a passar. Depois recordo-me perfeitamente de ir para casa e de assistir na RTP à informação da Junta de Salvação Nacional, liderada pelo General António Spínola. Senti, como todos aqueles que me rodeavam, um enorme contentamento. Todos percebemos que era o fim da ditadura e da queda de um regime que estava indiscutivelmente podre.

Os jogadores falavam entre si de política?

Em 1972 foi criado o Sindicato Nacional dos Profissionais de Futebol. Eu fui um dos jogadores que mais se empenhou na construção do sindicato, que foi o único criado antes do 25 de Abril. Até aí não existiam sindicatos em Portugal, mas organizações clandestinas que tentavam pressionar e representar os trabalhadores na clandestinidade. Nada disso era permitido ou estava na Constituição.

Fez parte da Comissão Instaladora do Sindicato que teve como primeiro presidente Artur Jorge...

Exatamente. Fui dirigente sindical durante muitos anos e sou aquele que desperto os jogadores para a direitos que não nos assistiam na altura. Em 68, tinham 20 e tal anos, dou uma entrevista ao jornal "A Bola", e perguntam-me qual eram os direitos dos jogadores de futebol. Respondi: nenhuns.

Quais eram as principais reivindicações? O fim da Lei da Opção?

Sim. A nossa maior luta era a liberdade contratual, como hoje existe. A Lei Bosman aparece muito mais tarde, mas o fim da Lei da Opção foi o primeiro sinal. Pela primeira vez na história do futebol português, os clubes são obrigados a pagar 70% do valor da oferta do clube que pretende contratar o jogador. Ou seja, se um clube pretendesse contratar um jogador em final de contrato por mil contos, o clube de origem tinha de pagar 700 contos.

Mas isso já em 74...

A reivindicação era anterior, mas só se concretizou depois da revolução. Depois do 25 de Abril, até se exagerou porque o jogador podia rescindir se alegasse que se encontrava sem condições psicológicas para permanecer no clube. À portuguesa, passou-se do oito para o oitocentos. Nesta terra é sempre assim. Os jogadores tinham direito a ter essa liberdade contratual pela qual eu e outros lutaram durante muitos anos, mas não era preciso exagerar. Parecia que havia uma atitude compensatória, após tantos anos a jogar sem direitos nenhuns. Estamos a falar de uma atividade que não era um negócio, de um futebol que era paixão e não indústria. De uma sociedade que vivia com essa emoção, mas exercida respeitosamente. Hoje, é completamente diferente.

Já se podia de falar de futebol profissional ou ter jogadores a tempo inteiro era um exclusivo dos três grandes?

O profissionalismo era dominado pelos três grandes, embora todas as equipa da I Divisão treinassem todos os dias....

Nos outros clubes, alguns jogadores acumulavam o futebol com outras profissões?

Havia uma fatia de jogadores, talvez mais atentos à vida pós futebol, que fazia questão de manter uma profissão alternativa para quando acabassem de jogar e nunca abandonaram os seus empregos, principalmente no funcionalismo público ou nos bancos. O que acontecia é que os clubes punham uma cunha para que conciliassem as duas atividades. Como no serviço militar, arranjava-se uma forma de o jogador não trabalhar a tempo inteiro para não faltar aos treinos. Havia um certo privilégio em relação aos profissionais de futebol.

Os jogadores já descontavam para a Segurança Social, que julgo era outras das reivindicações do sindicato?

Quando se fundou o sindicato, pagávamos imposto profissional e imposto complementar, que os clubes descontavam do salário. Curiosamente, quando chegou à altura da reforma, houve muitos casos em não apareciam os descontos feitos. No meu caso, durante os primeiros quatro ou cinco anos, nada aparece. Um seja, não havia um histórico de descontos da Segurança Social, embora a entidade patronal nos tivesse retirado essa verba. Muitos queixaram-se que descontaram 15 anos e só figuravam sete ou oito, o que se refletia no valor das reformas...

Os clubes não entregavam os descontos ao Estado?

Acontecia pela irresponsabilidade dos dirigentes. No fundo, até agora sucedem muitas destas coisas nas empresas. A fuga ao fisco é uma tentação que permanece. Até me apetece dizer que é genético. A malandrice está enraizada. O cidadão, ou cidadã, que tem brio em ser honesto não é bem encarado por parte da sociedade. O honesto é visto quase como um pateta, um parvo: “Então, pá, estás a pagar isso? Não tens nada que pagar”. Há uma certa cultura do não cumprimento da regra.

