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SCP 0 - SL. Benfica 0

por João Silva, em 29.11.09

Este empate a zero com os lagartos soube-me a pouco.
O Benfica encarou esta partida, jogando contra o "clube" e não contra a equipa.
Pesou a carga emocional e pressão psicológica, de estar a jogar o principal clássico nacional, no qual a lógica do favoritismo acaba por claudicar.
Depois do desaire frente ao Guimarães, o Benfica refez-se e jogou bem, mas faltou-lhe sorte e inspiração.
O Benfica tem uma mística tal, que as equipas mais fracas se agigantam quando nos defrontam, e este jogo foi precisamente um exemplo disso mesmo.
Perante uma equipa que está a passar por uma crise profunda, acabo por ficar "contente" que tenha sido o Benfica, além do encaixe financeiro, a proporcionar um momento de alegria a esses adeptos, pelo facto de não terem sofrido uma derrota.

 

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Desmistificação de um "mito"

por João Silva, em 26.11.09

Este sábado disputa-se no "terreno agrícola" de Alvalade, o 151.º "derby" para o campeonato português, entre o oitavo classificado com 14 pontos, e o Benfica, que soma 25 pontos e que está em segundo lugar, em igualdade pontual com o lider Braguinha.
Será um encontro entre duas equipas com aspirações diferentes.
Num lado estará uma equipa que luta para não "cair" nos lugares de despromoção, e do outro lado, estará o Benfica que pretende alcançar a liderança do campeonato.

Apenas em 57 dos 183 "derbies" já disputados, campeonato e taça de Portugal, entre estas equipas, se verificou a vitória do clube que estava pior.

O "mito" que se foi criando, de que o vencedor destas partidas , é a equipa que se encontra pior, é falso!
Só em 31 por cento dos jogos (menos de uma em cada três partidas) o vencedor foi a equipa pior classificada.

Este "mito" surge, de certa maneira, aquando da goleada infringida pela Agremiação do Lumiar ao Benfica, em 1986/87, por 7-1, quando os "lagartos" bateram pela primeira e única vez no campeonato o campeão, que na segunda volta, no Estádio da Luz, se redimiu e venceu por 2-1.

Foi sendo alimentado, quando o Benfica perdeu, por 2-0 em Alvalade, à oitava jornada do campeonato de 1992/93.
Antes do jogo, o Benfica somava  mais dois pontos que os "lagartos", uma diferença que acabou por ficar desfeita.

Na época de 1967/68, o "mito" foi favorável ao Benfica, que partiu para o "derby" com um ponto de atraso, mas um golo de Eusébio relegou os "lagartos" para a segunda posição, definitivamente, e abriu caminho para o título.

 

Só em 27,3 por cento dos "derbies" disputados para o campeonato saiu vencedor quem estava "na mó de baixo", uma percentagem que aumenta nos confrontos para a Taça de Portugal (48,5 por cento).

Na última década, em 25 jogos, apenas em oito ocasiões o pior classificado superou quem estava melhor. 

 

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Foi frustrante a derrota do Benfica e consequente eliminação prematura da Taça de Portugal.
Nestes jogos a eliminar existe sempre um factor de sorte implícito,  e num lance decidiu-se a eliminatória.  Não querendo tirar algum mérito ao Guimarães, acho no entanto, que acima de tudo foi a equipa do Benfica que esteve uns furos abaixo do habitual, embora tivesse criado situações suficientes para o resultado ser outro.
Não vou entrar em considerações sobre o que possa ter corrido menos bem, porque entendo que ainda não é altura para isso.
Perdeu-se um possível título é certo, mas há mais para ganhar.

O objectivo principal continua intacto.

O que se tem conseguido até ao momento não é fruto do acaso e temos que perceber que não somos imbatíveis.
Temos que levantar a cabeça e estar orgulhosos do trabalho que esta equipa tem vindo a desenvolver, o nosso apoio será fundamental para que o Benfica consiga alcançar o exito final.

