Tacuara, o mais recente rei da Europa

Óscar Cardozo, já leva onze golos marcados na Liga, em oito jornadas.
O que o coloca no trono do futebol europeu em termos de média de golos apontados, tomando em consideração as 21 ligas mais competitivas da Europa, que são definidas pelo ranking de coeficientes da UEFA e que são as mais valorizadas nas contas da Bota de Ouro.
O avançado das Águias, desde que chegou ao Benfica, contabiliza 41 golos apontados na Liga, entrando assim para o ranking dos 30 melhores marcadores de sempre do Glorioso, no campeonato nacional.
Nesta competição é já o quarto melhor estrangeiro, atrás de Magnusson (63) Isaías (53) e Manniche (o original, entenda-se!) com (47).
Se à Liga somarmos todas as outras competições, Cardozo ainda não surge nos 30 mais, mas está quase: é 32.º com 54 tentos.
Na liga principal, o Tacuara apresenta esta temporada, uma média impressionante de 1,38 golos por jogo, o que significa que se mantiver este ritmo até ao final da época, pode terminar a prova com 41 golos, o que lhe valeria a entrada para a restrita galeria dos goleadores, que conseguiram passar a barreira das quatro dezenas de remates certeiros, onde consta Eusébio, que em 1967/68 e 1972/73 alcançou as brilhantes marcas de 42 e 40 golos respectivamente.
Há dezoito anos que o Benfica não tem um Bola de Prata, o último foi Rui Águas na longínqua temporada de 1990/91, com 25 golos.
Cardozo perfila-se neste momento, caso não surjam situações anormais, para ser o próximo Bola de Prata, e porque não, aspirar a conquistar a Bota de Ouro!





Bom, não estará completamente, mas para lá caminha. Não quero parecer demasiado optimista. É certo que faltam ainda uns dois jogos decisivos mas, em princípio, em breve fica tudo resolvido e a minha nação estará na África do Sul: Luisão e Ramires já se apuraram, Aimar e Di María (e, quem sabe, Saviola) também, Óscar Cardozo está igualmente qualificado, Quim, César Peixoto e Nuno Gomes podem estar quase, assim como Maxi Pereira, e o seleccionador de Javi Garcia já disse que o tem debaixo de olho. Vai ser um Mundial em cheio, talvez como o de 1990, em que também estivemos presentes. Decorria a fase de grupos quando o meu primo me telefonou: «Estás a ver o jogo do Benfica?» Claro que estava. Boa parte das pessoas chamava-lhe Brasil-Suécia, mas era o jogo do Benfica: Ricardo Gomes, Mozer, Valdo, Schwarz, Thern e Magnusson como titulares, e Glenn Stromberg ainda entrou, para dar ao jogo um cheirinho a velhas glórias. Foi um belo desafio dos meus compatriotas. Espero que o próximo Mundial me traga mais desses.
O Benfica defronta hoje o Monsanto para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. 