O treinador do Benfica em abril de 74 era Jimmy Hagan?

Era, mas saiu no decurso da época e foi substituído pelo Fernando Cabrita. E em 74/75 chega Milorad Pavic.

Da parte do treinador ou do presidente Borges Coutinho foi feita nos dias da revolução alguma comunicação aos jogadores? Os treinos e jogos mantiveram-se?

Não me recordo que tenha existido da parte da direção qualquer atitude ou posicionamento em relação ao golpe militar ou ao novo regime. O que percebe na altura é que a partir daquele dia nada seria igual. É um facto. E os primeiros a perceberem isso foram os jogadores. Vinham de uma luta não totalmente conseguida e, a partir daquele momento, sentem que será completamente conseguida. E também há essa perceção por parte dos dirigentes. Todos tentaram percorrer o seu caminho, adaptando-se a uma situação nova.

Sentia-se a lufada de liberdade...

Sentia-se, dentro e fora dos clubes. Estavam criadas todas as condições para que finalmente houvesse total liberdade contratual. Tanto quanto me lembro, o calendário de treinos e jogos manteve-se.

É justo dizer-se que o Benfica era o clube do regime?

São equívocos históricos criados na altura e que repudio completamente. É uma tentativa de retirar valor, até orgulho, a uma geração espontânea de grande qualidade que conquistou a Europa e o mundo através da sua arte e talentol. Para que se esclareça a situação, a única vez que fui recebido por António Oliveira Salazar ao longo de todos os anos que joguei no Benfica foi em 1966, no regresso do Mundial de Inglaterra.

O Benfica tinha mais títulos nacionais (20 até 1974) porque tinha as melhores equipas e Eusébio?

Sem dúvida. Fomos recebidos por Salazar unicamente nesse dia, após a conquista do terceiro lugar no Mundial. Nunca antes nem depois estive na sua presença. Devo dizer, aliás, que Salazar nunca foi um fã de futebol, nunca deu um tostão aos clubes. Não digo que odiasse futebol, mas não perdia tempo com o futebol. Ao ponto de quando lhe fomos apresentados por Américo Tomás – que gostava imenso de futebol - ele confunde o Coluna com o Vicente e o Vicente com o Hilário. Não conhecia sequer os jogadores da seleção.

Mas impediu o Eusébio de ir para o estrangeiro...

É tudo conversa. Desminto que alguma vez o regime tenha impedido Eusébio de sair do país. Foi um aproveitamento dos homens de esquerda para dizer que até o desgraçado do Eusébio foi uma vítima de Salazar. Portugal ainda vive com esse complexo. Criaram uma história, uma mentira, que tantas vezes contada passou a ser verdade. O senhor Eusébio não vai para Itália porque, nesse ano, a Itália proibiu a entrada de estrangeiros.A ser eliminada pela Coreia do Norte, os jogadores são recebidos com tomates e hortaliças em cima deles. É a Federação do calcio que resolve proibir a entrada de estrangeiros para dar oportunidade aos italianos e para que pudessem formar uma nova seleção. Esta é a verdade. Nós servimos o regime involuntariamente e não nego que o regime se aproveitou da grandeza dessa geração. Foi o Benfica e a seleção que voltaram a colocar Portugal no mapa. E o novo regime não se serviu e serve do futebol?

As vitórias dos desportos de massa são propaganda?

Não tenho dúvidas em dizer que foram os novos políticos que mais se serviram do futebol. Quantos milhões foram dados ao futebol sem fiscalização? Quantos milhões deram as câmara municipais ao futebol? E para fazer o quê? Onde está a utilidade dos milhões que foram tirados ao povo para dar ao futebol após o 25 de Abril? É a questão que deixo.

A época da revolução foi pintada de verde, com o Sporting a fazer a dobradinha...

Sim, tirou-nos o título. No meu tempo, nunca o Benfica foi tetra porque o Sporting roubava-nos sempre o quarto campeonato. Foi a razão pela qual a geração Eusébio, Simões, Mário Coluna e companhia nunca foi tetra. Em 74/75 o Benfica volta a ganhar o campeonato.