 

 

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Mais um ciclo complicado...

por João Silva, em 21.11.09

Mais um ciclo complicado, mas que poderá começar a definir o sucesso desta equipa de Jorge Jesus.
O ciclo que o Benfica agora enfrenta começa este domingo diante do Vitória de Guimarães. Os minhotos têm um conjunto forte, com jogadores experientes e atravessam um bom momento de forma desde que Paulo Sérgio assumiu o comando técnico da equipa.
O sorteio não foi favorável ao Benfica, que tem de defrontar uma formação da mesma Liga, ao contrário do Sporting e Porto, que jogam diante de equipas de escalões secundários.
Este confronto com o Guimarães vai ser um jogo complicado, desde logo porque se disputa numa única partida, em que o factor sorte pode ser decisivo, mas também porque o Benfica não pode contar com alguns jogadores que poderão ser fundamentais.
Depois iremos a Alvalade, nossos eternos rivais, "queridos amigos", onde teoricamente o grau de dificuldade é diminuto, mas onde a história tem-nos mostrado grandes surpresas.
Segue-se depois a desgastante deslocação à Bielorrússia, para defrontar o BATE Borisov (dia 2 de Dezembro), a recepção à Académica (dia 6) e o confronto em Olhão, frente à incómoda formação da Olhanense (dia 13).
Por último, surge uma semana com dois embates de elevado grau de dificuldade, com três dias apenas a separar as recepções ao AEK de Atenas (dia 17) e Porto (dia 20).
O Porto está apurado para a fase seguinte da Champions, o que à partida poderá faciltar a gestão dos jogadores para esta partida, mas basta ao Benfica alcançar um ponto na Bielorrússia, para que Jorge Jesus tenha igualmente condições para fazer essa mesma gestão.

Não tenho a menor dúvida que o Benfica vai passar este ciclo com distinção.

 

 

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- Em Janeiro de 1909, o Benfica derrotou o Sporting (2-1), através de uma grande penalidade muito polémica, assinalada pelo árbitro, de nacionalidade inglesa, o Sporting protestou e o Benfica solicitou à Liga a anulação do jogo, pedido que não foi satisfeito mas que demonstra o grande desportivismo do nosso Clube.


- Aquando dos primeiros jogos do Benfica no estrangeiro (1911), o médio Artur José Pereira, muito poderoso fisicamente e que era alvo para os espanhóis desde o primeiro encontro, já não suportou mais e, no último desafio, injuriou um dos adversários (“na presença de algumas damas que assistiam ao jogo”), sendo expulso do campo pelo próprio capitão da equipa Cosme Damião, só tendo mais tarde assistido ao banquete final por interferência conciliadora dos dirigentes do Corunha.


- Um dos primeiros grandes escândalos do futebol português deu-se na última jornada do campeonato de 1938/39, num célebre FC Porto-Benfica que estava empatado 3-3 quando, a um minuto do fim, na sequência de um canto, o Benfica marcou o quarto golo, que lhe daria o triunfo e o título nacional (o quarto consecutivo), mas o árbitro anulou, sem que se vislumbrasse qualquer falta...


- Em 1939/40, o Campeonato Nacional passou de oito para dez clubes, a título excepcional, pois o FC Porto fora apenas terceiro no Campeonato Regional e só os dois primeiros tinham acesso à competição, valendo então a votação das restantes associações regionais (nomeadamente a de Lisboa), que viabilizaram o alargamento, de forma a permitir a participação da equipa do FC Porto.

Em 1941/42, o FC Porto voltou a ser terceiro e novamente foi alargada a competição.

Até 1946/47, o acesso ao Campeonato da I Divisão dependia das classificações dos Campeonatos Regionais, só na época seguinte se iniciou o modelo das subidas e descidas de divisão.


- Inaugurado em 1954, só em 1971 o Estádio da Luz assistiu ao primeiro jogo da selecção nacional, numa época em que a maioria dos jogadores que a compunham eram do Benfica, enquanto, nesses 17 anos, o então Estádio das Antas teve oito jogos da selecção, o de Alvalade quatro e o do Restelo um.