Nessa altura, a hegemonia da I Divisão estava na região Lisboa/Setúbal, casos da CUF, Oriental, Barreirense e Montijo. O FC Porto até 74 tinha cinco títulos nacionais. A deslocalização para o norte deve-se ao desaparecimento do eixo industrial em torno da capital?

Deve-se mais uma vez ao tal complexo de esquerda, que tudo fez para destruir empresas como a CUF e os Mellos. Tudo o que estava ligado ao antigo regime não prestava. Houve muita gente que foi vítima disso. Vou dar um caso concreto: em 1976, era eu deputado da Assembleia da República, eleito pelos imigrantes fora da Europa...

Na lista do CDS...

Nas listas do CDS, mas eu concorri como independente. Nunca fui filiado num partido. A minha filiação é a minha independência, que é a minha cor político-partidária. Digo-o com toda a convicção. Até hoje. A minha carreira está toda para trás, não preciso de nada, só de afecto, que felizmente tenho.

Estava a recordar que foi eleito à Assembleia da República...

Fiz uma viagem com o doutor Mário Soares, na altura Primeiro-Ministro, ao Brasil, para convencer alguns dos que foram empurrados do país a regressar, entre eles António Champalimaud. Mário Soares fez muitas reuniões por todo o lado para os trazer de volta. É preciso não esquecer que Portugal estava numa situação económica desastrosa. A resposta foi não. É curioso verificar que o senhor Champalimaud, depois de todos esses anos, deixou uma obra extraordinária porque gostava do país. Ainda bem que houve o 25 Abril, mas houve muitas injustiças. Fiquei e estou feliz por vivermos em liberdade, sem dúvida, não me peçam é para ignorar injustiças cometidas em nome da revolução. Quando tomei a minha liberdade política de votar e concorrer por quem quis, fui vítima disso. Não ser de esquerda após o 25 de Abril era não montar o cavalo certo.

Sentiu que estava do lado errado entre colegas?

Tive colegas que tiveram esse tipo de atitude. Sempre fui coerente com aquilo em que acredito. Ainda hoje voto em pessoas e não em partidos. O meu conceito de vida, de honestidade e de servir o país não tem cor política. Gosto de pessoas e de justiça social. O problema é que sempre que se fala em justiça social é sinónimo de esquerda. Não há gente de grande valor e que preza a justiça social que não seja de esquerda?

Em 1976 ainda estava a jogar no Benfica?

Já vivia nos EUA. Fiz o último jogo pela Benfica a 11 de maio de 1975 e fui para os EUA logo a seguir. Faço o meu primeiro jogo lá com o Eusébio. Fomos os dois. Tinha mais dois anos de contrato mas pedi para não os cumprir. Querem fazer-me uma festa de homenagem, garantida com 650 contos, mas não quis. Abdiquei porque depois de ter liberdade para concorrer à Assembleia Constituinte e depois à Assembleia da República por um partido que não era de esquerda foi suficiente para ser pessoa non grata. Quando percebo que não me querem, não preciso que me mandem embora. Vou-me embora.

Jogou e treinou vários clubes nos EUA. Quantos anos esteve fora do país?

Entre ir e vir, foram quase 20 anos. Foi uma experiência riquíssima. Ao longo da vida temos de tomar decisões que não são fáceis. E essa foi uma decisão feliz. Há uma parte de mim, no que diz respeito à cidadania, que devo a esses 20 anos fora. Abriram o meu horizonte.

O que o fez apoiar a recandidatura de Bernardino Soares, pela CDU, em Loures?

Votei em Freitas do Amaral, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva... Eu escolho o meu candidato, não é a cor política que me escolhe. Decidi apoiar Bernardino Soares por ser competente e porque o PCP, em Portugal, é o partido melhor preparado e mais transparente na gestão autárquica. Confio nos autarcas da CDU, mesmo não sendo comunista, nem partilhando determinados princípios do partido. Defendo pessoas sérias, como é o caso de Bernardino Soares. E mais do que isso: estou cansado, já nem desilusão é, da discussão do que é a competência em Portugal. Por amor de Deus, já não quero mais competência, quero honestidade. Quero é menos corrupção.

É para si o problema mais grave do país?

O problema de Portugal não é uma questão de competência, mas de desonestidade, de falta de brio em servir o país. É onde tem tem de existir reformas.

Falou em Jorge Sampaio, que julgo foi o vosso advogado quando foi fundado o Sindicato.

Foi, conheço-o desde então. Tenho um programa de televisão quinzenal, à quinta-feira, na SportTV e um dos últimos que gravei foi com o doutor Jorge Sampaio, meu advogado durante 25 anos. Temos uma amizade extraordinária. Foi o primeiro advogado da fundação do Sindicato, mas como era um jovem advogado contestatário, conotado com a oposição ao regime, passou a bola ao doutor Jorge Santos para evitar problemas.

Após 44 anos de democracia, o futebol continua a ser um mundo à parte. Há enorme falta de liberdade, por exemplo, dos jornalistas no contacto com jogadores no ativo. Há uma certa ditadura no futebol?

Não tenho a mínima dúvida. E essa falta de liberdade informativa tem vindo a piorar nos últimos tempos. Penso, aliás, que o futebol era mais democrático no tempo da ditadura do que atualmenete.

A que acha que se deve a blindagem aos profissionais de futebol? Ao seu mediatismo ou ao excessivo controlo por parte dos dirigentes?

Os responsáveis são os dirigentes. Os modelos de gestão dos clubes em Portugal são presidencialistas, é um modelo ditatorial. Criado e inspirado por gente que ainda continua no futebol e que se agarrou a um completo controle dos seus clubes, tirando a voz aos próprios sócios. Mais grave ainda é que a maioria dos sócios gosta disso. Até parece que gostam que mandem neles.

É um modelo de presidencialismo inspirado em Pinto da Costa?

O presidente do FC Porto formatou o dirigente português e também o adepto de futebol. Há uma quantidade de dirigentes que ainda tem o sonho de imitar Pinto da Costa...

Como Bruno de Carvalho?

Ele e vários. E não vejo que tão cedo isso se altere. Recordo-me de ouvir adeptos do Benfica dizerem que o que o clube precisava de um Pinto da Costa. Num clube em que a democracia era exercida pelos sócios nas assembleias-gerais, no tempo da ditadura. Assisti a algumas. Hoje, o futebol é menos democrático do que no tempo da ditadura.

Costuma ir à Luz?

Afastei-me por não me rever em muitas coisas que têm acontecido ultimamente. Não me revejo em quem aparece a falar em representatividade do clube...

Está a referir-se a Pedro Guerra?

Não é só esse, são vários, numa hipocrisia tremenda, num faz de conta com o qual não alinho. Sou muito desalinhado em relação à atual conjuntura. É assim que sempre fui, sou e serei. Não sei se tenho razão, mas quero ser feliz comigo próprio.

Esta época passou-se dos limites no caso dos e-mails, dos ataque às arbitragens ou ao VAR?

Ultrapassaram-se muitos limites. Quem tem responsabilidade no futebol português, nos EUA não seria dirigente desportivos de nada. Zero. No desporto profissional nos EUA, há regras de transparência e de respeito para com o espetador, algo que aqui não existe. É por isso que há sucesso em todos os desportos nos EUA: há qualidade e credibilidade. Aqui quase todos os clubes têm défices tremendos, mas o curioso é que não conheço nenhum dirigente que esteja mal na vida. Há um clube, além de outros, que respeito muito: o Paços de Ferreira. Quem sai tem de deixar contas em dia e exige-se regras a quem entra.

O futebol português precisa de um 25 de Abril?

Urgentemente. Precisa de mais transparência, credibilidade e maior liberdade de comunicação para os seus profissionais.

Fonte: http://tribunaexpresso.pt

 

 

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Uma denúncia, a que o i teve acesso, revela que o FC Porto terá montado uma rede para “destruir a hegemonia do Benfica”. Dessa estrutura fazem parte dirigentes portistas, elementos da Justiça, órgãos das forças policiais e meios de comunicação social. 

O clima de convulsão no futebol português está para durar. Depois dos e-mails do Benfica, que alegadamente tinham como objetivo controlar o futebol nacional, agora é a vez de o FC Porto ser acusado de manter uma rede cujo principal objetivo seria acabar com a hegemonia benfiquista dos últimos anos.