- O Benfica teve que jogar (sendo naturalmente eliminado) um encontro da Taça de Portugal em Setúbal, frente ao Vitória, a 1 de Junho de 1962, no dia seguinte à primeira vitória na Taça dos Campeões Europeus (3-2 ao Barcelona), quando os 15 melhores jogadores (11 titulares e 4 suplentes) faziam a viagem de Berna para Lisboa.


- O Benfica foi forçado a repetir o jogo Belenenses-Benfica do campeonato de 1958/59, da 19ª jornada (a sete do fim), na quinta-feira anterior ao jogo decisivo frente à Cuf (última jornada) e quatro dias depois de se ter deslocado a Alvalade (penúltima jornada), quando, a seguir ao campeonato, os clubes da I Divisão estiveram duas semanas sem jogar, à espera que terminasse a II Divisão, para disputarem a Taça de Portugal.


- O Benfica foi forçado a repetir (por se considerar que aquando de uma substituição chegara a ter 12 elementos em campo!) o jogo Sanjoanense-Benfica (0-2) da 4ª jornada do campeonato de 1968/69 sete (!) meses depois, na semana da última jornada, durante a qual empatou em casa com o FC Porto (0-0), voltou a ganhar em S. João da Madeira (1-0) e foi a Tomar triunfar por 4-0 no jogo do título.


- Desde a criação, em 1938, da antiga Comissão Central de Árbitros, nunca o Benfica teve um seu associado como presidente da estrutura nacional da arbitragem.


- Desde a inauguração do Estádio Nacional (1946), a final da Taça de Portugal nunca se realizou na Luz, mas já teve um jogo em Alvalade e quatro nas Antas, três dos quais com a presença do FC Porto, que ganhou um e perdeu dois, com Leixões (1961) e Benfica (1983… em Agosto, no início da época seguinte!).


- Embora não conseguindo maior número de títulos nacionais consecutivos, o Benfica possui nada menos de cinco “tris”, contra apenas dois do FC Porto (um deles a caminho do seu “penta”) e dois do Sporting (um deles a caminho do “tetra”).


- Para além de deter o maior número de título nacionais (31, contra 23 do FC Porto e 18 do Sporting), o Benfica é também o clube com maior número de segundos lugares (24), em igualdade com o FC Porto (o Sporting tem apenas 18). E apenas cinco vezes o Benfica ficou para lá do terceiro lugar, contra 14 vezes do Sporting e 17 do FC Porto.


- Continua a falar-se muito do célebre jogo Estoril-Benfica da 30ª jornada da época 2004/05, no qual a equipa da casa prescindiu de jogar no seu recinto para obter maior receita, optando por fazê-lo no Algarve, mas quem refere este jogo esquece-se das dezenas de casos semelhantes ao longo das últimas épocas e, nomeadamente, de um Gil Vicente-FC Porto realizado apenas um
ano antes, na 29ª jornada do campeonato de 2003/04 (antepenúltima deslocação do FC Porto, tal como no caso do Benfica em 2005), que passou de Barcelos para… Guimarães…

 

 

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Tamagnini Nené

por João Silva, em 20.11.09

Tamagnini Nené, completou hoje 60 anos de idade.

Parabéns!

 

É um dos jogadores mais emblemáticos do Benfica.
Na minha geração, que passava a vida na rua a jogar à bola, era ele a minha referência como avançado. O meu ídolo!

Fez toda a sua carreira no Benfica, revelando uma enorme fidelidade ao clube.

Marcou 362 golos, apenas menos que o Eusébio e José Águas, conquistou 18 títulos: 10 campeonatos Nacionais, 6 Taças de Portugal e 2 Supertaças de Portugal.

Sujar os calções para quê?

Sem dúvida, um dos melhores atletas que passaram pelo Benfica.

 

 

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