Segundo uma denúncia enviada ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República, ao DCIAP, à PJ, à Liga Portuguesa de Futebol e à Federação, o FC Porto terá montado uma rede que se reunia todas as semanas no hotel AC Porto Marriot, junto ao estádio do Dragão, para delinear uma estratégia na Justiça, na polícia e nos media para descredibilizar o Benfica. A denúncia discrimina os nomes de vários dirigentes portistas, assim como magistrados, agentes da Polícia Judiciária e jornalistas.

Tudo começou em abril de 2017, quando se deu a “compra da correspondência privada do SLB”, naquele que ficou conhecido como “caso dos e-mails”. Depois da “compra” dos e-mails, as informações eram passadas para vários blogues afetos a portistas e sportinguistas. Mais tarde, numa outra reunião no hotel Altis, em Lisboa, elementos da estrutura do FC Porto e do Sporting terão definido os “timings” para a revelação das informações dos benfiquistas.

Além disso, nesta reunião no Altis, terá ficado estabelecido que também elementos do Sporting teriam de ir acompanhando e comentando as informações que viessem a público.

Fontes da estrutura do FC Porto e do Sporting ficariam responsáveis por veicular as informações dos e-mails para comentadores em programas de debate televisivo, jornais como o Expresso, O Jogo ou Jornal de Notícias e ainda para RTP, revista Sábado e Correio da Manhã.

Contactada pelo i, a Procuradoria-Geral da República admite que “recentemente têm sido recebidas algumas denúncias, designadamente anónimas, relacionadas com o fenómeno desportivo e envolvendo vários clubes”. “O Ministério Público, sempre que tem conhecimento de factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes”, procede em conformidade, encaminhando-os para investigação”, acrescenta a PGR.

A “influência” da rede montada pelo FCP

A denúncia fala também das “evidências” em como o FC Porto domina as decisões da Justiça. O documento elenca oito decisões judiciais em que os portistas foram beneficiados. Entre elas está a decisão do Tribunal de Guimarães relativamente ao processo “Fénix”, que absolveu Pinto da Costa e Antero Henrique e que já foi objeto de recurso por parte do DCIAP; a forma como Rafa, jogador emprestado pelo FC Porto ao Rio Ave, foi afastado do processo de alegada viciação de resultados por parte dos vila-condenses; e também as fugas de informação de processos judiciais como o do caso dos emails e vouchers.

A queixa diz ainda que “desde há duas semanas que o núcleo restrito do FCP referenciado garante e gaba-se em reuniões internas e em contactos com jornalistas que têm a garantia de que o processo da PJ que concentrou vouchers, emails e jogos comprados que envolve o SLB, concluirá por uma acusação conforme os seus desejos, apesar de reconhecerem que será difícil provar algum crime de corrupção ou tráfico de influência em concreto”.

Os portistas teriam como objetivo mostrar às autoridades que existia uma estratégia por parte do Benfica para controlar os diversos setores do futebol português “e que tal seria provado, não por evidências concretas, mas através de uma montagem de uma espécie de puzzle com base em diferentes emails”, lê-se na denúncia.

Factos que podem ser “facilmente confirmados”

A denúncia, que é feita de forma anónima para preservar “a integridade física” dos autores e por “receio de represálias”, diz ainda que os “factos podem ser facilmente confirmados” quer através do arquivamento do processo Fénix, quer através do chumbo da providência cautelar do Benfica sobre a divulgação dos emails.

“Toda a gente no Porto sabe quem são os representantes da justiça que costumam frequentar os camarotes do estádio do Dragão, pertencem aos seus órgãos sociais e têm um longo historial de decisões que ultrapassam qualquer lógica sempre que está em causa os interesses de Pinto da Costa e dos dirigentes do FCP”, lê-se na carta.

Novos e-mails

Recorde-se que já na semana passada foram tornados públicos no blogue “mercado de Benfica” novos e-mails que alegadamente revelavam que já em 2012 o Benfica tinha como objetivo o “reforço/controlo” da arbitragem, do poder político, dos media e da Justiça. Segundo a revista Sábado, esta mensagem terá sido divulgada a vários elementos da SAD do Benfica em junho de 2012.

Este e-mail terá sido enviado por Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD benfiquista. O documento “powerpoint” alegadamente estabelecia “desafios na vertente externa” que passariam por aplicar uma estratégia a cinco anos com o objetivo de “reforçar o controlo/influência” nas áreas de poder no futebol, como a Federação, conselho de arbitragem, poder político, meios de comunicação social e na Justiça.

Fonte: https://ionline.sapo.pt

 

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No domingo, todos os caminhos vão dar ao Estádio da Luz. O prato forte da 30.ª jornada da Liga NOS é o jogo entre os dois primeiros classificados da tabela e o Site Oficial do Benfica faz uma viagem aos números e às curiosidades que alimentam a história do clássico.

Em mais de 80 anos de clássicos entre Benfica e FC Porto viram-se muitos resultados, mas nunca nenhum como a vitória benfiquista por 12-2 na temporada 1942/43. Este é, aliás, o triunfo mais volumoso dos encarnados em casa diante dos azuis e brancos. A década de 1940 foi, inclusive, fértil em goleadas do Benfica no clássico (sete), sendo que é a que tem maior registo de resultados contundentes por parte das águias.

Ainda na década de 1940, destaque para as oito vitórias seguidas dos da Luz, registo que perdura no tempo como a melhor série do Benfica com o FC Porto em jogos em casa para o Campeonato Nacional; e os 10 jogos sem perder, classificado como um dos dois melhores ciclos sem derrotas frente aos dragões. O melhor regista 11 encontros compreendidos entre 1963 – década gloriosa do Clube – e 1974.

Porém, os jogos no Campeonato arrancaram em 1934/35 com o Benfica a vencer o FC Porto por 3-0. Curioso, o facto de quatro das primeiras cinco vitórias terem sido com goleada (3 ou + golos de diferença): 3-0 em 1934/35; 5-1 em 1935/36; 6-0 em 1936/37; 4-1 em 1938/39.

Pizzi

Naturalmente, os Benfiquistas poderiam palpitar que o melhor marcador do Clube em clássicos em casa para o Campeonato seria Eusébio. Não estariam longe da verdade, mas o Pantera Negra está no 2.º lugar. Supera-o outro histórico de águia ao peito: José Águas. Capitão do Benfica Bicampeão Europeu, o avançado – pai de Rui Águas – apontou 13 golos em 12 jogos. Eusébio tem 10 tentos em 11 encontros e o pódio encerra com Joaquim Teixeira (9 golos em 6 jogos).

Apesar de o Benfica ser o Clube com mais triunfos neste confronto, o resultado que mais vezes se repete na casa da águia é o empate 1-1 (12 vezes). Segue-se o nulo, que aconteceu em nove ocasiões. No que concerne a vitórias, o 3-1 para o Benfica é o que mais vezes se tem visto (6 vezes), seguindo-se o 2-0 em cinco ocasiões.  

Garay

Os dados estão lançados para o 84.º Benfica-FC Porto da I Liga portuguesa. A lotação do Estádio da Luz já se encontra esgotada e, nas bancadas, um cântico especial será entoado nos primeiros 10 minutos do jogo.

 

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O tetracampeão nacional, que persegue um inédito penta, desloca-se no sábado a Setúbal motivado pela recente subida ao primeiro lugar - pela primeira vez de forma isolada -, mas terá de contar com a tradicional oposição dos sadinos, ampliada pelo facto de ainda estarem envolvidos na luta pela manutenção.

Com um ponto de vantagem sobre o FC Porto, o Benfica está proibido de repetir o resultado do único jogo disputado em Setúbal nesta época (2-2, para a Taça da Liga), para poder apresentar-se no Estádio da Luz na liderança da Liga, no domingo seguinte, sem depender de um deslize do rival portuense frente ao Aves.

Os pressupostos daquela partida não se repetirão no próximo sábado (o Benfica já estava virtualmente eliminado da prova e alinhou com uma autêntica "equipa b") e os dois outros embates realizados nesta temporada saldaram-se por triunfos categóricos das águias: 2-0 para a Taça de Portugal e 6-0 na primeira volta da Liga.

Sem jogadores suspensos e com apenas um lesionado, o médio Krovinovic, Rui Vitória deverá contar com forte apoio dos adeptos no reduto do Setúbal, 13.º colocado, cinco pontos acima da zona de despromoção, e com o acerto do avançado Jonas, melhor marcador da competição, com 33 golos.

 

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